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TdF Responde: tudo que você sempre quis saber sobre a ME (parte 2)

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Victor Bianchin   |    26 de outubro de 2012


Continuando nossas comemorações pelo 200º post do Blog da TdF, publicamos hoje a segunda parte das perguntas feitas pelos leitores, apuradas pela TdF e respondidas pela redação. Confira também a primeira parte.

Quanto vocês ganham?

Marcel Nadale, editor: Para compensar a resposta enorme anterior, uma bem curtinha: esse tipo de pergunta é extremamente indiscreta. Conforme vocês envelhecerem, vão se dar conta de que dinheiro é uma coisa bastante íntima, que não se discute com qualquer um (especialmente com milhões de desconhecidos que poderiam ler isso aqui). Limito-me a dizer que gosto do meu salário. (Mas, evidentemente, como qualquer pessoa, eu adoraria que ele fosse maior!). Se essa pergunta está sendo feita porque vocês pensam em seguir carreira em jornalismo, um recado: essa não é uma profissão que, tradicionalmente, cria milionários. Se remuneração é um quesito essencial para você, seja lá por qual motivo, sugiro que avalie com carinho outras carreiras. Só faça jornalismo se você perceber que é o que realmente ama – as satisfações costumam ser mais no âmbito pessoal do que no financeiro.

Como é o ambiente da redação da ME? Vocês fazem muita piada, zoam muito?

Rafael Moody, estagiário de design: A redação da ME é um lugar mágico com piscina de gelatina e máquinas de fliperama espalhadas pra gente jogar Street Fighter. Mas isso é só enquanto não estamos fazendo a revista que, sim, ocupa 100% do nosso tempo (senão mais). E a revista rola junto com a “zueira”. Enquanto trabalhamos, damos risada e, enquanto rimos, trabalhamos. Afinal, por que não juntar os dois? A gente se dispõe assim: designers de um lado, editores de outro e, no centro, a mesa de reuniões. Até porque os editores não acham graça da imagem que chegou verde e tinha que ser vermelha e os designers não riem do texto que era pra ser uma legendinha e chegou como um livro inteiro.

Todos os repórteres e ilustradores trabalham na redação da revista?

Mayra Fernandes, designer
: Não, na verdade nenhum deles trabalha! Todos os repórteres e ilustradores são freelancers, ou seja, profissionais que trabalham de casa e são escolhidos separadamente para cada matéria. A ME possui uma longa lista de colaboradores que já é conhecida de nossas páginas. Há alguns casos também em que os editores escrevem a matéria e os designers fazem a ilustração.

Qual é o critério de escolha para a TdF? Como vocês selecionam?

Victor Bianchin, editor: Acreditem, é um looooooongo processo, que dura cerca de três meses entre a liberação da ficha no site e a publicação da edição com os escolhidos. Todas as fichas preenchidas no site são automaticamente enviadas para um banco de dados onde são lidas por mim e pela Adriana Meneghello, responsável pelo nosso atendimento ao leitor. Cada um de nós lê metade do total. Nessa primeira leitura, separamos todas as fichas que consideramos boas. Depois, é feita uma segunda triagem entre as selecionadas e chegamos a um grupo que tem sempre o dobro do tamanho que a TdF precisa ter, ou quase isso. Neste ano, foram 45 finalistas para 20 vagas, dos quais 50% eram da cidade de São Paulo e 50% do interior paulista e do resto do país. Os finalistas são entrevistados pela redação na sede da editora Abril, em grupo, ou individualmente por telefone, no caso da galera que mora longe. Depois, a redação se reúne para escolher o grupo final. Por que temos mais TdFs de São Paulo? Porque é aqui que fica a redação, e também onde se concentram os eventos dos quais participamos.

Quem faz o site, o Twitter e o Facebook da ME? São os próprios editores?

Vinícius Giba, estagiário do site: Não, tem uma galera aqui só pra isso. Quem faz as redes sociais da ME somos eu e a Lorena Dana (que também cuida das redes sociais da Super, Recreio e Guia do Estudante). Já o site, fazemos eu, o Fred (editor de internet do Núcleo Infanto-Juvenil aqui da Abril), os designers Daniel, Juliana e Laura e os webmasters Bruno e Thiago. Os blogs são feitos pela Luiza (Contando Ninguém Acredita e MeME), pelo Marcel (XisTudoCult), por mim (Bestiário) e, claro, pela Turma do Fundão (editados pelo Victor).

Já rolou algum problema sério em alguma edição que fez vocês suarem frio?

Tiago Jokura, editor: Nosso processo de produção é bem organizado e tudo é feito com bastante antecedência. Isso minimiza a chance de problemas e atrasos que comprometam o fechamento (jargão jornalístico para “finalização”) da edição no prazo. Por isso, também temos tempo para revisar o conteúdo e identificar qualquer falha a tempo de corrigi-la. Já aconteceu de ilustrações de matérias importantes ou até da capa da revista (que também são feitas por profissionais que trabalham fora da redação) chegarem para a gente no dia limite de enviarmos a revista para ser impressa na gráfica. Esse é o máximo de preocupação que já presenciamos na hora de fechar uma edição.

Vocês recebem muitas perguntas bizarras? Fazem o que com elas? Já pensaram em responder?

Mariana Pires, estagiária de texto: Toda vez que fechamos uma edição, eu leio todas as perguntas que foram enviadas para a ME no mês e separo as que podem se tornar possíveis pautas e as perguntas mais estranhas. Assim como existe um banco de pautas com as perguntas bacanas que os leitores mandam, existe um banco para as mais bizarras também. Já pensamos muito em fazer uma seção na revista só com essas perguntas ou colocar no site da ME, mas, por enquanto nós usamos só na Twitcam para fazer vocês rirem um pouco. Agora, responder? Sem chance, as perguntas são tão sem pé nem cabeça que não dá nem para arriscar.


Parte da redação da ME: fliperamas e piscinas de gelatina ficam logo à direita desta área


TdF Responde: tudo que você sempre quis saber sobre a ME (parte 1)

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Victor Bianchin   |    25 de outubro de 2012


Hoje, o Blog da TdF chega à incrível marca dos 200 posts. Inaugurado em julho do ano passado como um veículo para trazer conteúdo produzido pela Turma do Fundão, o blog trouxe desde então diversas dicas de livros, filmes, séries, games e eventos, além de entrevistas e outros conteúdos especiais.

Para comemorar, os TdFs selecionaram algumas das perguntas mais comumente feitas à redação pelas redes sociais, pelo e-mail mundoestranho@abril.com.br e pela twitcam. Depois, entrevistaram a equipe da ME para saber as respostas. Confira abaixo o resultado:

Como vocês descobrem as informações das matérias? E se não encontram alguma informação que precisam?

Tiago Jokura, editor: Na maioria das vezes, repórteres freelancers (que trabalham fora da redação) são contratados para correr atrás das informações. Essa atividade é chamada de apuração. Às vezes, os editores também assumem a apuração. Os métodos mais comuns de obter a informação: fazer entrevistas com especialistas no assunto e pesquisar documentos, livros, filmes e sites relacionados. Quando não encontramos a informação que precisamos (o que é bem raro acontecer), tentamos ver se algum outro tópico que pintou na apuração do repórter é instigante ou curioso o bastante para segurar a matéria. Nesses casos, pode ser até que mudemos o título e a proposta que a reportagem original teria. Em casos extremos de falta de informação, cancelamos a reportagem.

Como funciona o banco de pautas da ME? De onde vem as pautas e como vocês decidem quais usar?

Marcel Nadale, editor: É um enorme “bloco de anotações” onde a gente joga todo tipo de boa sugestão de pauta. É enooooorme, tá com umas 100 páginas de Word (eu só ando por ele com a função “buscar”). Há várias subdivisões, como, por exemplo, capítulos só com as sugestões específicas de alguns editores e repórteres. Há um capítulo só para as ideias de TdFs também (para eu poder organizar um rodízio e tentar publicar algo de todo mundo). As perguntas vindas dos leitores (pelo site, por email, pelo Twitter, pelo Faceboook…) compõem a maior parte do documento. Elas são separadas por tema (“Guerra, Armas e Crime”, “Mistérios e Sobrenatural”, “Hard Science”, “Cultura”, “Esporte”, “História”, etc.).
No finzinho do arquivo, temos as pautas já alocadas especificamente para algum mês futuro. É muito comum recebermos uma avalanche de sugestões temáticas ligadas a um feriado, por exemplo – mas aí a edição relativa a esse mês já está nas bancas. Então, elas ficam guardadas para o ano seguinte. Foi o caso recente, por exemplo, da P&R “Por que a abóbora é o símbolo do Halloween?”. Recebemos em outubro de 2011 e agendamos para outubro de 2012. Por fim, temos a nossa longa lista de ideias para matérias de capa (que é ultra top secret!). Lá há algumas coisas LINDAS demais, que me deixam superansioso para meter a mão na massa. Pra vocês terem uma ideia, estou contando os dias para finalmente fazer a capa que programamos para julho de 2013. Vocês vão amar.
Como decidimos usar as pautas? Varia muito. Há aquelas que entram por causa de algum gancho no mês (como essa de Halloween, ou matérias de Oscar e Carnaval em fevereiro). O resto é escolhido tentando equilibrar diferentes aspectos necessários em cada edição. Geralmente selecionamos, por exemplo, uma pauta de cada tema (“História”, “Hard Science”, etc…). Pelo menos duas pautas que rendam infográficos tradicionais; uma pauta explicável por data visualization e uma pauta que funcione como galeria de fotos. Além disso, escolhemos pautas que cumpram nossa “receita” de tamanhos de página: geralmente, 5 P&Rs de página dupla, 8 de página simples e 8 de ½ página.
Pra finalizar, um pedido: se você for pedir uma pauta, SEMPRE dê seu nome completo, cidade e estado. Assim, você recebe o devido crédito pela ideia e pode matar seus amigos de inveja ;-)

Como vocês escolhem o ilustrador para cada matéria? E como os textos ficam tão bem encaixadinhos nos desenhos?

Babi Brasileiro, designer: Toda edição, fazemos uma reunião específica de ilustradores, na qual os designers decidem o rumo que a matéria vai tomar, o estilo, as cenas, etc. Pela cartela de ilustradores que já temos, e pelos portfolios que sempre recebemos, decidimos então qual profissional se encaixa melhor para cada reportagem. Toda pagina é “desenhada”, ou seja, fazemos um layout do que vai entrar em cada lugar: legendas, títulos, etc. Isso antes de passar o trabalho para o ilustrador. Ele, a partir daí, faz a ilustração da página.

Para que serve a TdF? O que eles fazem?

Victor Bianchin, editor: Em primeiro lugar, eles produzem o conteúdo deste blog e da página reservada para a TdF na revista. Não é uma tarefa simples: escrever um texto para a ME é bem diferente de escrever uma redação de colégio. Além disso, na revista existe o desafio de escrever textos que sejam, ao mesmo tempo, curtos e informativos. A TdF também participa da edição impressa opinando no Duelo e no Debate e sugerindo pautas. Muitas das sugestões são aproveitadas. Outra parte do trabalho está nos bastidores: os TdFs servem como uma amostragem dos nossos leitores, e nos ajudam a saber se um certo assunto é popular ou não, se estamos nos repetindo, se a revista está deixando alguma coisa de fora, se as matérias estão acertando no ponto, etc. Já chegamos a consultar a TdF até para as chamadas de capa! Ah, e de vez em quando eles dão uma passada na redação para falar oi.

Quem escolhe os resultados Dos concursos culturais? Todos os concorrentes são lidos?

Lorena Dana, analista de mídias sociais: Sim, nós lemos todas as respostas que vocês enviam para os concursos culturais, tanto os da revista como os das redes sociais! Antes de escolher os vencedores, a gente verifica o banco de dados e desclassifica as inscrições fora de contexto ou que não estejam de acordo com o regulamento. Depois, nós filtramos as melhores respostas e verificamos se não há repetições. Se houver alguma resposta idêntica, vale a que foi inscrita primeiro. Os ganhadores são escolhidos por três jurados que são funcionários da Mundo Estranho e/ou da redação de internet do Núcleo Infanto-Juvenil.

Vocês da redação são amigos? Fazem alguma coisa juntos?

Pedro Piccinini, designer: Claro, somos sim! O pessoal é bem unido aqui na ME. Além dos almoços em grupo durante a semana inteira, das saídas para o café e dos papos do dia-a-dia, vez ou outra a galera se encontra online para uma jogatina e também offline para algum programa diferente. Na foto abaixo, você confere um almoço especial que tivemos nesta semana para comemorar o aniversário da Giselle Hirata, ex-editora da ME.


Da esquerda para a direita: Renata Miwa, designer da revista Bravo!, Giselle Hirata, ex-editora da ME, Marcel Nadale, editor, Babi Brasileiro, designer, André Minello, ex-designer da ME, Tiago Jokura, editor, Victor Bianchin, editor, Mayra Fernandes, designer, e Pedro Piccinini, designer


Mundo Estranho pergunta: qual a sua capa dos sonhos?

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Victor Bianchin   |    28 de setembro de 2012

Muitos leitores enviam desenhos para a redação da Mundo Estranho. O TdF Pedro Toro, que também curte colocar suas ideias no papel, fez algumas propostas de capa para a ME e as apresentou na época da seleção da Turma do Fundão. Reproduzimos aqui os desenhos e as ideias do Pedro e deixamos a pergunta: qual a sua capa dos sonhos da ME?

Imagem: Arquivo pessoal

Esse rascunho é como eu imaginei que ficaria a capa de uma das matérias que eu sugeri: Sonhos, porque é um tema que a ME já acertou de raspão e, por sua complexidade e mistério, merece um tiro na mosca! Minha ideia é a ME abordar o que são os sonhos. Se são nosso subconsciente se comunicando conosco por meio de imagens e situações que representam determinadas coisas para nós ou se nos mostram o futuro ou coisas mais surreais do tipo.

Quanto aos dinossauros… foi uma brisa minha! Sempre quis ter esse sonho, mas nunca tive a chance!

 

 

 

 

 

Imagem: Arquivo pessoal

Esse rascunho é como eu imaginei que ficaria a capa sobre gênios. Outro tema de grande complexidade que poderia ter uma matéria de capa! Aqui a ideia era evidenciar a singularidade do cérebro de um dos maiores representantes desse seleto grupo, Einstein. A proposta da matéria é focar em se os caras tinham algo biologicamente diferente neles, como a configuração cerebral ou algo do tipo, e se alguns hábitos despertam a genialidade ou se é algo que está nos genes. Fiquei sabendo que Einstein tocava muito violino, talvez esse fato tenha aumentado a capacidade cognitiva dele. A matéria podia contar!

 

 

 

Imagem: Arquivo pessoal

Essa matéria seria mais como um conjunto de dúvidas e curiosidades que acredito que todo mundo tem, mas nunca parou para se perguntar, tipo: como se lê um código de barras? O que cada barra e número indicam? O que diabos é glúten e outros ingredientes estranhos? De onde provêm as toneladas de tipos de corantes? E qual a diferença entre um Amarelo 2 e um Amarelo 4, por exemplo? E outras dúvidas do tipo.


#TdF2012 e suas matérias preferidas

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Victor Bianchin   |    15 de agosto de 2012

Eis uma pergunta que deu o que falar nas fichas de inscrição da Turma do Fundão 2012: qual sua matéria preferida da ME?

A maioria dos candidatos elegeu reportagens de capa como suas favoritas, mas também teve quem escolhesse seções inteiras e até matérias do site! Isso sem falar nos fãs de velha data, que lembraram de matérias lááá de 2002, 2003…

Vamos ser sinceros: adoramos a divergência de opiniões. Se houvesse uma única matéria que fosse consenso, ficaríamos mal, porque nos dedicamos com a mesma intensidade todo mês para deixar a ME bacana. Aliás, com a mesma não, com MAIS intensidade, porque nosso objetivo é fazer sempre uma revista melhor.

Entre as reportagens citadas como preferidas, “A origem sangrenta dos contos de fadas” (abril de 2010) foi a campeã, com outros pesos pesados chegando perto, como nossa edição mais vendida, “O lado oculto dos contos infantis” (abril de 2012), que ficou em segundo.

E aí, concorda com o ranking? Poste nos comentários qual a sua edição favorita da ME ;-)

@victorbianchin

Gráfico: Rafael Moody (@moodyz)


#DicaTdF: Lendas do Mundo Emerso

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Giselle Hirata   |    14 de maio de 2012

Lendas do Mundo Emerso – O Destino de Adhara é um livro para quem gosta de histórias fantásticas em mundos paralelos.

Imagem: Divulgação

Adhara acorda no campo, sem saber nada de seu passado e vaga por um mundo desconhecido, similar ao medieval. Durante a sua trajetória, descobre que tem poderes e conhece Amhal, um jovem aprendiz de Caveleiro de Dragão que vai ajudá-la na empreitada de descobrir quem ela é.

O livro é intrigante e nos faz atravessar a confusa, tediosa e piegas primeira parte. Mas quando mergulhamos nas partes finais, sentirmos o poder real da história. O final, bem inusitado, termina completamente aberto e nos faz arrancar os cabelos pela continuação.

Só acho que a capa podia ser melhor.

Espero que gostem.

#FicaDica

Por Gustavo Guimarães (@hausofgust)

 


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