Mundo Estranho

XisTudo Cult

Posts tagueados com ‘True Blood’

O que anda bombando na redação (1)

10

Marcel Nadale   |    21 de junho de 2012

Toda vez que realizamos a Twitcam (nosso bate-papo mensal via webcam e Twitter – o próximo rola dia 17), a conversa sempre vai parar nos gostos culturais da redação. “Que séries vocês estão vendo?”, “Que tipo de música vocês curtem?”.

Para resolver essa dúvida, este blog terá posts regulares contando um pouquinho das nossas atuais “obsessões pop”, pra vocês se inspirarem, conhecerem, compartilharem ou discordarem da gente! (Nós adoramos um debate!)

Patrícia Hargreaves, diretora de redação: “Retardatariamente, estou viciada no app Draw Something!”

Rafael Castro, estagiário de arte: “Entrei numa obsessão tipo ‘curti uma música, ouvi toda a discografia’ de uma banda chamada  The Builders and the Butchers. É uma mistura de indie com anos 70, meio country e um pouco de grunge”

Diego Sanches, designer: “Estou ouvindo alucinadamente o disco novo do Gojira, L’Enfant Sauvage. Fiz até pre-order do LP e da camiseta no site dos caras. Acho que é a única banda francesa de metal que eu já ouvi na vida”

Victor Bianchin, editor: “Ando ouvindo pela bilionésima vez os discos e os lados-b dos Stone Roses, que voltaram a fazer shows recentemente depois de 15 anos parados (e de jurarem por tudo que é mais sagrado que a banda nunca mais voltaria). Eles são headliners de nada menos que 17 festivais europeus. Not bad.”

Lorena Dana Gonçalves, redes sociais: “Estou apaixonada pela série de livros que originou True Blood (The Southern Vampire Mysteries ou As Crônicas de Sookie Stackhouse). Já li o décimo livro e mal posso esperar para começar o próximo!”

Marcel Nadale, editor: “Comecei a ver a série House of Lies na HBO meramente porque passa depois de Mad Men, toda segunda. E não é que estou curtindo? Os caras forçam a mão para ser ‘ousados’, mas o Don Cheadle é um cara carismático”

Mariana Pires, estagiária de texto: “Pintou para mim no YouTube, como sugestão,  uma  música extremamente dançante chamada I Swear, de uma banda chamada Sallie Ford and the Sound Outside, uma mistura de rockabilly-jazz-blues-folk-rock . Na mesma hora me apaixonei e não consigo mais ficar um dia sem ouvi-la!”

Bernardo Borges, designer: “Ouvi recentemente Mumford and Sons e gostei bastante! Também tenho jogado bastante Draw Something, SongPop, Angry Birds e Fruit Ninja. E estou lendo um livro sobre Fordlandia [mencionada na matéria sobre cidades fantasmas que Bernardo editou, na ME de maio] que é ok!

E aí, curitram as sugestões? Também estão em alguma onda? Conta pra gente nos comentários!


As 10 melhores aberturas de séries atuais

18

Marcel Nadale   |    29 de maio de 2012

Com um medo atávico de que o telespectador mude de canal, as emissoras americanas estão acabando com uma (mini)forma de arte: a abertura dos seriados. Há algum tempo eles já estavam sendo reduzidos ao mínimo básico (como esquecer dos clássicos créditos de Lost?). Hoje, praticamente viraram opcionais – os hits Glee (Fox) e Once Upon a Time (Sony), por exemplo, só tem o chamado “title card” (um breve frame com o nome do show). A novidade da HBO House of Lies não tem nem isso!

É uma pena. Quando bem executada, uma boa abertura pode ser tão prazerosa quanto o próprio show – como prova o primeiríssimo colocado da nossa lista abaixo (exclusivamente composta de séries atuais). Mas comecemos pelo final:

10. Parenthood

Nos EUA, as cenas do passado e presente da família Braverman são embalados por “Forever Young”, de Bob Dylan. No Brasil, pelo canal Liv, a canção é “When We Were Young”. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: um tocante retrato de uma família que está sempre envelhecendo, mas não necessariamente mudando.

9. CSI

A prova de que mesmo um arroz-com-feijão (cenas apresentando os personagens, intercaladas com momentos de ação) pode ser elevado ao status de gênio com a mera escolha da música apropriada. Deu tão certo que canções do The Who foram escolhidas também para a abertura dos spin-offs CSI: Miami e CSI: New York.

8. House

Músicas com letras ajudam (e muito) a tornar uma vinheta inesquecível. Mas não são essenciais. Vide o exemplo de House, com a faixa “Teardrop”, do Massive Attack. Inteligente, classudo e direto – ou seja, igualzinho ao próprio House

7. Homeland

Para tentar exemplifica a confusão na mente de Carrie Mathison , uma agente da CIA brilhante mas que sofre de transtorno bipolar, foi escolhida uma cacofonia que mistura jazz, frases da personagem e de colegas dela, barulhos de sirenes e discursos políticos. Por incrível que pareça, funciona.

6. True Blood

Uma sucessão de imagens perturbadoras que faria a Samara, de O Chamado, morrer de inveja é coroada com a sexy canção folk rock sulista de Jace Everett. “Antes que a noite acabe, vou fazer coisas terríveis contigo”. Yes, please!!!

5. Dexter

Atividades cotidianas mostram, com sutileza genial, que todo mundo age um pouco como serial killer: quando esfaqueamos um bife, quando nos cortamos fazendo a barba, quando amarramos com força o cadarço do tênis. Para a canção, os produtores afirmam que queria algo na direção oposta à da série: “Usar uma música cheia de suspense seria muito clichê”.

4. Mad Men

Don Draper é  um bem sucedido publicitário, mas que guarda um grande segredo. A melhor maneira de representar este homem sem identidade à beira do abismo é… jogá-lo numa queda livre em meio aos anúncios que representam sua vida.

3. The Big Bang Theory

Ninguém tira da nossa cabeça que essa sequência é uma janelinha para a mente de Sheldon Cooper: cheia de informações, acelerada e com um senso de humor muito próprio. (PS: Alguém aí gostaria de uma P&R na qual a gente explica tintim por tintim tudo que é dito e mostrado nesta abertura? Postem nos comentários!)

2. Game of Thrones

O desafio: como tornar a vinheta uma ferramenta didática sobre o mundo de Westeros, mas sem deixá-la chata? O resultado: uma belo passeio pelos principais reinos de cada temporada, que ganham vida como se fossem complexas caixinhas de música.

1. Os Simpsons

Depois de 24 temporadas, a gente ainda não se cansou desta abertura. Mérito dos roteiristas, que, em todo santo episódio, pensam em uma nova frase para Bart escrever na lousa, em um novo solo de saxofone para Lisa e uma nova “piada do sofá” para concluir tudo. (Há dois anos, eles acrescentaram também uma piada itinerante extra, num outdoor em Springfield). Como se isso não bastasse, só de ouvir a trilha de Danny Elfman a gente já fica com um sorriso feliz no rosto (afinal, os Simpsons vêm aí!)