Mundo Estranho

Bestiário

Mosquitos que transmitem malária são meio… zumbis

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Vinícius Giba   |    21 de maio de 2013

Todo mundo sabe como são os zumbis:

Eram seres normais e saudáveis que, depois de infectados por um vírus (ou poção, ou qualquer coisa – depende da história), se tornam máquinas de perseguir humanos, sedentos por seu líquido essencial —-> o sangue.

O que nem todo mundo sabe é que: isso já acontece na natureza. Só muda o ator no personagem do zumbi.

Cientistas descobriram que mosquistos infectados pelo parasita responsável pela malária ficam muito mais sensíveis ao cheiro humano. Ao invés de seguir normalmente sua vida procurando pelos vários sangues que gostam, eles procuram o nosso três vezes mais do que o normal. Citando a mim mesmo ali em cima: “se tornam máquinas de perseguir humanos, sedento por seu líquido essencial —-> o sangue.”

Essa descoberta talvez pareça pouca coisa, mas é mais um passo no entendimento da doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde, atingiu 219 milhões de pessoas em 2010, matando 660 mil delas. 90% dessas mortes em continente africano.

Qualquer nova informação relacionada à malária é um grande passo!

Fonte: BBC


A CIA (quase) criou um gato espião nos anos 60

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Vinícius Giba   |    16 de maio de 2013

Acompanhem a incrível (e curta) história do gato que (quase) virou espião (por pouco tempo…)!

Na década de 60, a CIA tinha essa ideia (nada infantil) de espionar com animais. Experimentou com ratos, insetos e tentou até controlar os movimentos de um tubarão através de implantes.

Porém, um dos casos mais curiosos, segundo a autora do livro “Frankenstein’s Cat”, Emily Anthes, é o do gato espião.

Em uma operação cirúrgica que durou uma hora, um veterinário transformou um simples gato numa ferramenta-viva de espionagem ao implantar um microfone no seu canal auditivo, um rádio-transmissor na base de seu crânio e uma fina antena sob seu pelo branco-e-cinza.

O objetivo era treinar o bichano para que entrasse em locais sigilosos, parasse perto de oficiais e transmitisse o que era falado pelo inimigo.

Surpreendentemente, o animal sobreviveu à operação. Era hora de botá-lo à prova! Sua missão-teste foi a de se aproximar de um banco num parque e ouvir a conversa de dois homens, PORÉM, o gato apenas saiu andando sem rumo e foi atropelado por um táxi.

Fim.

(Fonte: Discovery)


“Ajudando a ciência” ou “Como ter uma proteína com o seu nome”

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Vinícius Giba   |    13 de maio de 2013


O rapaz sendo investigado. Crédito da imagem: Reprodução /YouTube

O Laboratório de Biologia Molecular Ambiental do Instituto de Biofísica (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem um projeto de pesquisa interessante: o sequenciamento do genoma do mexilhão dourado.

Ahm… Legal, legal, mas por que escolheram um mexilhão?

Respondo: porque esse bicho só causa!

A espécie veio da China na água de lastro dos navios e agora tem mexilhão dourado pra tudo quanto é lado. Em um ano, ele é capaz de passar de 5 indivíduos por metro quadrado para 150.000 por metro quadrado!!! OhFuck! Por isso, ele gruda em buracos, entope canos, ~zúa as usina tudo… Ele não ajuda muito a vida das pessoas e, pior, dos animais também: os mexilhões acabam sendo comidos por peixes que não são capazes de digeri-los –e-assim–> muitos peixes morrem.

Agora, a má notícia: esse bicho inconveniente está viajando para a Amazônia. Já se espalhou pelo Rio da Prata, está em águas do Paraguai, Uruguai, Argentina e já chegou no Pantanal! Seria BEM LEGAL impedi-lo de chegar aos ecossistemas amazônicos.

Mas, mas… por que sequenciar o genoma dele? No que isso ajuda?

Entender bastante sobre o mexilhão dourado é essencial pra criar uma boa estratégia de defesa contra ele.

Ok, mas e essa história de ~ajudar? Onde eu entro nisso aí?

Bueno, aqui vem a parte mais legal: através do catarse.me você pode doar dinheiro para o projeto, ajudar a mais nobre ciência e, claro, ganhar brindes de nobreza equivalente. E arrisco dizer que para um nerd~ é difícil achar um brinde mais legal que esse: dependendo do valor que você der, eles colocam seu nome em uma proteína estrutural, um gene órfão, uma enzima catalítica ou um conjunto de proteínas que formem uma via metabólica ou de sinalização!

Seu nome estará para sempre nos arquivos da ciência!

Entenda melhor tudo isso, saiba como doar e etc clicando aqui!


Gatões também fazem o que os gatinhos fazem?

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Vinícius Giba   |    29 de abril de 2013

Gatos domésticos ~piram~~ quando veem uma caixa de papelão. Mas e os gatos grandes? Sabe aqueles,Grandes de verdade. Leões, tigres, linces, panteras… Eles também?

Well, confira:

Esse canal do youtube tem vários outros vídeos legais pra quem gosta de felinos. Outro bem interessante é esse aqui:

“Gatos grandes” também perseguem lasers?


Eles sempre nos trollaram – Pegadas de gato encontradas num manuscrito do século XV

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Vinícius Giba   |    16 de abril de 2013

(E vamos à notícia menos científica da semana!)

Fato: gatos curtem uma tiração de sarro. Principalmente quando estamos concentrados escrevendo textos enormes com prazos incrivelmente curtos.

  

Mas não vos sintais especiais por isso!

O pesquisador Emir O. Filipović, ao pesquisar em manuscritos antigos, viu que essa prática dos bichanos não é moderna: existe desde o século XV.

Veja a imagem:

CONCLUSÃO: nenhuma.

Boa noite.

Fonte: National Geographic

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