Achar um produto que é a nossa cara às vezes é muito difícil. Nem sempre o que curtimos é “grande” o suficiente para uma marca fabricar. Por isso, uma galera faz produtos normais ficarem com a sua cara, numa pegada artesanal. Essas pessoas são customizadores: eles utilizam produtos industrializados e os adaptam, deixando uma camiseta, uma calça ou um tênis mais a ver com a gente!
Conversei com um desses profissionais , a designer Patricia Dias, que customiza tênis da marca Converse (os famosos All Star) e perguntei sobre o processo de criação de seus produtos. Ela já fez tênis com customizações de bandas como The Beatles, System of a Down e Guns’n Roses, de séries como The Walking Dead e Supernatural e até de animes como Naruto e Death Note. Não importa o que você curtir, ela coloca no seu pé.
Confira a entrevista:
Mundo Estranho: Como é o processo de fazer um tênis?
Patricia Dias: Possuo mais de 300 estampas criadas por mim no meu blog. Se, mesmo assim, não tiver a que o cliente deseja, crio dois layouts no Photoshop. Envio por e-mail e o cliente escolhe aquele que mais o agradou. Se for preciso alguma adaptação, modifico o layout até que chegue à versão final, ou seja, exatamente como o cliente deseja. Depois dessa etapa, eu inicio a customização no tênis, que é um processo que demanda cinco dias. Considero minha técnica um segredo intelectual, pois levei três anos a desenvolvendo e aprimorando. No Brasil, sou a única que a utiliza. O grande diferencial é o resultado final, com qualidade industrial.
ME: Você já recebeu um pedido que, de tão bizarro, não rolou?
Patricia: Já. Uma cliente me pediu para colocar fotos dos filhos no tênis juntamente com o símbolo do time de futebol, para deixar na estante da sala. Que fique bem claro que meu problema não é com o time e nem com as imagens dos familiares, mas sim com a ideia tosca de exibir o tênis na estante da sala! Quem faz isso?
ME: Como você virou customizadora?
Patricia: Sou fã de rock e dos tênis Converse desde a adolescência. E, por não encontrar no varejo os tênis com estampas das minhas bandas preferidas, customizei meu primeiro All Star há alguns anos. Meus amigos, que também usavam esse estilo de calçado, começaram a pedir que eu fizesse o mesmo com o tênis deles. A partir de então, fui aprimorando as técnicas de pintura e fixação das estampas e os pedidos foram aumentando consideravelmente. E, como o tênis Converse é um ícone jovem de moda, que atravessou os anos fazendo parte de muitas gerações de jovens, vi neste tipo de trabalho uma oportunidade. Foi uma motivação para continuar.
ME: Que dicas você daria para quem quer seguir carreira como customizador?
Patricia: Para quem quer iniciar no ramo, primeiro é preciso treinar muito! Desenhar no papel mesmo. Depois, é só experimentar passar os desenhos para o tênis, usando tinta para tecido, pincéis, glitter, mini-strass, mini-paetês, cadarços coloridos, fitas, bordados, rendas, etc. Deixe a criatividade fluir! Boa sorte galera! ;D
Aí você tá lá no ataque terrorista e de repente surge um T-rex: “surprise, motherf***ers!”
Oi, gente! Estamos aqui para falar do jogo de FPS online exclusivo para PC Point Blank, que se assemelha muito a Counter-Strike, mas é melhor em vários aspectos. Ele é grátis e você pode baixar no site oficial.
Todos os jogos de Point Blank são multiplayer online, ou seja, não existe a opção de Bots. Há dois times: o azul, chamado de OTP (equivale aos CTS do Counter-Strike) e o time vermelho, os Rebeldes (que equivalem aos terroristas do CS).
No Point Blank, você pode, com uma grande variedade de armas, derrotar seus inimigos em vários mapas diferentes, em vários modos de jogos. Esses modos incluem Destruição, em que você tem que destruir o mapa com uma bomba (time vermelho) ou impedir essa destruição (time azul), Deathmatch (o famoso mata-mata), Especial (onde você é um humano que deve atravessar o mapa em segurança, ou um dinossauro, que deve impedir a travessia dos humanos), Sabotagem (onde você deve proteger seu objeto e destruir o do inimigo) e Defesa, onde você tem que destruir o tanque inimigo (time vermelho) ou impedir essa destruição (time azul).
Dentro desses modos de jogo, podem existir variações que especificam a arma que você deve utilizar. Existem cinco tipos: a arma principal (rifle, shotgun, sniper, submachine e metralhadora), a secundária (pistolas em geral), a arma branca, as granadas explosivas e as granadas de fumaça. Além disso, há vários mapas diferentes que simulam cidades, florestas e até reproduções de lugares famosos, como a cidade antiga de Machu Picchu, no Peru, e o Monte Rushmore, nos EUA, onde foram esculpidos os rostos de presidentes norte-americanos.
“Con los terroristas” no metrô: segundos depois, esta batalha virou um Harlem Shake
No começo do jogo, você começa com quatro armas principais (limitadas por 100 utilizações), além de uma pistola, uma faca, uma granada explosiva e uma de fumaça, e pode comprar mais dessas armas enquanto joga. As armas podem ser usadas por um determinado período de tempo ou por um número-limite de utilizações.
Além de comprar armas, você também pode adquirir novos personagens com atributos diferentes (como rapidez e agilidade), utensílios diversos (como capacetes e coletes) e até dinossauros da fase especial diferentes, que possuem ataques melhorados. Dá para comprar com gold (dinheiro que se ganha no decorrer do jogo) ou cash (dinheiro que você compra, liberando itens melhores).
Quanto mais você joga, mais experiência você ganha, passando de nível ou ranking, o que te permite fazer novas coisas, como comprar armas melhores ou criar um clã, que é um grupo de jogadores que se une para derrotar outros clãs. Você também pode cumprir diversas missões que te dão dinheiro, experiências e novas habilidades.
É um jogo leve, que você pode baixar com facilidade. Recomendamos! Se quiser jogar, nos adicione: xXMiguiliXx e JuniorBarbato.
Armada e seminua: terroristas gatinhas dispensam essa besteira de kevlar
Felipe Castanhari tem um canal no YouTube chamado Nostalgia que trata de assuntos que todos sentimos saudade. Quem teve sua infância nos anos 90 (ou no começo dos anos 00) com certeza vai se identificar com os posts sobre Pokémon, Power Rangers, Chapolin, Disney e tantos outros assuntos.
Apesar de ainda ser jovem (o primeiro vídeo foi postado em janeiro de 2012), o canal tem uma boa audiência de fãs de desenho, games, e seriados, apostando na memória afetiva desse pessoal.
Entrevistei Felipe sobre o Nostalgia e seu sucesso. Confira:
Mundo Estranho: Qual a ideia central do Nostalgia?
Felipe Castanhari: A ideia foi pegar desenhos, jogos, filmes e afins que fizeram parte da minha infância e transformar isso em um vídeo onde eu pudesse colocar o máximo de informação visual e audiovisual possível. Uma coisa que eu fazia muita era ir ao YouTube e ficar revendo coisas que eu assistia, como aberturas de desenho, games, etc. Eu acho isso tudo muito legal. E percebi que as pessoas compartilhavam muito esse tipo de coisa, principalmente no Facebook, com posts com mais de 40 mil compartilhamentos com comentários como: “Nossa, eu lembro disso!”. Juntei o útil ao agradável. Já trabalhava como designer e animador 3D, então já tinha experiência com audiovisual e edição. E, como eu já consumia muito o YouTube, resolvi fazer.
ME: Como você escolhe os temas abordados nos vídeos?
Felipe: Os comentários servem de base para o que eu posso ou não fazer. Independentemente deles, eu tenho os temas que quero abordar. Poucas pessoas pediram o da Disney, por exemplo, mas teve uma repercussão muito boa, foi o segundo vídeo mais visto do canal. Eu tento colocar o que eu gosto e acompanhei, e não apenas o que o pessoal pede.
ME: E de qual assunto você mais gosta de falar?
Felipe: É difícil escolher um porque, a cada vídeo que eu faço, eu me espanto, descubro que não sabia que gostava tanto. Eu gosto muito de anime porque eu consumia muito, colecionava mangá, era viciado. Então, entre os meus temas preferidos, o anime tá lá em cima. Mas eu gosto de tudo que eu faço ali.
ME: Como funciona a montagem do vídeo, desde a pesquisa até a produção?
Felipe: Eu faço com um amigo, o Fabio. Nós primeiro definimos um tema, e depois o Fabio começa a fazer o roteiro, enquanto eu começo a fazer alguma coisa na edição. Ele me manda quando termina e eu finalizo o roteiro. Aí ele vem à minha casa e a gente grava. Costumamos gravar tudo em um dia. A partir do dia seguinte, eu começo a editar enquanto o Fabio procura o material audiovisual, escolhendo cenas ou músicas do assunto comentado. No começo, eu fazia isso sozinho, mas, quando eu passei a me dedicar mais ao canal, passei essa tarefa para ele porque ficava muito pesado fazer sozinho.
ME: Como é a resposta dos internautas em relação aos vídeos?
Felipe: É muito boa. Para um ano e meio de canal, são respostas bem positivas. A média de curtidas é esmagadoramente maior que a de “descurtidas”. Isso é muito bom, mostra que o público esta gostando. Eu uso as visualizações e os inscritos do canal como termômetro. Em eventos, o pessoal também vem falar comigo, tirar foto, etc.
ME: A partir de quando o canal ficou mais popular?
Felipe: A partir do quinto vídeo. No inicio, quatro vídeos foram excluídos do canal: primeiro o do Sonic, que não tinha edição e ficou ruim, teve só 400 visualizações. O segundo foi o dos Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, que teve umas 700 visualizações. O terceiro foi o de Caverna do Dragão, que tinha 1000 visualizações, mas eu falava muito palavrão e o pessoal não gostou. O último foi sobre Mario Bros. Na época, eu estava trabalhando como animador pra uma empresa canadense e sendo freelancer pra uma empresa de jogos, estava meio sem tempo. Aí eu pensei: “deixa eu mudar o formato pra ver se dá certo”, fazendo vinheta e uma identidade pro canal. Então eu fiz o vídeo da TV Cruj, que era a minha última tentativa. Em dois dias, eu saltei de 60 para mil inscrições. Mandei e-mails para blogs e eles divulgaram, aí aumentou para 7 mil inscritos e 70 mil visualizações. Começou aí. Depois eu fiz o vídeo do Cartoon Network, que foi para a homepage do YouTube e chegou a 120 mil visualizações.
ME: Você esperava que tivesse esse resultado?
Felipe: Eu não esperava, nossa meta inicial era de 10 mil inscritos em um ano, porque, em um canal pequeno, normalmente os números são muito baixos. Você nunca acha que vai estar lá junto do Felipe Neto, do PC Siqueira, do Cauê Moura ou da Kefera, e nós conseguimos ultrapassar nossa meta chegando a 250 mil. Obviamente, eu queria que o canal fizesse sucesso logo de cara, toda pessoa que faz vídeo para o YouTube quer ser reconhecida. Eu nunca quis ser famoso, mas queria que as pessoas reconhecessem o meu trabalho e o meu esforço.
ME: Você também é animador 3D. Como funciona isso?
Felipe: Eu considero uma das profissões mais difíceis que há. Estudei por mais de quatro anos, fiz curso fora, fiz faculdade por dois anos e frequentei vários cursos aqui no Brasil. Já trabalhei em alguns comerciais, vídeos e clipes. Dediquei muito da minha vida para a animação, porque é uma coisa em que eu queria trabalhar para o resto da minha vida, tanto que eu até recebi um convite para trabalhar na Dreamworks, em um programa para animadores estrangeiros, mas acabei não indo. É um emprego muito trabalhoso, já que é preciso o tempo todo analisar o comportamento do personagem para dar a ele um movimento mais preciso. Eu sempre observava as pessoas no shopping, por exemplo, para ver como seus movimentos eram naturalmente. Não é preciso desenhar tão bem, mas o suficiente para fazer o modelo e jogar no programa. Lá você vai ter o esqueleto do personagem em uma posição e vai mexer nele para chegar à posição seguinte, criando varias poses que, juntando, se tornam uma animação.
ME: O que você pode dizer em relação ao futuro do canal?
Felipe: Nós vamos tentar fazer um vídeo semanal [obs.: o canal já atingiu essa periodicidade, com novos episódios toda quarta-feira]. Também terá a atração nova do Nostalgia, o “Nostalgia Drops”, em que vamos pegar um tema de que agente já falou e adicionar alguma informação que faltou. Vamos dar uma olhada nos comentários para ver do que o pessoal sentiu falta, começando com Dragon Ball. A ideia é fazer um vídeo menor, que dê menos trabalho, para que possamos postar um desses por semana, enquanto o normal vai sair a cada 15 dias. Tem também alguns projetos novos que a gente tá fazendo, com paródias animadas por mim. Eu sou animador 3D e quero exercitar esse meu lado, que está parado há um ano por causa do canal.
ME: Na sua opinião, qual foi o vídeo mais legal que você fez? E o mais difícil?
Felipe: A Disney foi um tema que eu gostei muito, eu achei o mais legal de gravar e de assistir. Teve 25 minutos de vídeo, então teve bastante material. O do Samurai X eu também gostei muito de gravar e de fazer. O mais difícil foi o de Yu Yu Hakusho. Foi o mais difícil de editar e o mais longo do canal: com quase 30 minutos, eu não tive tempo de assistir tudo novamente, então tinha muita coisa que me deixava perdido com o que eu estava falando.
Imagino que muitos de vocês, leitores da MUNDO ESTRANHO e deste blog, sejam grandes fãs de ficção científica. Muitos dos fãs, porém, desconhecem que seus filmes favoritos começaram a tomar corpo muito antes, na forma de livros ou contos, muitas vezes desconhecidos pelo grande público. Quem é fã de Blade Runner e Minority Report, por exemplo, talvez nunca tenha ouvido falar que ambos foram inspirados em obras de um dos grandes gênios da literatura americana, Philip K. Dick (para quem ficou interessado, os livros são: Androides Sonham com Carneiros Elétricos? e Minority Report).
Eu mesmo não conhecia o autor até alguns dias atrás, quando recebi um exemplar de Ubik (Ed. Aleph, 240 pgs., R$ 42)de presente de meu grande amigo e também TdF Pedro Toro, que me disse que, por eu ser fã de Laranja Mecânica, provavelmente ia gostar da história. Adoro distopias, como o próprio Laranja, 1984 e Admirável Mundo Novo, e posso dizer que, nesse sentido, Ubik não me decepcionou.
Escrito em 1969, mas ambientado no ano de 1992, o livro narra a história de Glen Runciter, dono da Runciter & Associados com sua mulher, Ella Runciter, então já falecida, mas que continua a tomar as decisões junto com o marido. Isso graças ao processo de meia-vida, na qual um ser humano clinicamente morto é mantido hibernando dentro de um caixão especial, podendo ser eventualmente “ressuscitado” pelos vivos até sua reencarnação.
O negócio de Runciter é neutralizar agentes com poderes psis, capazes de ler mentes e prever o futuro (mas não alterá-lo), que estão infiltrados em indústrias de grande porte. Para isso, ele utiliza seres chamados inerciais, que neutralizam esses poderes e que são comandados pelo problemático Joe Chip.
A descoberta de uma inercial com o poder de alterar o passado é seguida pela contratação da empresa para um serviço na Lua, uma das colônias extraterrestres, numa missão ainda cercada de mistérios, que termina com a morte do chefe, Glen. Na desesperada tentativa de possibilitar a meia-vida a Glen e achar o culpado por sua morte, Joe e os inerciais acabam presos num mundo que retrocede sem parar, enquanto recebem mensagens de Runciter, supostamente do além, fazendo-os duvidar de sua própria existência.
Ambientado num futuro dominado pelo consumismo (num grau tão elevado que, para tomar banho ou abrir uma simples porta em sua própria casa, é necessário pagar), onde viagens entre a América do Norte e a Europa podem durar segundos e idas aos planetas e satélites do Sistema Solar são vistas como casuais, Ubik (“em todo lugar”, em latim) é uma paranoica descrição da sociedade decadente imaginada por escritores que, como Dick, vivenciaram a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, tempos em que a destruição do homem pelo homem parecia evidente.
A obra carrega o grande mérito de ser muito bem escrita, além de apresentar uma brilhante descrição psicológica das personagens e uma trama capaz de envolver o leitor até o último e fatídico capítulo (considero o melhor desfecho dentre todos os livros que já li). Pretendo ler também as outras publicações desse mesmo autor, com a esperança de ser ainda mais surpreendido por suas criações futurísticas. Aproveitem a leitura!
Quem se lembra do VHS? Ou do videocassete? Bem, o pai dos DVDs e dos Blu-rays já não se encontra no mercado nos dias de hoje, mas é só lembrar a palavra “rebobinar”, que muitos desconhecem atualmente, para muitos marmanjos voltarem a ser crianças.
Situada nas redondezas do Centro de São Paulo, a loja GMGM-Cinevídeo, especializada na recuperação das famosas fitas, possui como cartão de boas-vindas um enorme pôster do Ultra-Seven, com aqueles nostálgicos adornos brilhantes. Ao entrar no local, de cara percebemos que não se trata de uma simples loja.
O proprietário, Ginaldo Pessoa da Costa, possui um acervo de mais de 8500 filmes, todos no formato original do VHS e bem protegidos da deterioração num quarto especial em sua casa. Ele deixa à mostra para o visitante algumas de suas raridades, que vão desde os desenhos de Hanna-Barbera até os filmes mudos do começo do séc.20.
Referência na cidade, o colecionador é procurado frequentemente por emissoras de TV em busca de material para reportagens. Até mesmo o apresentador Otávio Mesquita já adquiriu aqui uma miniatura do personagem Ultra-Seven.
Desde sua primeira aquisição, o Fúria de Titãs original, de 1981, Ginaldo não parou mais de colecionar, e foi quando sua cópia de E.T. – O Extraterrestre começou a apresentar sinais de mofo que ele começou a se interessar pela parte “física” dos VHS. Ao lado do balcão da loja, podemos ver todo seu equipamento de manutenção, incluindo sua máquina de rebobinagem.
No dia da entrevista, tive de interromper a gravação por alguns minutos, devido a um amigo do colecionador ter chegado, trazendo nas costas um enorme saco. Ao colocá-lo sobre a mesa, foi possível ver uma enorme coleção de fitas de uma série intitulada Vida Selvagem. Para a surpresa de todos os presentes, Ginaldo confessou que já possuía tal coleção, mas fez o negócio sem pensar duas vezes. “Quando trabalhava numa locadora, percebi que, com o chegar dos DVDs, as fitas não estavam sendo preservadas, mas sim jogadas no lixo”, afirmou ele, justificando a aquisição.
Ao procurar por uma definição de seu pequeno espaço, Ginaldo nos explicou a real função de sua loja: “é um túnel do tempo. A pessoa que entra aqui volta a ser criança”, disse. Realmente, visitar esse local é uma ótima experiência para todos, inclusive para aqueles que, quando pequenos, assistiram um filme na Sessão da Tarde e gostariam de revê-lo. Em meio a pôsteres e recortes de revista antigos que cobrem a parede da loja, nos perdemos ao entrar em contato com diversos filmes clássicos e suas respectivas caixas de VHS.
Como se entrar nesse “museu” já não bastasse, todos podem encomendar uma versão em DVD de alguma obra que tenham visto nas prateleiras, ou ainda do imenso catálogo. Quer mais? Pois o ambicioso projeto de Ginaldo é trazer de volta os velhos (e grandes) tempos da sétima arte. Como? Simples: construindo seu próprio cinema, reprisando os grandes clássicos e ainda mostrando para as novas gerações as tradições de antigamente.
GMGM-Cinevídeo: Desenhos e filmes antigos
Endereço: Rua Beneficência Portuguesa, 32, Centro, São Paulo
Telefone: (11) 2990-5846
Horário de funcionamento: segunda a sexta das 8h às 16h, sábado das 8h às 12h