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TdF Entrevista – Felipe Castanhari (canal Nostalgia)

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Victor Bianchin   |    17 de maio de 2013


Felipe Castanhari tem um canal no YouTube chamado Nostalgia que trata de assuntos que todos sentimos saudade. Quem teve sua infância nos anos 90 (ou no começo dos anos 00) com certeza vai se identificar com os posts sobre Pokémon, Power Rangers, Chapolin, Disney e tantos outros assuntos.

Apesar de ainda ser jovem (o primeiro vídeo foi postado em janeiro de 2012), o canal tem uma boa audiência de fãs de desenho, games, e seriados, apostando na memória afetiva desse pessoal.

Entrevistei Felipe sobre o Nostalgia e seu sucesso. Confira:

Mundo Estranho: Qual a ideia central do Nostalgia?

Felipe Castanhari: A ideia foi pegar desenhos, jogos, filmes e afins que fizeram parte da minha infância e transformar isso em um vídeo onde eu pudesse colocar o máximo de informação visual e audiovisual possível. Uma coisa que eu fazia muita era ir ao YouTube e ficar revendo coisas que eu assistia, como aberturas de desenho, games, etc. Eu acho isso tudo muito legal. E percebi que as pessoas compartilhavam muito esse tipo de coisa, principalmente no Facebook, com posts com mais de 40 mil compartilhamentos com comentários como: “Nossa, eu lembro disso!”. Juntei o útil ao agradável. Já trabalhava como designer e animador 3D, então já tinha experiência com audiovisual e edição. E, como eu já consumia muito o YouTube, resolvi fazer.

ME: Como você escolhe os temas abordados nos vídeos?

Felipe: Os comentários servem de base para o que eu posso ou não fazer. Independentemente deles, eu tenho os temas que quero abordar. Poucas pessoas pediram o da Disney, por exemplo, mas teve uma repercussão muito boa, foi o segundo vídeo mais visto do canal. Eu tento colocar o que eu gosto e acompanhei, e não apenas o que o pessoal pede.

ME: E de qual assunto você mais gosta de falar?

Felipe: É difícil escolher um porque, a cada vídeo que eu faço, eu me espanto, descubro que não sabia que gostava tanto. Eu gosto muito de anime porque eu consumia muito, colecionava mangá, era viciado. Então, entre os meus temas preferidos, o anime tá lá em cima. Mas eu gosto de tudo que eu faço ali.

ME: Como funciona a montagem do vídeo, desde a pesquisa até a produção?

Felipe: Eu faço com um amigo, o Fabio. Nós primeiro definimos um tema, e depois o Fabio começa a fazer o roteiro, enquanto eu começo a fazer alguma coisa na edição. Ele me manda quando termina e eu finalizo o roteiro. Aí ele vem à minha casa e a gente grava. Costumamos gravar tudo em um dia. A partir do dia seguinte, eu começo a editar enquanto o Fabio procura o material audiovisual, escolhendo cenas ou músicas do assunto comentado. No começo, eu fazia isso sozinho, mas, quando eu passei a me dedicar mais ao canal, passei essa tarefa para ele porque ficava muito pesado fazer sozinho.

ME: Como é a resposta dos internautas em relação aos vídeos?

Felipe: É muito boa. Para um ano e meio de canal, são respostas bem positivas. A média de curtidas é esmagadoramente maior que a de “descurtidas”. Isso é muito bom, mostra que o público esta gostando. Eu uso as visualizações e os inscritos do canal como termômetro. Em eventos, o pessoal também vem falar comigo, tirar foto, etc.

ME: A partir de quando o canal ficou mais popular?

Felipe: A partir do quinto vídeo. No inicio, quatro vídeos foram excluídos do canal: primeiro o do Sonic, que não tinha edição e ficou ruim, teve só 400 visualizações. O segundo foi o dos Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, que teve umas 700 visualizações. O terceiro foi o de Caverna do Dragão, que tinha 1000 visualizações, mas eu falava muito palavrão e o pessoal não gostou. O último foi sobre Mario Bros. Na época, eu estava trabalhando como animador pra uma empresa canadense e sendo freelancer pra uma empresa de jogos, estava meio sem tempo. Aí eu pensei: “deixa eu mudar o formato pra ver se dá certo”, fazendo vinheta e uma identidade pro canal. Então eu fiz o vídeo da TV Cruj, que era a minha última tentativa. Em dois dias, eu saltei de 60 para mil inscrições. Mandei e-mails para blogs e eles divulgaram, aí aumentou para 7 mil inscritos e 70 mil visualizações. Começou aí. Depois eu fiz o vídeo do Cartoon Network, que foi para a homepage do YouTube e chegou a 120 mil visualizações.

ME: Você esperava que tivesse esse resultado?

Felipe: Eu não esperava, nossa meta inicial era de 10 mil inscritos em um ano, porque, em um canal pequeno, normalmente os números são muito baixos. Você nunca acha que vai estar lá junto do Felipe Neto, do PC Siqueira, do Cauê Moura ou da Kefera, e nós conseguimos ultrapassar nossa meta chegando a 250 mil. Obviamente, eu queria que o canal fizesse sucesso logo de cara, toda pessoa que faz vídeo para o YouTube quer ser reconhecida. Eu nunca quis ser famoso, mas queria que as pessoas reconhecessem o meu trabalho e o meu esforço.

ME: Você também é animador 3D. Como funciona isso?

Felipe: Eu considero uma das profissões mais difíceis que há. Estudei por mais de quatro anos, fiz curso fora, fiz faculdade por dois anos e frequentei vários cursos aqui no Brasil. Já trabalhei em alguns comerciais, vídeos e clipes. Dediquei muito da minha vida para a animação, porque é uma coisa em que eu queria trabalhar para o resto da minha vida, tanto que eu até recebi um convite para trabalhar na Dreamworks, em um programa para animadores estrangeiros, mas acabei não indo. É um emprego muito trabalhoso, já que é preciso o tempo todo analisar o comportamento do personagem para dar a ele um movimento mais preciso. Eu sempre observava as pessoas no shopping, por exemplo, para ver como seus movimentos eram naturalmente. Não é preciso desenhar tão bem, mas o suficiente para fazer o modelo e jogar no programa. Lá você vai ter o esqueleto do personagem em uma posição e vai mexer nele para chegar à posição seguinte, criando varias poses que, juntando, se tornam uma animação.

ME: O que você pode dizer em relação ao futuro do canal?

Felipe: Nós vamos tentar fazer um vídeo semanal [obs.: o canal já atingiu essa periodicidade, com novos episódios toda quarta-feira]. Também terá a atração nova do Nostalgia, o “Nostalgia Drops”, em que vamos pegar um tema de que agente já falou e adicionar alguma informação que faltou. Vamos dar uma olhada nos comentários para ver do que o pessoal sentiu falta, começando com Dragon Ball. A ideia é fazer um vídeo menor, que dê menos trabalho, para que possamos postar um desses por semana, enquanto o normal vai sair a cada 15 dias. Tem também alguns projetos novos que a gente tá fazendo, com paródias animadas por mim. Eu sou animador 3D e quero exercitar esse meu lado, que está parado há um ano por causa do canal.

ME: Na sua opinião, qual foi o vídeo mais legal que você fez? E o mais difícil?

Felipe: A Disney foi um tema que eu gostei muito, eu achei o mais legal de gravar e de assistir. Teve 25 minutos de vídeo, então teve bastante material. O do Samurai X eu também gostei muito de gravar e de fazer. O mais difícil foi o de Yu Yu Hakusho. Foi o mais difícil de editar e o mais longo do canal: com quase 30 minutos, eu não tive tempo de assistir tudo novamente, então tinha muita coisa que me deixava perdido com o que eu estava falando.


#TdF2012 e as redes sociais

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Victor Bianchin   |    6 de agosto de 2012

Essa era barbada. De todos os quesitos apresentados na ficha da inscrição da TdF 2012, o de “redes sociais” era o único do qual a gente já sabia o primeiro lugar de antemão: Facebook, é claro.

71,8% dos inscritos declararam que preferem a rede social de Mark Zuckerberg a outras redes sociais. E é por lá mesmo que ocorre o principal contato da ME com seus leitores: estamos sempre postando matérias da revista, fazendo promoções, revelando as capas com antecedência e até mostrando os bastidores da redação. Curta a gente por lá!

Bem mais embaixo, o Twitter ficou com o segundo lugar, seguido do Tumblr. Pelo jeito, a rede de microposts não caiu tanto no gosto dos nossos leitores ainda. Talvez porque todos eles adorem falar pelos cotovelos ;-)

Veja abaixo o ranking oficial:



@victorbianchin

Gráfico: Rafael Moody (@moodyz)


#TdF2012 e as horas na internet

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Victor Bianchin   |    24 de julho de 2012

Internet, esse vício! Ultimamente, com tantas notícias, piadas, vídeos e games, anda difícil ficar longe da rede.

Que o digam os candidatos à TdF 2012, que admitiram o amor pela web nas fichas de inscrição. Mais de 30% dos nossos inscritos disseram que passam pelo menos 6 horas todo dia online – ou seja, um quarto do dia inteiro!

E teve também quem disse que, mesmo ficando longe do computador, acha um jeito de checar o e-mail e as redes sociais com o celular. E é claaaaaro que teve uma galera (quase 10% dos inscritos!) que saiu pela tangente e preferiu não responder nada.

Tudo bem, gente, nós sabemos que vocês adoram a internet. Afinal, com o site da ME bombando, quem não iria querer ficar mais tempo conectado? ;-)

Confira o tempo que os inscritos gastam diariamente na internet:

@victorbianchin

Gráfico: Rafael Moody  (@moodyz)


#DicaTdF: Pan Am!

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Giselle Hirata   |    23 de março de 2012

Oi, galera!

Ainda na onda das séries que estão pintando por aí, indico Pan Am.

Imagem: Divulgação

A série nos leva de volta ao ano de 1963 – época em que existia a valorização do transporte aéreo. É também quando surgem os aviões modernos  e de luxo, com aeromoças bem vestidas. Esse é o primeiro panorama de Pan Am - cujo nome faz referência a antiga companhia Pan American.

A cada episódio você acompanha o cotidiano de viagens que partem dos EUA para diversos destinos. Ao mesmo tempo mostra um pouco da vida das meninas que vivem mais tempo no ar do que em terra.

Apesar de ter um pouquinho de espionagem no meio, a série é um pouco monótona para quem curte ação e suspense. Mas é bem indicada para quem gosta de dramas e flashbacks.

#FicaDica!

Por Andreas Weber (@andreasrw2009)


#Entrevista: Cabine Literária!

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Giselle Hirata   |    19 de março de 2012

Olá, pessoal.

Para nossos amigos leitores de plantão, que estão por dentro da onda de Vlogs, eis aqui uma boa surpresa. Consegui uma entrevista exclusiva para o blog TdF com Danilo Leonardi,  o Dudu, criador e apresentador do Cabine Literária, um vlog sobre livros. Conversamos sobre de tudo um pouco durante quase uma hora nos estúdios do cabine, junto de seu pequeno acervo pessoal.

Imagem: Reprodução

Para quem não conhece, dá só uma olhada no trabalho dos caras:

Agora, a entrevista!

#TdF Gabriel Pinheiro: Como começou o Cabine Literária? De onde veio a ideia?

 

Danilo Leonardi: Bom, havia um vlog chamado Cabine Celular que era sobre cinema, feito por Maurício Saldanha. Essa foi a origem do nome, porém a ideia em si veio do fato de eu ter me afastado muito da lelitura. Sempre gostei muito de ler e esse afastamento dos livros me preocupou. Então me ocorreu a ideia de que caso eu postasse algo na Internet, como um vídeo, me incentivaria a manter esse hábito. Foi assim que surgiu o Cabine.

#TdF: Você compra os livros?

D: A grande maioria deles são comprados, principalmente os mais pops, de editoras maiores. Até porque o canal é relativamente pequeno ainda, então isso afasta as grandes editoras. Porém, alguns autores, principalmente os mais desconhecidos, tem começado a me enviar seus livros, até pela questão de divulgação.

#TdF: Como é a escolha das obras? Como você sabe qual o próximo a ser resenhado?

D: Geralmente, os fãs do Cabine apontam e também sabemos quais são os autores preferidos, tais como Rick Riordan [da Série Percy Jackson] ou a própria série de Crônicas de Gelo e Fogo [a de Guerra dos Tronos]. Quando não há algum que entre nessas categorias, que é bastante raro, eu dou uma olhada na lista dos livros mais vendidos na semana e vejo qual pode ser interessante para resenha também.

#TdF: Muitos livros são gigantes e detalhados e, dificilmente, são terminados em uma semana. Como você faz para manter a periodicidade do canal?

D: Já pensei em estocar resenhas, mas eu acho que perde o feeling do momento, já que eu fico pensando que poderia ter feito isso ou aquilo de forma diferente. Recentemente eu tenho gravado especiais, tais como o sobre o que é um bom livro, sobre  vilões da literatura, entre outros. Isso ajuda bastante quando não termino de ler um livro a tempo.

#TdF: Quais gêneros de livros você geralmente escolhe pro Cabine?

D: Sempre Ficção. Acho que seria ridículo resenhar uma Biografia, já que a pessoa não tem culpa de ter tido uma vida monótona. Geralmente os livros mais chamativos, ou aqueles que há filmes previstos.

#TdF: Até agora, quantos livros aproximadamente vc já leu?

D: Não faço a Mínima ideia. Sei que desde o começo do programa foram 45, que são o número de programas, mas antes disso não sei.

#TdF: Hoje, o estúdio é seu quarto. Você tem planos de aumentar esse espaço?

D: Tenho planos para pelo menos uma sala a prova de som. Uma das maiores dificuldades  de gravar aqui em Guarulhos é a proximidade ao aeroporto. Vários vídeos ficaram cheios de cortes, mas pouca gente sabe que isso foi causado por barulhos que atrapalham a filmagem! Nesse ponto eu agradeço ao PC Siqueira, que também por ser guarulhense, faz esse monte de corte pelo mesmo motivo.

#TdF: Dos livros que você já resenhou, você tem algum preferido?

D: Gosto muito de Fúria dos Reis, falando só dos que resenhei. Gostei muito dele, tanto que li suas 600 páginas em 2 dias. Mas minha série favorita é o Desventuras em Série.

#TdF: Você leria algum livro que leu antes do cabine novamente pra resenhar?

D: Olha, ler novamente acho que não, mas quero muito fazer um especial de Desventuras como fiz o de Harry Potter.

#TdF: O YouTube te limita a 15 minutos por vídeo?

D: Não mais, minha conta está habilitada a enviar esses vídeos mais longos.

#TdF: Como foi feita a vinheta do Cabine?

D: Foi feita pelo Rodrigo Eba, o animador do “Peixonauta”. Eu fiz a proposta pra ele e ele gostou bastante. Ele se propôs a fazer como ele queria e eu concordei. Ela veio pronta exatamente como vocês conhecem agora e eu me apaixonei por ela a primeira vista. Pra completar, a música é da banda dele.

#TdF: Alguma capa de livro foi ferida na montagem da Vinheta?

D: Não, eram imagens escaneadas.

#TdF: Você decora o que vai falar nos vídeos ou você cola de algum roteiro?

D: Na verdade, fora do ângulo da câmera fica meu notebook com um pequeno roteiro só pra não dar branco. Eu decoro pequenos pedaços, mas não tudo.

#TdF: Você tem alguma intenção de legendar em outro idioma seus vídeos?

D: Já pensei nisso sim, mas como dá muito trabalho, não é uma proposta para tão cedo.

O que acharam? Curtiram a ideia do Dudu?

#FicaDica para  quem curte uma boa leitura!

Por Gabriel Pinheiro (@gabpin72)


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