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Herbert Mullin: o assassino que matava para “impedir terremotos”

Herbert Mullin sofria de esquizofrenia e passou a acreditar que apenas sacrifícios humanos seriam capazes de impedir tremores de terra na Califórnia

ILUSTRA Mateus Santolouco


1)
 Herbert Mullin nasceu em Salinas, na Califórnia (EUA), em 18 de abril de 1947 – mesma data do terremoto que, em 1906, praticamente destruiu a cidade de São Francisco. Seu pai, veterano da 2ª Guerra Mundial, tocava a casa com punho de ferro. Com isso, a relação entre eles era cheia de atritos, com o filho sempre se sentindo pressionado.

2) Em 1965, Dean Richardson, seu melhor amigo, morreu em um acidente de carro. Transtornado, Mullin construiu um santuário para o parceiro dentro do quarto e começou a apresentar os primeiros sintomas de esquizofrenia paranoide. Quatro anos depois, foi internado em um hospital psiquiátrico.

3) O rapaz foi liberado no mesmo ano e começou a experimentar drogas, como LSD e anfetaminas, graças a um conhecido de Dean, Jim Gianera. Provavelmente por causa dos entorpecentes, o quadro psiquiátrico de Mullin se agravou e ele começou a acreditar que era a única pessoa que pode evitar um novo terremoto na Califórnia.

4) Mullin passou a achar que os mortos durante a Guerra do Vietnã tinham sido um sacrifício de sangue feito pelos norte-americanos para proteger a Califórnia de novos tremores de terra. Então, ele quis se alistar para ser fuzileiro naval, mas foi rejeitado por causa de seu histórico clínico.

 

5) O assassino iniciou suas matanças em 1972, ao espancar um mendigo com um taco de beisebol. No mesmo ano, degolou e esquartejou uma garota de 24 anos, além de atacar e matar um padre (que Mullin acreditava ter se oferecido como sacrifício contra os terremotos) dentro de um confessionário.

6) Mullin fez mais dez vítimas sem um “modus operandi” aparente. Usou armas de fogo, facas e as próprias mãos, matando até uma criança de 4 anos. Entre 13 de outubro de 1972 e 13 de fevereiro de 1973, assassinou 13 pessoas. Até o amigo Jim Gianera entrou na contagem de corpos.

7) Seu último alvo foi um senhor de 72 anos que andava pela calçada. Mullin passou pelo idoso, deu a volta com a sua picape e alvejou o homem com um rifle de caça. Graças a uma testemunha que anotou a placa do carro, ele foi preso em casa, sem oferecer resistência.

 

 

QUE FIM LEVOU?

Sentenciado à prisão perpétua, teve várias apelações (baseadas em sua insanidade mental) negadas. Só pode entrar em condicional a partir de 2025.

 

FONTES Livro The Die Song: A Journey into the Mind of a Mass Murderer, de Donald T. Lunde e Jefferson Morgan, e site TRUtv