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Arquivo de junho de 2012

Livro sobre House foi feito especialmente para o público brasileiro

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Marcel Nadale   |    29 de junho de 2012

A série House é um daqueles fenômenos que adquirem outro nível em terras brasileiras – como Iron Maiden ou Chaves. Arrisco até  a dizer que as desventuras do Dr. Gregory House são (proporcionalmente) mais populares no Brasil do que nos EUA (onde a concorrência é mais cruel e a audiência foi caindo tristemente até o fim do show, em maio).

Um exemplo? Chega às livrarias A Ciência Médica de House – Volume 2, de Andrew Holtz. O autor nunca havia cogitado escrever uma “continuação” para o primeiro livro, mas ele fez tanto sucesso no Brasil que a editora Record o convenceu a fazer mais um.

O primeiro livro dava um excelente panorama do que era certo, errado ou curioso nos tratamentos médicos mostrados no show. (Salvou minha vida numa matéria que fiz, uns anos atrás, sobre os consultores médicos por trás de House, para a SUPERINTERESSANTE). E o novo volume segue na mesma linha, mas com margem para algumas ponderações bem curiosas – inclusive sobre a relação entre House e a recente reforma do sistema de saúde norte-americano, proposta pelo presidente Barack Obama.

Um médico conseguiria forjar tantas receitas médicas de Vicodin quanto o personagem vivido por Hugh Laurie? O programa contribui com informações falsas sobre temas polêmicos, como doação de órgãos? Isto e mais neste ótimo lançamento. Recomendadíssimo, especialmente para quem está órfão com o fim da série.

 


Já assistimos a O Espetacular Homem-Aranha! Confira a crítica!

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Marcel Nadale   |    26 de junho de 2012

Quando o diretor Marc Webb e a Sony Pcitures anunciaram o projeto de reiniciar a franquia de Homem-Aranha, alguns anos atrás, os discursos estavam alinhados. O objetivo era tornar o personagem mais moderno. E, em pelo menos três aspectos, eles foram bem-sucedidos.

O primeiro foi a reformulação de Peter Parker. Enquanto Tobey Maguire, na trilogia original, definia uma certa nerdice quase infantiloide exclusivamente com seu olhar crédulo, seu sorriso bobo e seu tom monocórdico, o britânico Andrew Garfield traz um aresenal de caretas e maneirismos. São sorrisos tímidos mal-contidos, gagueiras imprecisas, gestos exagerados. Garfield tem muito mais cara de galã do que Maguire jamais teve, e talvez seu casting tenha sido um acerto. Nesses mais de dez anos que separam Homem-Aranha e O Espetacular Homem-Aranha, a noção do que é ser nerd mudou drasticamente – e ninguém melhor do que um dos fundadores (ficcionais) do Facebook para criar uma versão contemporânea, em que a nerdice anda de skate, não presta atenção na aula e beira o cool.

Toda essa energia cinética nervosa de Parker também está lá quando ele veste a fantasia. Este é o segundo elemento modernizado pela produção. No mano-a-mano com o vilão Lagarto ou com outros criminosos da cidade, este Homem-Aranha é um animal completamente novo: mais ágil, mais rápido e provavelmente com mais truques na manga do que foi visto em toda a trilogia original. Webb foi astuto ao entender que o contato do público atual com o personagem não é pelas HQs, e sim, provavelmente, pela boa safra de games recentes, como Web of Shadows, Shattered Dimensions ou Marvel Vs Capcom 3. Os games foram, afinal, a primeira mídia a realmente coreografar tudo o que o Aranha era capaz de fazer – e quem gastou os dedos com qualquer um desses títulos terá um delicioso dejá vu assistindo a O Espetacular Homem-Aranha. (Uma pena que, nas cenas de ações mais abertas, passeando pelos arranha-céus da cidade, a sensação é só de dejà vu – a terceira dimensão não adiciona nada que Sam Raimi já não havia mostrado antes).

Por fim, o outro grande acerto foi propor uma nova namorada – e colocá-la, desde sempre, em pé de igualdade com o herói. Gwen Stacy (Emma Stone) é tão inteligente quanto ele. Trabalha como estagiária na Oscorp para o Dr. Curtis Connors (o alter-ego do vilão Lagarto) e exerce um papel fundamental no clímax. O Aranha jamais precisa salvá-la: sua função paternal é com a cidade de Nova York. Sobretudo, ao contrário da relação entre Parker e Mary Jane na trilogia original, Gwen demonstra tanto interesse por Peter quanto ele por ela, o que liberta Emma para fazer o cativante toma-lá-dá-cá das comédias românticas que, afinal, é seu ponto forte com atriz. O resultado é um casal com muito mais química do que Maguire e Kirsten Dunst.

Então podemos concluir que o novo filme é melhor que a trilogia original?… Não necessariamente. É irritante, por exemplo, perceber que buracos naquele roteiro de 2001 permanecem exatamente os mesmos em 2012, e ainda surgiram outros. A teia não-orgânica ganhou uma explicação mal ajambrada e todo o imbróglio sobre os pais de Peter não tem razão de ser – a julgar pelo epílogo, sua resolução foi empurrada para a continuação, em 2014. Além disso, o Lagarto não é um vilão marcante e há um enorme problema de ritmo na primeira metade do filme (Webb sabe que todo mundo já viu o Aranha antes, então não sente pressa nenhuma em mostrar o herói antes dos primeiros 50 minutos).

Mas voltemos ao discurso original do diretor e da distribuidora: ninguém falou em fazer um filme melhor, e sim, mais moderno. E, nesse sentido, este Aranha é mesmo um espetacular Homem-Aranha.


O que anda bombando na redação (1)

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Marcel Nadale   |    21 de junho de 2012

Toda vez que realizamos a Twitcam (nosso bate-papo mensal via webcam e Twitter – o próximo rola dia 17), a conversa sempre vai parar nos gostos culturais da redação. “Que séries vocês estão vendo?”, “Que tipo de música vocês curtem?”.

Para resolver essa dúvida, este blog terá posts regulares contando um pouquinho das nossas atuais “obsessões pop”, pra vocês se inspirarem, conhecerem, compartilharem ou discordarem da gente! (Nós adoramos um debate!)

Patrícia Hargreaves, diretora de redação: “Retardatariamente, estou viciada no app Draw Something!”

Rafael Castro, estagiário de arte: “Entrei numa obsessão tipo ‘curti uma música, ouvi toda a discografia’ de uma banda chamada  The Builders and the Butchers. É uma mistura de indie com anos 70, meio country e um pouco de grunge”

Diego Sanches, designer: “Estou ouvindo alucinadamente o disco novo do Gojira, L’Enfant Sauvage. Fiz até pre-order do LP e da camiseta no site dos caras. Acho que é a única banda francesa de metal que eu já ouvi na vida”

Victor Bianchin, editor: “Ando ouvindo pela bilionésima vez os discos e os lados-b dos Stone Roses, que voltaram a fazer shows recentemente depois de 15 anos parados (e de jurarem por tudo que é mais sagrado que a banda nunca mais voltaria). Eles são headliners de nada menos que 17 festivais europeus. Not bad.”

Lorena Dana Gonçalves, redes sociais: “Estou apaixonada pela série de livros que originou True Blood (The Southern Vampire Mysteries ou As Crônicas de Sookie Stackhouse). Já li o décimo livro e mal posso esperar para começar o próximo!”

Marcel Nadale, editor: “Comecei a ver a série House of Lies na HBO meramente porque passa depois de Mad Men, toda segunda. E não é que estou curtindo? Os caras forçam a mão para ser ‘ousados’, mas o Don Cheadle é um cara carismático”

Mariana Pires, estagiária de texto: “Pintou para mim no YouTube, como sugestão,  uma  música extremamente dançante chamada I Swear, de uma banda chamada Sallie Ford and the Sound Outside, uma mistura de rockabilly-jazz-blues-folk-rock . Na mesma hora me apaixonei e não consigo mais ficar um dia sem ouvi-la!”

Bernardo Borges, designer: “Ouvi recentemente Mumford and Sons e gostei bastante! Também tenho jogado bastante Draw Something, SongPop, Angry Birds e Fruit Ninja. E estou lendo um livro sobre Fordlandia [mencionada na matéria sobre cidades fantasmas que Bernardo editou, na ME de maio] que é ok!

E aí, curitram as sugestões? Também estão em alguma onda? Conta pra gente nos comentários!


Autor de Game of Thrones já contou final dos personagens aos produtores da série

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Marcel Nadale   |    20 de junho de 2012

Que Game of Thrones virou um grande sucesso, ninguém nega. O final da segunda temporada atraiu um público de 4,2 milhões de pessoas nos EUA (cerca de 38% a mais do que a audiência que viu o final do primeiro ano).

Quem é fã já sabe que a série é baseada nos livros do autor George R. R. Martin – cujo quinto título, A Dança dos Dragões, chega às livrarias brasileiras neste mês. Ainda há mais dois livros previstos – cada um com previsão de mais de 1500 páginas!

O problema é que Martin não tem pressa para escrever: A Dança dos Dragões levou sete anos para chegar às prateleiras! Se o escritor de 64 anos seguir nesse ritmo, ele só deve terminar sua obra aos 76. Isso é… se terminar! Afinal, ele pode morrer antes – e, com ele, os segredos sobre o futuro de Westeros!

Respirem aliviados, fãs de Daenerys ou da pequena Sansa. Martin revelou em entrevista à revista Entertainment Weekly que já passou aos produtores do show, David Benioff e D. B. Weiss, um esquema com o que deve acontecer com os personagens nos livros finais. Assim, eles poderiam dar continuidade ao show – do jeito certo – mesmo sem ele. Legal, né?

O que você gostaria que acontecesse nas próximas temporadas de Game of Thrones? Diga nos comentários abaixo!


Confira a primeira foto de Angelina Jolie como a bruxa de Bela Adormecida

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Marcel Nadale   |    19 de junho de 2012

Espero honestamente que o combo Espelho, Espelho Meu, Once Upon a Time e Branca de Neve e o Caçador não tenha esgotado seu interesse por novas versões de contos de fadas. Já falamos sobre mais produções do tipo que virão por aí (na edição de abril da ME). E agora tem mais uma despontando.

Confira abaixo o primeiro look de Angelina Jolie como a Maleficent, a bruxa má de Bela Adormecida. Ela será a protagonista do filme Maleficent, que recontará a história pela perspectiva dela. O filme estreia em 14 de março de 2014 (sim, loucura, só daqui a dois anos).

Crédito: Greg Williams/Divulgação

E aí? O que acharam? Contem nos posts.

 

 

 


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