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#TdFEntrevista – Gabriela Valentin, designer de games

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Victor Bianchin   |    22 de outubro de 2012




A página da TdF da Mundo Estranho de novembro traz uma entrevista com Gabriela Valentin, que é designer de cenários de games da empresa Hive. Ela trabalha com games corporativos, feitos de encomenda para empresas, e também games normais, disponibilizados para internet e plataformas móveis.

Confira a entrevista completa, com as perguntas que não couberam na revista!

O que é preciso para tornar-se um designer de cenários para jogos? Há mais de um tipo desse profissional?

Gabriela Valentim: Sim, existe mais de um tipo de designer de cenários. Temos o artista conceitual, que cria o clima do cenário numa ilustração, uma função que requer habilidades artísticas. Temos o game designer, que fica responsável pela definição dos elementos que influenciam na jogabilidade, algo que requer entender de planejamento. E temos um artista no processo final que dá vida aos ambientes planejados, que precisa ter conhecimento de softwares como Photoshop e 3DMax.

Quais são os processos realizados na hora de criar o cenário de um game? Qual é o maior desafio?

Gabriela: Diversos profissionais são envolvidos. No meu caso, para criar o visual de um cenário de um game, estudamos várias referências gráficas que sejam compatíveis com a dificuldade e com o clima desejados no cenário. O projeto visual deve sempre estar em harmonia com o projeto de jogabilidade, criado pelo game designer, além de estar dentro dos limites técnicos que são apresentados. O maior desafio é conciliar tudo e garantir o resultado esperado. Você não pode criar flores rosas e fofas para um jogo violento, a não ser que a proposta seja essa.

Como você estuda referências para criar um ambiente?

Gabriela: Primeiro, é feito um estudo do perfil do usuário que queremos alcançar. A partir daí, buscamos referências gráficas, tanto em livros como em desenhos animados, séries de televisão, outros jogos, filmes, cartazes, bonecos, etc. Reunimos todos os estilos que achamos adequados para atrair esse público específico e então discutimos qual seguir.

Qual o game mais desafiador e longo que você já fez?

Gabriela: Foi o Takô Online, o primeiro jogo da Hive. Tentamos uma tecnologia ainda não muito utilizada na época e a equipe era muito menor do que é hoje, o que deixou tudo mais desafiador!

Qual é a maior dificuldade na criação dos cenários?

Gabriela: É ter todo o controle de como o jogador vai interagir com o cenário. Por onde eu quero que ele vá? Ele vai se sentir à vontade? Vai conseguir enxergar o que precisa no momento certo? Quero que ele se sinta oprimido pelo ambiente ou empolgado? São perguntas constantes que você deve fazer enquanto cria.

Como você associa a aparência do cenário com a jogabilidade?

Gabriela: Esse processo é um dos primeiros por que passamos e é um grande desafio. Se o jogo começa errado, vai errado até o fim. Para que tudo ocorra bem, todas as áreas estão sempre se comunicando e todos ficam cientes das limitações e das regras do jogo.

Ao realizar um trabalho, qual é o pior erro que uma designer de games pode cometer?

Gabriela: Não buscar referências e usar apenas seu julgamento pessoal na hora de tomar decisões. Você pode adorar a cor verde para um botão, mas não quer dizer que seja adequado para o jogo que está fazendo.

Quando você cria um cenário, tem liberdade de colocar algum easter egg ou alguma informação meio disfarçada?

Gabriela: Em jogos encomendados por empresas, normalmente não é possível. Já em jogos próprios, podemos sim, desde que todos os envolvidos no projeto do jogo estejam de acordo. Ter easter eggs torna o jogo muito mais divertido e os usuários se sentem mais atraídos, além de servir como um incentivo para eles jogarem mais e procurarem essas mensagens no cenário. Quem nunca explorou um cenário inteiro só para achar coisas escondidas e tirar onda com os amigos?

 


#TdFEntrevista – Marcelo Duarte, autor do Guia dos Curiosos (parte 1)

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Victor Bianchin   |    9 de outubro de 2012

Alô, leitores curiosos que acompanham a TdF: acho que vocês vão adorar o post de hoje! Fiz uma entrevista com o autor da série de livros O Guia dos Curiosos. Marcelo Duarte é escritor e jornalista e já trabalhou em rádio, TV, revistas e jornais. Hoje, apresenta programas na ESPN Brasil e na Rádio Bandeirantes, além de escrever para o seu blog, o Blog do Curioso. Confira a entrevista:

Marcelo Duarte, jornalista e escritor

Mundo Estranho: Quando você decidiu começar a escrever?

Marcelo Duarte: Eu sempre tive muita vontade de escrever um livro, desde que eu comecei a faculdade de Jornalismo. Mas eu não sabia direito sobre o que poderia ser. Aí, um belo dia, já formado e trabalhando há bastante tempo em revista, eu fui para a casa de uma tia no interior de São Paulo, na cidade de Olímpia, e vi lá na estante dela um almanaque antigo, chamado O Almanaque do Curioso. Comecei a folhear aquilo, fiquei o final de semana inteiro mergulhado naqueles livros, pedi para ela emprestados e decidi que eu queria fazer um almanaque daquele tipo, só que um pouco mais atual. E aí eu comecei a fazer o Guia dos Curiosos. Eu tinha 30 anos e o livro saiu às vésperas de eu completar 31. No começo, quando eu ofereci o projeto para a Cia. Das Letras, eles ficaram meio “ah, será? Não sei…”, mas acabaram bancando a ideia e deu muito certo. Hoje, é uma coleção que já tem oito volumes.

ME: O Guia dos Curiosos tem todo tipo de assunto. De onde você tirou todas essas perguntas e como achou todas as respostas?

MD: Na verdade, é um exercício que eu faço comigo mesmo quando eu começo a fazer um livro, o de listar coisas que eu acho que são importantes de saber, e outras que seriam engraçadas de saber. São coisas que eu gosto, que eu quero pesquisar, assuntos que eu acho que podem ser interessantes. Hoje, a gente tem a internet, que é uma grande mão na roda não só para encontrar informações, mas para encontrar especialistas, gente que estude aquele assunto pra ajudar com as informações. O primeiro grande trabalho é esse, listar tudo o que eu gostaria de pesquisar pro livro, e depois encontrar as pessoas que têm as respostas. Quando a gente começa uma pesquisa, a gente nunca sabe aonde vai, né? É como navegar na internet… você começa uma pesquisa com um rumo, mas vai se desviando várias vezes. E aí é desviando e voltando que se faz o livro com uma quantidade interessante de informações, que são úteis e inúteis. Desde o primeiro livro, a receita do Guia dos Curiosos foi misturar as duas coisas.

ME: E teve alguma resposta que te surpreendeu mais?

MD: Ah, tem muita coisa legal. E eu acho que o que vale destacar é que, nessas de descobrir pessoas legais, essas pessoas acabam virando amigas e elas vão descobrir coisas que te surpreenderão. Hoje, eu tenho uma grande agenda de especialistas dos mais diferentes assuntos. Então, se eu tenho alguma dúvida, eu consigo ligar para alguém para tirar essa dúvida, para me ajudar em uma pesquisa. Surpresas, houve várias. Eu já encontrei um livro da Disney que tinha lá a informação do número de pintas pretas que os desenhistas tinham pintado no filme do 101 Dálmatas, e aquilo eu achei um dos maiores absurdos, que alguém tivesse aquela informação, mas vibrei muito de saber que alguém tinha feito esse tipo de conta. Aí eu tentei dar uma contribuição pra esse negócio de inutilidade, pegando todos os filmes do Arnold Schwarzenegger, para contar quantas pessoas ele tinha matado por filme. Eu falei: “Ah, vamos fazer uma coisa absurda assim também” e acho que isso dá um bom humor para o livro, uma pegada bem humorada.

ME: Teve alguma curiosidade que foi especialmente difícil de pesquisar? Ou alguma que você ainda não descobriu?

MD: Teve uma muito, muito complicada, que foi saber o peso de uma mosca! Quando eu estava fazendo O Guia dos Curiosos – Esporte, eu estava falando de boxe, e uma das categorias do boxe é o peso-mosca. Eu falei: “Ah, que divertido. Vou colocar lá quanto pesa uma mosca” e achei que fosse ser uma coisa facílima. Procurei com especialistas de insetos da USP, passei por vários professores e ninguém sabia me responder essa pergunta. Não publiquei no livro. E depois de muito tempo, falando em entrevistas sobre o peso da mosca e tal, um pessoal de Piracicaba me escreveu com a resposta, dizendo que haviam feito essa pesquisa e que era bem pouquinho, acho que era um grama, alguma coisa assim. E aí tem uma que eu não consegui descobrir até hoje: para fazer O Guia dos Curiosos – Brasil, eu cito lá que o ator que fez o papel do Magro, da dupla o Gordo e o Magro, lutou na Segunda Guerra, e ele estava lutando meio que ao lado dos brasileiros. Eu falei: “Ah, vou fazer uma brincadeirinha aqui e colocar qual era o peso do Magro, né?”, e aí eu fui atrás dessa informação, e é muito engraçado porque as pessoas sempre publicam o peso do Gordo, né? Então, eu achei em vários lugares o peso do Oliver Hardy, o Gordo, mas do Stan Laurel, que era o Magro, não. Ninguém publica o peso de gente magra.

ME: Você era uma criança curiosa? Daquelas que perguntam o porquê de qualquer coisa?

MD: Sim! Eu perguntava muito “por quê?” e era um leitor meio compulsivo desde criança. Meus pais contam que, depois que aprendi, eu pegava tudo pra ler, até bula de remédio. Sempre fui meio rato de biblioteca na escola e perguntava muito. Eu fazia mais o gênero de perguntador e estudioso, e o gênero xereta quem fazia era meu irmão do meio, que dissecava animal, abria relógio pra tirar as peças…

ME: Teve alguma coisa que você descobriu escrevendo e que mudou algo na sua vida?

MD: Ah, eu acho que o próprio Guia dos Curiosos mudou a minha vida. Foi um livro que me lançou muitos desafios, como fazer televisão e rádio, escrever outros livros, criar uma editora voltada para esse mercado, etc. Então, o livro em si, inteiro, mudou a minha vida. Tem gente que me identifica na rua e não sabe o meu nome, mas me chama de curioso. O livro marcou muito por causa disso.

Confira a segunda parte da entrevista amanhã (10/10). 


#Entrevista: Cabine Literária!

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Giselle Hirata   |    19 de março de 2012

Olá, pessoal.

Para nossos amigos leitores de plantão, que estão por dentro da onda de Vlogs, eis aqui uma boa surpresa. Consegui uma entrevista exclusiva para o blog TdF com Danilo Leonardi,  o Dudu, criador e apresentador do Cabine Literária, um vlog sobre livros. Conversamos sobre de tudo um pouco durante quase uma hora nos estúdios do cabine, junto de seu pequeno acervo pessoal.

Imagem: Reprodução

Para quem não conhece, dá só uma olhada no trabalho dos caras:

Agora, a entrevista!

#TdF Gabriel Pinheiro: Como começou o Cabine Literária? De onde veio a ideia?

 

Danilo Leonardi: Bom, havia um vlog chamado Cabine Celular que era sobre cinema, feito por Maurício Saldanha. Essa foi a origem do nome, porém a ideia em si veio do fato de eu ter me afastado muito da lelitura. Sempre gostei muito de ler e esse afastamento dos livros me preocupou. Então me ocorreu a ideia de que caso eu postasse algo na Internet, como um vídeo, me incentivaria a manter esse hábito. Foi assim que surgiu o Cabine.

#TdF: Você compra os livros?

D: A grande maioria deles são comprados, principalmente os mais pops, de editoras maiores. Até porque o canal é relativamente pequeno ainda, então isso afasta as grandes editoras. Porém, alguns autores, principalmente os mais desconhecidos, tem começado a me enviar seus livros, até pela questão de divulgação.

#TdF: Como é a escolha das obras? Como você sabe qual o próximo a ser resenhado?

D: Geralmente, os fãs do Cabine apontam e também sabemos quais são os autores preferidos, tais como Rick Riordan [da Série Percy Jackson] ou a própria série de Crônicas de Gelo e Fogo [a de Guerra dos Tronos]. Quando não há algum que entre nessas categorias, que é bastante raro, eu dou uma olhada na lista dos livros mais vendidos na semana e vejo qual pode ser interessante para resenha também.

#TdF: Muitos livros são gigantes e detalhados e, dificilmente, são terminados em uma semana. Como você faz para manter a periodicidade do canal?

D: Já pensei em estocar resenhas, mas eu acho que perde o feeling do momento, já que eu fico pensando que poderia ter feito isso ou aquilo de forma diferente. Recentemente eu tenho gravado especiais, tais como o sobre o que é um bom livro, sobre  vilões da literatura, entre outros. Isso ajuda bastante quando não termino de ler um livro a tempo.

#TdF: Quais gêneros de livros você geralmente escolhe pro Cabine?

D: Sempre Ficção. Acho que seria ridículo resenhar uma Biografia, já que a pessoa não tem culpa de ter tido uma vida monótona. Geralmente os livros mais chamativos, ou aqueles que há filmes previstos.

#TdF: Até agora, quantos livros aproximadamente vc já leu?

D: Não faço a Mínima ideia. Sei que desde o começo do programa foram 45, que são o número de programas, mas antes disso não sei.

#TdF: Hoje, o estúdio é seu quarto. Você tem planos de aumentar esse espaço?

D: Tenho planos para pelo menos uma sala a prova de som. Uma das maiores dificuldades  de gravar aqui em Guarulhos é a proximidade ao aeroporto. Vários vídeos ficaram cheios de cortes, mas pouca gente sabe que isso foi causado por barulhos que atrapalham a filmagem! Nesse ponto eu agradeço ao PC Siqueira, que também por ser guarulhense, faz esse monte de corte pelo mesmo motivo.

#TdF: Dos livros que você já resenhou, você tem algum preferido?

D: Gosto muito de Fúria dos Reis, falando só dos que resenhei. Gostei muito dele, tanto que li suas 600 páginas em 2 dias. Mas minha série favorita é o Desventuras em Série.

#TdF: Você leria algum livro que leu antes do cabine novamente pra resenhar?

D: Olha, ler novamente acho que não, mas quero muito fazer um especial de Desventuras como fiz o de Harry Potter.

#TdF: O YouTube te limita a 15 minutos por vídeo?

D: Não mais, minha conta está habilitada a enviar esses vídeos mais longos.

#TdF: Como foi feita a vinheta do Cabine?

D: Foi feita pelo Rodrigo Eba, o animador do “Peixonauta”. Eu fiz a proposta pra ele e ele gostou bastante. Ele se propôs a fazer como ele queria e eu concordei. Ela veio pronta exatamente como vocês conhecem agora e eu me apaixonei por ela a primeira vista. Pra completar, a música é da banda dele.

#TdF: Alguma capa de livro foi ferida na montagem da Vinheta?

D: Não, eram imagens escaneadas.

#TdF: Você decora o que vai falar nos vídeos ou você cola de algum roteiro?

D: Na verdade, fora do ângulo da câmera fica meu notebook com um pequeno roteiro só pra não dar branco. Eu decoro pequenos pedaços, mas não tudo.

#TdF: Você tem alguma intenção de legendar em outro idioma seus vídeos?

D: Já pensei nisso sim, mas como dá muito trabalho, não é uma proposta para tão cedo.

O que acharam? Curtiram a ideia do Dudu?

#FicaDica para  quem curte uma boa leitura!

Por Gabriel Pinheiro (@gabpin72)