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O que são mensagens subliminares?

Você já deve ter visto algum destes filmes mas não sabia das mensagens invisíveis

Borracha É qualquer tipo de estímulo captado pelo cérebro humano de modo não consciente. Em outras palavras, são mensagens que entram nas nossas cabeças sem percebermos. Alguns especialistas acreditam que subliminares não existem, mas outros garantem que estamos cercados por estímulos “fantasmas” – visuais e sonoros, principalmente.

Os exemplos mais evidentes de mensagens subliminares são frases e imagens inseridas no meio de filmes tão rapidamente que não se consegue captá-las conscientemente. Muitas vezes fica a dúvida se você viu alguma coisa ou não, mas seu cérebro certamente captou a mensagem.

O limite entre a percepção consciente e inconsciente é incerto, mesmo porque varia de pessoa para pessoa. “Eu trabalho com o limite de 1 frame (0,04 segundo), mas os ingleses aceitam até 3 frames (0,12 segundo)”, diz o publicitário Flávio Calazans, professor da Faculdade Casper Líbero e autor do livro Propaganda Subliminar Multimídia. Um caso famoso é o do publicitário Jim Vicary, que, em 1956, inseriu as mensagens “Beba Coca-Cola” e “Coma pipoca” entre as cenas de um filme, o que teria aumentado o consumo do refrigerante em 57% e o de pipoca em 18% na saída do cinema.

Especialistas consideram esses números um pouco exagerados, mas poucos negam o poder publicitário das subliminares, principalmente com produtos já conhecidos e de baixo valor. No Brasil, as leis não proíbem esse tipo de estratégia, embora o Código de Defesa do Consumidor dê espaço para processos se você se sentir enganado. Já nos Estados Unidos e na Europa, as leis são mais rigorosas.

Em 1973, por exemplo, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos tirou do ar o filme publicitário do jogo Kusher Du sob a acusação de contrariar o interesse do público ao piscar várias vezes, em frações de segundo, a expressão “Compre-o”.

Olho no lanceGalã sobrenatural

No filme Clube da Luta, o personagem vivido por Brad Pitt é um doidão que trabalha, entre outras coisas, em um cinema. Uma das suas diversões é inserir imagens pornográficas em filmes infantis. Coincidência ou não, imagens do galã piscam na tela (durante 0,04 segundo) em quatro cenas antes da sua verdadeira aparição para o espectador. No final do filme, pouco antes de entrarem os créditos, um pênis toma conta da tela inteira por 0,1 segundo – tempo demais para não ser percebido.

Escândalo na Disney

Em janeiro de 1999, os fãs dos estúdios Disney ficaram chocados com um comunicado divulgado pela empresa: todos os 3,4 milhões de fitas de Bernardo e Bianca seriam recolhidos das lojas e locadoras porque o desenho continha a imagem de uma mulher nua escondida em uma das cenas. Aos 28 minutos do filme, o casal de ratinhos passa em frente a um prédio cheio de janelas e, em uma delas, está a tal mulher peituda. A Disney classificou o caso como brincadeira de um estagiário.

Ruídos no silêncio

Não há dúvidas de que as cenas da garotinha Regan, de O Exorcista (1973), sendo possuída pelo demônio já seriam suficientes para nos roubar muitas noites de sono, mas o que você não sabe é que o filme ficou muito mais assustador graças a recursos subliminares. A trilha sonora está cheia de sons perturbadores em freqüência imperceptível. São ruídos como zunidos de abelhas e gritos de porcos durante o abate, inseridos até em cenas de silêncio total. A técnica rendeu ao filme o Oscar de Melhor Som.

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