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Posts da categoria ‘livro’

Dica TdF – Divergente

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Victor Bianchin   |    14 de junho de 2013

Imagem: divulgação (Rocco)

A bola da vez são as aventuras infanto-juvenis passadas em um futuro não muito distante do nosso, mas com uma organização social um tanto peculiar. Lembrou de Jogos Vorazes? Pois bem, a mais nova sensação desse nicho literário é Divergente (Ed. Rocco, 500 pgs., R$ 39,50), de Veronica Roth.

A história de passa numa Chicago arrasada, onde uma parcela do que restou da população se dividiu em cinco facções, na tentativa de solucionar os problemas que enfrentávamos no passado. São elas: a Audácia, a Franqueza, a Erudição, a Amizade e a Abnegação. Foi nessa última que a personagem central, Beatrice Prior, ou simplesmente Tris, viveu por todos esses anos. Segundo a tradição, quando um jovem completa 16 anos, passa por uma espécie de cerimônia na qual decidirá qual facção irá seguir.

O mais legal de todo esse futuro proposto pela autora não é a história clichê de Tris – a personagem que procura se encaixar a todo custo e descobre que é, de alguma forma, diferente dos demais –, mas sim analisar a forma como a população da cidade está composta. As tais facções conduzem tudo de acordo com seus princípios.

Por exemplo: todos que julgavam a mentira e a desonestidade como causas do atraso do mundo formaram o grupo conhecido como a Franqueza. Já os que viam a fraqueza e o medo como responsáveis pelo declínio da humanidade se uniram na Audácia, e por aí vai. Ao longo da narrativa, observamos o papel de cada facção na administração da cidade e como elas se organizam internamente (cada uma possui sua cor, símbolo, costumes, etc.).

A saga se encaminha para um terceiro volume, com previsão de lançamento para o final deste ano. Vale lembrar que o segundo livro, Insurgente, acabou de chegar às livrarias. Além disso, poderemos acompanhar as aventuras de Tris no cinema: com estreia prevista para 2014, Divergente já possui grande elenco, como Kate Winslet no papel da vilã Jeanine e Shailene Woodley (a nova Mary Jane de O Espetacular Homem-Aranha) como a protagonista Beatrice.

O longa tem tudo para dar certo, já que as cenas mais eletrizantes do livro parecem ter sido tiradas de um roteiro tipicamente hollywoodiano, com tiros para todos os lados e saltos de trens em movimento.

Escolha sua facção e boa leitura!


Dica TdF: Sherlock Holmes – A Casa da Seda

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Victor Bianchin   |    11 de junho de 2013

Imagem: divulgação (Zahar)

Fala galera, tudo bom? Estou aqui hoje pra falar do livro A Casa da Seda, o novo romance de Sherlock Holmes, escrito pelo autor Anthony Horowitz (isso mesmo, não é do Conan Doyle!). Ele tem 269 páginas e é vendido por cerca de R$ 30 nas livrarias.

O livro começa com o melhor amigo e escritor do detetive, Watson, explicando as circunstâncias da investigação. Watson afirma que essa história, devido ao choque que causaria na sociedade da época, só poderia ser publicada 100 anos depois (é o que acontece, afinal). No momento em que ele narra a história, Sherlock já morreu de causas naturais há vários anos.

Quando começa um novo dia para Sherlock e Watson, um novo cliente entra na porta, o Sr. Carstairs, com um caso “fácil”. Ele percebe que está sendo perseguido por um perigoso homem que o seguiu dos EUA, para ter vingança da morte do irmão. Watson conclui que o caso não era muito complicado para a grande mente de seu amigo, mas, quando a casa do cliente é arrombada, tudo toma um rumo inesperado.

Novos personagens são incluídos na história e Holmes acaba se metendo em um campo de mistérios que desconhece, encontrando cada vez mais lacunas para preencher na trama, que toma proporções épicas.

Quando tudo parecia perdido, é mencionada a Casa da Seda para Sherlock, e ele começa a tentar descobrir mais do que devia sobre o lugar. Esse local misterioso trabalha para ocultar informações, influenciando até mesmo governantes. Para descobrir seus segredos, a dupla tem de se meter no submundo do crime e negociar com o tipo de pessoa em quem não se deveria confiar sob nenhuma circunstância.

Você pode pensar, como eu pensava antes de ler, que o livro, por não ser de Conan Doyle, não vai passar de uma história mal contada e infundada, sem a alma de Sherlock Holmes. Mas a verdade é que essa história escrita por Anthony se transformou em um dos melhores contos de detetive que já houve, com muitas surpresas e um final que chocaria o próprio Arthur Conan Doyle. Com certeza, o que não falta nesse livro são deduções de Sherlock, o som de seu violino Stradivarius, seu charuto e, claro, um bom “Elementar, meu caro Watson”.


Dica TdF: Angry Birds Space – Um Voo Irado Até A Fronteira Final

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Victor Bianchin   |    24 de maio de 2013

Imagem: divulgação

Angry Birds é um dos jogos mais famosos e divertidos da atualidade. Quem nunca se pegou arremessando passarinhos em porcos, num momento de desocupação? O game fez tanto sucesso que ganhou várias versões, uma no Rio de Janeiro (baseada no filme Rio), uma numa galáxia muito, muito distante (baseada na série cinematográfica Star Wars) e uma versão no espaço.

Em março de 2012, a Rovio, numa parceria com a National Geographic, lançou o livro Angry Birds Space – Um Voo Irado Até A Fronteira Final (Ed. Abril, 159 pgs., R$ 20), cujo objetivo principal era ajudar as pessoas a jogar o então recém-lançado Angry Birds Space.

Dividido em quatro partes, o livro, basicamente, ensina sobre o espaço em textos curtos e divertidos. A cada página que se passa, pode-se aprender um fato novo sobre a galáxia em que vivemos e ainda se divertir com os passarinhos, que foram inseridos em cenários reais do espaço. Os dois primeiros capítulos são bem legais, mas os dois últimos são as melhores partes do livro, pois falam sobre o sistema solar sideral e sobre o espaço profundo.

Uma coisa que contribui para o nosso conhecimento são os Astrofatos. Presentes em todas as páginas, eles são pequenas curiosidades relacionadas ao assunto representado (por exemplo: “Em 1906, um astrônomo americano criou a teoria de que uma antiga civilização construiu canais em Marte antes de desaparecer”, quando o tópico da página é “Há vida em Marte?”).

Imagem: divulgação

O livro, em si, não ajuda muito a jogar Angry Birds Space, e é meio infantil em certos aspectos. Algumas coisas podem parecer bobas – as falas dos passarinhos são um ótimo exemplo disso. Apesar disso, é divertido, informativo e cheio de gravuras de nossos passarinhos favoritos.

Em outras palavras, se pensar em comprar o livro pra aprender algum macete de Angry Birds Space, desista. Mas, se você quiser adquirir um livro curto e recheado de curiosidades sobre o espaço, Um Voo Irado Até A Fronteira Final é perfeito pra você.


Dica TdF: Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

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Victor Bianchin   |    23 de maio de 2013

Imagem: divulgação (Cia. das Letras)

Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Companhia das Letras, 528 pgs., R$ 28) é um livro épico do jornalista sueco Stieg Larsson focado na investigação do desaparecimento de uma mulher. Com dois protagonistas excêntricos (Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander) e uma história capaz de prender a atenção de todos os leitores, a obra possui elementos do jornalismo econômico e de tramas de corrupção.

No começo, somos introduzidos à nefasta vida de Mikael Blomkvist, um notável jornalista que cai em uma cilada e acaba sendo condenado à prisão. Em meio ao seu destaque na mídia, Mikael é contatado pelo empresário Henrik Vanger, o visionário patriarca do império industrial Vanger. Ele faz uma proposta ao jornalista: que resolva o mistério da sua sobrinha Harriet, desaparecida na ilha de Hedestad sem deixar pistas em 1966, em troca de informações que garantam sua liberdade.

Mikael aceita e vai à ilha junto com Lisbeth, que trabalha para Vanger e é escolhida como assistente do jornalista na missão. Lá, os dois se deparam com uma família de várias personalidades ardilosas e interessantes. Todos eles, potenciais suspeitos de um crime que ocorreu há 40 anos. E, assim, o jornalista começa uma jornada de redenção que irá colocar suas habilidades à prova.

Lisbeth traz outros elementos ao livro, com sua personalidade incorruptível e complexa e seu “dom especial”, essencial para desvendar o mistério. Uma guerreira materializada com seus piercings e tatuagens, ela prende a atenção do leitor sempre que os eventos do enredo a colocam em cena.

Trata-se de um excelente livro pelo fato de estar contextualizado com o mundo moderno, trazendo questões atuais, como o abuso de mulheres e a tecnologia, circundando a trama principal da obra.

Também existe a possibilidade de um leitor atento conseguir desvendar o crime antes do final. Dessa forma, Millennium se caracteriza como um livro politizado e com a capacidade de deixar o leitor entretido e focado na trama.


Dica TdF – Ubik

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Victor Bianchin   |    15 de maio de 2013

Imagem: divulgação (Aleph)

Imagino que muitos de vocês, leitores da MUNDO ESTRANHO e deste blog, sejam grandes fãs de ficção científica. Muitos dos fãs, porém, desconhecem que seus filmes favoritos começaram a tomar corpo muito antes, na forma de livros ou contos, muitas vezes desconhecidos pelo grande público. Quem é fã de Blade Runner Minority Report, por exemplo, talvez nunca tenha ouvido falar que ambos foram inspirados em obras de um dos grandes gênios da literatura americana, Philip K. Dick (para quem ficou interessado, os livros são: Androides Sonham com Carneiros Elétricos? e Minority Report).

Eu mesmo não conhecia o autor até alguns dias atrás, quando recebi um exemplar de Ubik (Ed. Aleph, 240 pgs., R$ 42)de presente de meu grande amigo e também TdF Pedro Toro, que me disse que, por eu ser fã de Laranja Mecânica, provavelmente ia gostar da história. Adoro distopias, como o próprio Laranja, 1984 e Admirável Mundo Novo, e posso dizer que, nesse sentido, Ubik não me decepcionou.

Escrito em 1969, mas ambientado no ano de 1992, o livro narra a história de Glen Runciter, dono da Runciter & Associados com sua mulher, Ella Runciter, então já falecida, mas que continua a tomar as decisões junto com o marido. Isso graças ao processo de meia-vida, na qual um ser humano clinicamente morto é mantido hibernando dentro de um caixão especial, podendo ser eventualmente “ressuscitado” pelos vivos até sua reencarnação.

O negócio de Runciter é neutralizar agentes com poderes psis, capazes de ler mentes e prever o futuro (mas não alterá-lo), que estão infiltrados em indústrias de grande porte. Para isso, ele utiliza seres chamados inerciais, que neutralizam esses poderes e que são comandados pelo problemático Joe Chip.

A descoberta de uma inercial com o poder de alterar o passado é seguida pela contratação da empresa para um serviço na Lua, uma das colônias extraterrestres, numa missão ainda cercada de mistérios, que termina com a morte do chefe, Glen. Na desesperada tentativa de possibilitar a meia-vida a Glen e achar o culpado por sua morte, Joe e os inerciais acabam presos num mundo que retrocede sem parar, enquanto recebem mensagens de Runciter, supostamente do além, fazendo-os duvidar de sua própria existência.

Ambientado num futuro dominado pelo consumismo (num grau tão elevado que, para tomar banho ou abrir uma simples porta em sua própria casa, é necessário pagar), onde viagens entre a América do Norte e a Europa podem durar segundos e idas aos planetas e satélites do Sistema Solar são vistas como casuais, Ubik (“em todo lugar”, em latim) é uma paranoica descrição da sociedade decadente imaginada por escritores que, como Dick, vivenciaram a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, tempos em que a destruição do homem pelo homem parecia evidente.

A obra carrega o grande mérito de ser muito bem escrita, além de apresentar uma brilhante descrição psicológica das personagens e uma trama capaz de envolver o leitor até o último e fatídico capítulo (considero o melhor desfecho dentre todos os livros que já li). Pretendo ler também as outras publicações desse mesmo autor, com a esperança de ser ainda mais surpreendido por suas criações futurísticas. Aproveitem a leitura!


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