



Meninos. Pelo menos é o que indicam as provas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos promovido a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O exame mede o nível educacional de jovens de 15 anos de idade de cerca de 60 países por meio de provas de matemática, leitura e ciências. Os resultados têm apontado maior habilidade dos meninos para matemática – embora a diferença esteja progressivamente caindo e as meninas estejam quase igualando a parada.
No Brasil, no último exame, valendo 500 pontos, os garotos fizeram em média 380, contra 361 das garotas. Elas, por sua vez, deram de lavada nos “rivais” na prova de leitura: 408 a 376.
Na tentativa de explicar a tal vantagem masculina em matemática e feminina em leitura, alguns especialistas sugerem que isso se deve a habilidades inatas – as crianças já nasceriam com facilidade para esses assuntos.
Outros afirmam que os resultados estão relacionados a fatores sócio-culturais, pois, em nações onde a diferença social entre homens e mulheres é menor, como Suécia e Finlândia, o desnível nas provas de matemática também cai. Curiosamente, nesses mesmos países, as meninas continuam sendo bem melhores nos testes de leitura.
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