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Dica TdF: Angry Birds Space – Um Voo Irado Até A Fronteira Final

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Victor Bianchin   |    24 de maio de 2013

Imagem: divulgação

Angry Birds é um dos jogos mais famosos e divertidos da atualidade. Quem nunca se pegou arremessando passarinhos em porcos, num momento de desocupação? O game fez tanto sucesso que ganhou várias versões, uma no Rio de Janeiro (baseada no filme Rio), uma numa galáxia muito, muito distante (baseada na série cinematográfica Star Wars) e uma versão no espaço.

Em março de 2012, a Rovio, numa parceria com a National Geographic, lançou o livro Angry Birds Space – Um Voo Irado Até A Fronteira Final (Ed. Abril, 159 pgs., R$ 20), cujo objetivo principal era ajudar as pessoas a jogar o então recém-lançado Angry Birds Space.

Dividido em quatro partes, o livro, basicamente, ensina sobre o espaço em textos curtos e divertidos. A cada página que se passa, pode-se aprender um fato novo sobre a galáxia em que vivemos e ainda se divertir com os passarinhos, que foram inseridos em cenários reais do espaço. Os dois primeiros capítulos são bem legais, mas os dois últimos são as melhores partes do livro, pois falam sobre o sistema solar sideral e sobre o espaço profundo.

Uma coisa que contribui para o nosso conhecimento são os Astrofatos. Presentes em todas as páginas, eles são pequenas curiosidades relacionadas ao assunto representado (por exemplo: “Em 1906, um astrônomo americano criou a teoria de que uma antiga civilização construiu canais em Marte antes de desaparecer”, quando o tópico da página é “Há vida em Marte?”).

Imagem: divulgação

O livro, em si, não ajuda muito a jogar Angry Birds Space, e é meio infantil em certos aspectos. Algumas coisas podem parecer bobas – as falas dos passarinhos são um ótimo exemplo disso. Apesar disso, é divertido, informativo e cheio de gravuras de nossos passarinhos favoritos.

Em outras palavras, se pensar em comprar o livro pra aprender algum macete de Angry Birds Space, desista. Mas, se você quiser adquirir um livro curto e recheado de curiosidades sobre o espaço, Um Voo Irado Até A Fronteira Final é perfeito pra você.


Dica TdF: Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

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Victor Bianchin   |    23 de maio de 2013

Imagem: divulgação (Cia. das Letras)

Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Companhia das Letras, 528 pgs., R$ 28) é um livro épico do jornalista sueco Stieg Larsson focado na investigação do desaparecimento de uma mulher. Com dois protagonistas excêntricos (Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander) e uma história capaz de prender a atenção de todos os leitores, a obra possui elementos do jornalismo econômico e de tramas de corrupção.

No começo, somos introduzidos à nefasta vida de Mikael Blomkvist, um notável jornalista que cai em uma cilada e acaba sendo condenado à prisão. Em meio ao seu destaque na mídia, Mikael é contatado pelo empresário Henrik Vanger, o visionário patriarca do império industrial Vanger. Ele faz uma proposta ao jornalista: que resolva o mistério da sua sobrinha Harriet, desaparecida na ilha de Hedestad sem deixar pistas em 1966, em troca de informações que garantam sua liberdade.

Mikael aceita e vai à ilha junto com Lisbeth, que trabalha para Vanger e é escolhida como assistente do jornalista na missão. Lá, os dois se deparam com uma família de várias personalidades ardilosas e interessantes. Todos eles, potenciais suspeitos de um crime que ocorreu há 40 anos. E, assim, o jornalista começa uma jornada de redenção que irá colocar suas habilidades à prova.

Lisbeth traz outros elementos ao livro, com sua personalidade incorruptível e complexa e seu “dom especial”, essencial para desvendar o mistério. Uma guerreira materializada com seus piercings e tatuagens, ela prende a atenção do leitor sempre que os eventos do enredo a colocam em cena.

Trata-se de um excelente livro pelo fato de estar contextualizado com o mundo moderno, trazendo questões atuais, como o abuso de mulheres e a tecnologia, circundando a trama principal da obra.

Também existe a possibilidade de um leitor atento conseguir desvendar o crime antes do final. Dessa forma, Millennium se caracteriza como um livro politizado e com a capacidade de deixar o leitor entretido e focado na trama.


Dica TdF – Point Blank

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Victor Bianchin   |    20 de maio de 2013

 


Aí você tá lá no ataque terrorista e de repente surge um T-rex: “surprise, motherf***ers!”

Oi, gente! Estamos aqui para falar do jogo de FPS online exclusivo para PC Point Blank, que se assemelha muito a Counter-Strike, mas é melhor em vários aspectos. Ele é grátis e você pode baixar no site oficial.

Todos os jogos de Point Blank são multiplayer online, ou seja, não existe a opção de Bots. Há dois times: o azul, chamado de OTP (equivale aos CTS do Counter-Strike) e o time vermelho, os Rebeldes (que equivalem aos terroristas do CS).

No Point Blank, você pode, com uma grande variedade de armas, derrotar seus inimigos em vários mapas diferentes, em vários modos de jogos. Esses modos incluem Destruição, em que você tem que destruir o mapa com uma bomba (time vermelho) ou impedir essa destruição (time azul), Deathmatch (o famoso mata-mata), Especial (onde você é um humano que deve atravessar o mapa em segurança, ou um dinossauro, que deve impedir a travessia dos humanos), Sabotagem (onde você deve proteger seu objeto e destruir o do inimigo) e Defesa, onde você tem que destruir o tanque inimigo (time vermelho) ou impedir essa destruição (time azul).

Dentro desses modos de jogo, podem existir variações que especificam a arma que você deve utilizar. Existem cinco tipos: a arma principal (rifle, shotgun, sniper, submachine e metralhadora), a secundária (pistolas em geral), a arma branca, as granadas explosivas e as granadas de fumaça. Além disso, há vários mapas diferentes que simulam cidades, florestas e até reproduções de lugares famosos, como a cidade antiga de Machu Picchu, no Peru, e o Monte Rushmore, nos EUA, onde foram esculpidos os rostos de presidentes norte-americanos.


“Con los terroristas” no metrô: segundos depois, esta batalha virou um Harlem Shake 

No começo do jogo, você começa com quatro armas principais (limitadas por 100 utilizações), além de uma pistola, uma faca, uma granada explosiva e uma de fumaça, e pode comprar mais dessas armas enquanto joga. As armas podem ser usadas por um determinado período de tempo ou por um número-limite de utilizações.

Além de comprar armas, você também pode adquirir novos personagens com atributos diferentes (como rapidez e agilidade), utensílios diversos (como capacetes e coletes) e até dinossauros da fase especial diferentes, que possuem ataques melhorados. Dá para comprar com gold (dinheiro que se ganha no decorrer do jogo) ou cash (dinheiro que você compra, liberando itens melhores).

Quanto mais você joga, mais experiência você ganha, passando de nível ou ranking, o que te permite fazer novas coisas, como comprar armas melhores ou criar um clã, que é um grupo de jogadores que se une para derrotar outros clãs. Você também pode cumprir diversas missões que te dão dinheiro, experiências e novas habilidades.

É um jogo leve, que você pode baixar com facilidade. Recomendamos! Se quiser jogar, nos adicione: xXMiguiliXx e JuniorBarbato.


Armada e seminua: terroristas gatinhas dispensam essa besteira de kevlar 


Dica TdF – Ubik

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Victor Bianchin   |    15 de maio de 2013

Imagem: divulgação (Aleph)

Imagino que muitos de vocês, leitores da MUNDO ESTRANHO e deste blog, sejam grandes fãs de ficção científica. Muitos dos fãs, porém, desconhecem que seus filmes favoritos começaram a tomar corpo muito antes, na forma de livros ou contos, muitas vezes desconhecidos pelo grande público. Quem é fã de Blade Runner Minority Report, por exemplo, talvez nunca tenha ouvido falar que ambos foram inspirados em obras de um dos grandes gênios da literatura americana, Philip K. Dick (para quem ficou interessado, os livros são: Androides Sonham com Carneiros Elétricos? e Minority Report).

Eu mesmo não conhecia o autor até alguns dias atrás, quando recebi um exemplar de Ubik (Ed. Aleph, 240 pgs., R$ 42)de presente de meu grande amigo e também TdF Pedro Toro, que me disse que, por eu ser fã de Laranja Mecânica, provavelmente ia gostar da história. Adoro distopias, como o próprio Laranja, 1984 e Admirável Mundo Novo, e posso dizer que, nesse sentido, Ubik não me decepcionou.

Escrito em 1969, mas ambientado no ano de 1992, o livro narra a história de Glen Runciter, dono da Runciter & Associados com sua mulher, Ella Runciter, então já falecida, mas que continua a tomar as decisões junto com o marido. Isso graças ao processo de meia-vida, na qual um ser humano clinicamente morto é mantido hibernando dentro de um caixão especial, podendo ser eventualmente “ressuscitado” pelos vivos até sua reencarnação.

O negócio de Runciter é neutralizar agentes com poderes psis, capazes de ler mentes e prever o futuro (mas não alterá-lo), que estão infiltrados em indústrias de grande porte. Para isso, ele utiliza seres chamados inerciais, que neutralizam esses poderes e que são comandados pelo problemático Joe Chip.

A descoberta de uma inercial com o poder de alterar o passado é seguida pela contratação da empresa para um serviço na Lua, uma das colônias extraterrestres, numa missão ainda cercada de mistérios, que termina com a morte do chefe, Glen. Na desesperada tentativa de possibilitar a meia-vida a Glen e achar o culpado por sua morte, Joe e os inerciais acabam presos num mundo que retrocede sem parar, enquanto recebem mensagens de Runciter, supostamente do além, fazendo-os duvidar de sua própria existência.

Ambientado num futuro dominado pelo consumismo (num grau tão elevado que, para tomar banho ou abrir uma simples porta em sua própria casa, é necessário pagar), onde viagens entre a América do Norte e a Europa podem durar segundos e idas aos planetas e satélites do Sistema Solar são vistas como casuais, Ubik (“em todo lugar”, em latim) é uma paranoica descrição da sociedade decadente imaginada por escritores que, como Dick, vivenciaram a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, tempos em que a destruição do homem pelo homem parecia evidente.

A obra carrega o grande mérito de ser muito bem escrita, além de apresentar uma brilhante descrição psicológica das personagens e uma trama capaz de envolver o leitor até o último e fatídico capítulo (considero o melhor desfecho dentre todos os livros que já li). Pretendo ler também as outras publicações desse mesmo autor, com a esperança de ser ainda mais surpreendido por suas criações futurísticas. Aproveitem a leitura!


Dica TdF – Loja de filmes VHS antigos em São Paulo

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Victor Bianchin   |    10 de maio de 2013

Ginaldo na entrada da loja

Quem se lembra do VHS? Ou do videocassete? Bem, o pai dos DVDs e dos Blu-rays já não se encontra no mercado nos dias de hoje, mas é só lembrar a palavra “rebobinar”, que muitos desconhecem atualmente, para muitos marmanjos voltarem a ser crianças.

Situada nas redondezas do Centro de São Paulo, a loja GMGM-Cinevídeo, especializada na recuperação das famosas fitas, possui como cartão de boas-vindas um enorme pôster do Ultra-Seven, com aqueles nostálgicos adornos brilhantes. Ao entrar no local, de cara percebemos que não se trata de uma simples loja.

O proprietário, Ginaldo Pessoa da Costa, possui um acervo de mais de 8500 filmes, todos no formato original do VHS e bem protegidos da deterioração num quarto especial em sua casa. Ele deixa à mostra para o visitante algumas de suas raridades, que vão desde os desenhos de Hanna-Barbera até os filmes mudos do começo do séc.20.

Referência na cidade, o colecionador é procurado frequentemente por emissoras de TV em busca de material para reportagens. Até mesmo o apresentador Otávio Mesquita já adquiriu aqui uma miniatura do personagem Ultra-Seven.

Desde sua primeira aquisição, o Fúria de Titãs original, de 1981, Ginaldo não parou mais de colecionar, e foi quando sua cópia de E.T. – O Extraterrestre começou a apresentar sinais de mofo que ele começou a se interessar pela parte “física” dos VHS. Ao lado do balcão da loja, podemos ver todo seu equipamento de manutenção, incluindo sua máquina de rebobinagem.

    

No dia da entrevista, tive de interromper a gravação por alguns minutos, devido a um amigo do colecionador ter chegado, trazendo nas costas um enorme saco. Ao colocá-lo sobre a mesa, foi possível ver uma enorme coleção de fitas de uma série intitulada Vida Selvagem. Para a surpresa de todos os presentes, Ginaldo confessou que já possuía tal coleção, mas fez o negócio sem pensar duas vezes. “Quando trabalhava numa locadora, percebi que, com o chegar dos DVDs, as fitas não estavam sendo preservadas, mas sim jogadas no lixo”, afirmou ele, justificando a aquisição.

Ao procurar por uma definição de seu pequeno espaço, Ginaldo nos explicou a real função de sua loja: “é um túnel do tempo. A pessoa que entra aqui volta a ser criança”, disse. Realmente, visitar esse local é uma ótima experiência para todos, inclusive para aqueles que, quando pequenos, assistiram um filme na Sessão da Tarde e gostariam de revê-lo. Em meio a pôsteres e recortes de revista antigos que cobrem a parede da loja, nos perdemos ao entrar em contato com diversos filmes clássicos e suas respectivas caixas de VHS.

Como se entrar nesse “museu” já não bastasse, todos podem encomendar uma versão em DVD de alguma obra que tenham visto nas prateleiras, ou ainda do imenso catálogo. Quer mais? Pois o ambicioso projeto de Ginaldo é trazer de volta os velhos (e grandes) tempos da sétima arte. Como? Simples: construindo seu próprio cinema, reprisando os grandes clássicos e ainda mostrando para as novas gerações as tradições de antigamente.

GMGM-Cinevídeo: Desenhos e filmes antigos
Endereço: Rua Beneficência Portuguesa, 32, Centro, São Paulo
Telefone: (11) 2990-5846
Horário de funcionamento: segunda a sexta das 8h às 16h, sábado das 8h às 12h


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