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O que foi o impressionismo?

Personagens importantes do movimento são divididos em dois grupos

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Foi uma escola de pintura que surgiu na França em meados do século 19, desenvolvendo um estilo inteiramente original. Os artistas abandonaram regras tradicionais para retratar as coisas da maneira como as viam, de acordo com suas impressões. “O impressionismo causou uma ruptura em relação à maneira de figurar a realidade tal como se estabeleceu no mundo das artes desde o início do Renascimento, no século 15″, diz a crítica de arte Magnólia Costa, do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Características marcantes das pinturas renascentistas, como a grande preocupação com perspectiva e proporcionalidade, foram abandonadas; os retratos e os motivos religiosos, até então os temas mais comuns nos quadros, deram lugar a telas que mostravam paisagens. O precursor de todas essas mudanças foi o pintor francês Claude Monet.

Sua obra Terraço, de 1866, é considerada um dos primeiros marcos do impressionismo. Mas o movimento só despertaria mesmo atenção na década seguinte, quando, em 1874, Monet e outros pintores, como Auguste Renoir, Camille Pissarro, Alfred Sisley, Edgar Degas, Paul Cézanne e Berthe Morisot, organizaram uma exposição para exibir seus trabalhos. A mostra escandalizou o grande público e a crítica especializada, que encararam os quadros com efeito borrado e formas pouco definidas como uma provocação. Entre as obras expostas, destacava-se Impressão, Nascer do Sol, de Monet. O crítico Louis Leroy se inspirou no título do quadro para afirmar, desdenhosamente, que a mostra não passava de “mero impressionismo”. Em vez de se ofenderem com o comentário, os pintores abraçaram a expressão, que acabou batizando o novo estilo. O movimento, entretanto, não teve vida muito longa.

A última exposição coletiva de pintores impressionistas aconteceu em 1886, data que marcou a dispersão do grupo e o abandono quase total dessa escola. Mas o material produzido em tão curto período acabaria se tornando um verdadeiro tesouro. Já no início do século 20, as telas impressionistas e pós-impressionistas passaram a ser as mais caras do mundo. Para se ter uma ideia, Baile no Moulin de la Galette, de Renoir, alcançou o incrível preço de US$ 78,1 milhões!

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IMPRESSIONISTAS – e obras que representam o estilo

Monet e outros pioneiros do impressionismo usavam ao máximo o efeito borrado para passar a ideia de que o momento retratado era totalmente passageiro. Os quadros acabavam transmitindo essa sensação de movimento

(Divulgação/Reprodução)

Camille Pissarro (1830-1903) – Hortas e árvores em flor, a primavera em Pontoise (1877)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Edouard Manet (1832-1883) – A roupa (1875)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação/O que foi o impressionismo?)

Edgar Degas (1834-1917) – Dançarina com buquê saudando no palco (1878)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Alfred Sisley (1839-1899) – O Sena em Suresnes (1877)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Pierre Auguste Renoir (1841-1919) – Baile no Moulin de la Galette (1876)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Berthe Morisot (1841-1895) – O Berço (1873)

PÓS-IMPRESSIONISTAS – e obras que representam o estilo

Esse grupo de pintores passou a usar formas e contornos mais visíveis. A imagem retratada não era mais passageira, por isso as telas transmitiam às pessoas um efeito mais estático em relação às obras impressionistas iniciais

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Paul Cézanne (1839-1906) – A casa do enforcado em Auvers-sur-Oise (1873)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Paul Gauguin (1848-1903) – Donde vimos? O Que somos? Para onde vamos? (1897)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Vincent Van Gogh (1853-1890) – Trigal com ciprestes (1889)

 

(Divulgação/Reprodução/Divulgação)

Georges Seurat (1859-1891) – Uma tarde de domingo na ilha de Grande-Jatte (1885)