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8 experimentos crueis do nazista Josef Mengele em Auschwitz

Exemplo máximo de cientista desumano, o nazista conhecido como "Anjo da Morte" cometeu todo tipo de atrocidade em sua busca pela "raça pura"

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(Bruno Miranda)

ESTA MATÉRIA FAZ INTEGRA A REPORTAGEM DE CAPA ATROCIDADES DA CIÊNCIA. CONFIRA AS OUTRAS PARTES:

Parte 1: 5 casos de experimentos crueis com animais

Parte 2: Os terríveis experimentos dos japoneses com prisioneiros chineses

Parte 3: 8 cientistas que fora cobaia do próprio experimento

Parte 4: 8 casos de cobaias humanas que não sabiam que estavam em um experimento

 

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Quando a esmola é muita…

Obcecado pelos segredos da genética humana, Josef Mengele (1911-1979) tinha cobaias favoritas: gêmeos. Quando chegavam ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, irmãos desse tipo eram logo separados dos prisioneiros. Recebiam “regalias”: exames de saúde, refeições mais completas, brinquedos, acomodação isolada. Mas logo a tortura começava…

 

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Macabra coleção

Mengele queria determinar que características humanas eram genéticas e se elas podiam ser modificadas. Por exemplo: ele injetava tinta nos olhos dos gêmeos para tentar alterar a pigmentação da íris. Muitos sofriam uma infecção imediata. Alguns ficavam cegos. Quando as “cobaias” não lhe eram mais úteis, Mengele as matava, arrancava os olhos e os expunha na parede da sala.

 

 

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Sangue do meu sangue

O cientista maluco pedia aos gêmeos que o chamassem de “titio”. Ele até abraçava as crianças. Mas, ao mesmo tempo, as colocava em jaulas e fazia todo tipo de estudo. Extraía amostras sanguíneas diariamente. Às vezes, injetava o sangue de um irmão no outro e anotava as reações. Elas variavam de severa dor de cabeça a febres altíssimas, que duravam dias, até a morte.

 

Maldade cronometrada

Outro experimento era causar mortes simultâneas em gêmeos. Para isso, injetava clorofórmio no coração deles – o sangue coagulava e os batimentos cardíacos paravam. Aí, Mengele realizava autópsias para ver se rolava algo de diferente nos órgãos de cada cobaia. Outras vezes, tirava órgãos de crianças ainda vivas, sem anestesia, para ver se sobreviviam.

 

Outras vítimas

Embora gêmeos fossem seus objetos de estudo preferidos, Mengele também usava outras cobaias, como anões e grávidas. Para checar quanto tempo um bebê levava para morrer de fome, obrigava a mãe a cobrir os seios com fita adesiva. Com dó, algumas enfermeiras contrabandeavam medicamentos do hospital para que a mãe abreviasse a vida da criança, poupando-a do sofrimento.

 

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Siameses artificiais

Certa manhã, soldados invadiram o barracão onde os gêmeos se acomodavam e levaram dois irmãos, Tito e Nino. Um deles tinha um desvio na coluna que o deixava corcunda. Três dias depois, eles retornaram em estado lastimável. Mengele os costurou nos pulsos e nas costas, unindo órgãos tecidos – era sua tentativa de produzir irmãos siameses. Vários membros das crianças gangrenaram.

 

A reprodução dos puros

Mengele também pretendia aumentar o índice de gêmeos na população. Se eles representavam a raça considerada superior pelos nazistas, podiam povoar mais rapidamente o mundo com seres “puros”. Dessa forma, no campo de concentração, ele obrigava irmãs gêmeas a ter relações com irmãos gêmeose até casais de gêmeos a fazer sexo entre si.

 

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Um contra o outro

Às vezes, ele fazia testes só em um dos gêmeos para ver como suas reações diferiam das do outro. Por exemplo: injetava agentes causadores de tifo tuberculose e comparava a degeneração do doente em relação ao saudável. Também trocou o sexo de uma criança, só para ver se ela se comportaria de modo diferente do irmão.

 

CONSULTORIA John Horgan, professor do Stevens Institute of Techonology, de New Jersey (EUA), e colunista da Scientific American

FONTES Revistas Time, Science, American Journal of Psychiatry e New Scientist, livros Listomania, vários autores, e Dr. Josef Mengele, The Angel of Death, de Holly Cefrey, e sites LiveScience e Auschwitz.dk