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As maiores gafes da história

Não é só com batalhas e conquistas que são escritos os livros. Eles também estão cheios de deslizes e pataquadas, que seu professor nem pensa em te contar

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PARTE 1: TRAPALHADAS MILITARES

Se a guerra é uma arte, sempre haverá algum arteiro no meio

 

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Um estranho no ninho

O general Amadee Laharpe era um dos homens mais importantes do exército de Napoleão Bonaparte. Mas, pelo visto, não era lá muito sortudo. Na noite de 8 de maio de 1796, saiu para uma missão de reconhecimento de terreno durante a Batalha de Fombio, travada entre França e Áustria na Lombardia. Na volta, Laharpe foi confundido com um inimigo e acabou baleado por seus próprios homens.

 

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Na miúda

Durante a Batalha da Baía de Algeciras, as embarcações Real Carlos e San Hermenegildo lutavam pela Espanha, mas, na noite de 12 de julho de 1801, abriram fogo uma contra a outra. Afundaram e mataram 1.700 pessoas. A origem da “briga”? Minutos antes, no meio da escuridão, um navio britânico passou silenciosamente entre ambas, abriu fogo dos dois lados e foi embora.

 

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Vamos invadir sua praia

Em 2002, uma unidade da marinha britânica recebeu a ordem de desembarcar nas praias da ilha de Gibraltar. Só que o tempo estava fechado e os militares invadiram a Espanha por engano. Eles aterrorizaram os pescadores locais ao descer de helicópteros carregando morteiros e rifles de assalto. Ao perceberem o erro, os soldados pediram desculpas e se retiraram correndo.

 

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Todo mundo pra dentro

Um dos mais importantes líderes de Atenas, Péricles cometeu um erro de avaliação grosseiro durante a Guerra do Peloponeso, em 429 a.C. Mandou suas tropas recuarem para dentro da cidade, certo de que os muros os protegeriam. Até protegeram. Mas o exército de Esparta só precisou fazer um cerco e esperar a população morrer, de fome ou doença, meses depois.

 

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Dando bandeira

No dia 14 de abril de 1471, na Inglaterra, durante a Batalha de Barnet, um grupo de soldados comandado pelo nobre John de Vere avançou contra as linhas inimigas com estandartes – que, por coincidência, tinham gravuras muito parecidas com os símbolos dos adversários. Os homens de Vere acabaram massacrados pelas flechas de seus próprios arqueiros.

 

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Erro crasso

Em 53 a.C., o general romano Marco Licínio Crasso tentou invadir o império Parto, no atual Irã. Lançou 50 mil soldados por um vale estreito, acreditando que os inimigos já não tinham mais flechas capazes de atravessar escudos e armaduras. As flechas não estavam nem perto de acabar, e 30 mil militares morreram – uma das maiores derrotas do Império Romano.
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PARTE 2: OS GRANDES TAMBÉM ERRAM

Rainhas, presidentes e faraós também já derraparam feio para o mundo inteiro ver

 

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Atraso histórico

A gafe do primeiro presidente norte-americano George Washington demorou 200 anos para ser notada: ele nunca devolveu um livro que emprestou da primeira biblioteca da capital. A obra foi considerada desaparecida em 1792, mas, em 2010, os gestores dos arquivos do político, constrangidos, a devolveram. Os US$ 300 mil de multa pelos 221 anos de atraso não foram cobrados.

 

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Joga na cara

Em 1946, Winston Churchill, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, deixava a Câmara dos Comuns, em Londres, quando encontrou uma congressista, Bessie Braddock. “Winston, você está bêbado”, ela disse. Ao que Churchill, um notório consumidor de uísque, conhaque e champanhe, respondeu: “Madame, a senhora é feia. Pelo menos, amanhã, eu estarei sóbrio”.

 

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Orelhas vermelhas

Numa entrevista à revista Time em 1964, o ex-presidente dos EUA Lyndon Johnson agarrou um de seus cachorros pelas orelhas e começou a arrastá-lo pelo jardim da Casa Branca. “Faz bem para ele”, disse, enquanto era fotografado maltratando o beagle Him. Diante das milhares de cartas de cidadãos revoltados, Johnson gravou um depoimento em áudio sobre seu amor por bichos.

 

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Rádio gaga

Em 11 de agosto de 1984, o presidente dos EUA, Ronald Reagan, se preparava para seu pronunciamento por rádio quando testou o microfone com uma brincadeira: “Assinei o decreto que vai varrer a Rússia do mapa. Vamos começar o bombardeio em cinco minutos”. O áudio não foi gravado, mas a frase vazou e o governo de Moscou se posicionou em alerta – e assim ficou por dias.

 

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Conversa fora de hora

Durante um encontro do G-8 em 2006, o ex-presidente dos EUA George W. Bush batia um papo com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, sem perceber um microfone ligado. “O que eles [ONU] precisam é fazer a Síria obrigar o Hezbollah [grupo paramilitar islâmico] a parar de fazer essa merda”, afirmou. Apesar da gafe, ninguém exigiu um pedido de desculpas.

 

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Tira a mão!

Ninguém pode tocar a rainha ou o rei da Inglaterra, a não ser em um aperto de mão, devido a uma antiga crença de que o líder, como chefe da religião anglicana, tem poderes especiais de cura. Em 1992, o então primeiro-ministro australiano Paul Keating colocou seu braço nas costas da rainha, o que chamou a atenção dos tabloides. Ele teve que se desculpar publicamente.

 

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Deuses na sarjeta

Ao chegar ao poder no século 14 a.C., o faraó Akhenaton trocou o politeísmo (adoração a vários deuses) pelo monoteísmo (um deus só). Mas o líder egípcio cometeu um erro: mandou jogar as estátuas das divindades no meio da rua. O povo, que antes parecia disposto a aceitar a mudança, achou que o faraó tinha ido longe demais. Assim que ele morreu, o politeísmo voltou.

 

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Coma ou seja comido

O imperador romano Heliogábalo ficou famoso pelos jantares tensos que oferecia: eram servidos cérebros de flamingo, pele de camelo frita e cabeças de papagaios, entre outras delícias. Em um deles, no ano 221, os convidados preferiram não tocar na comida. Irritado, o imperador mandou soltar dezenas de leões e leopardos no salão. Dezenas morreram tentando fugir.

 

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PARTE 3: GRANDES BURRADAS

Realizações nada ilustres de mentes nada brilhantes

 

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Como queimar seu filme

O renomado fotógrafo Robert Capa acompanhou o desembarque dos aliados no Dia D (6 de junho de 1944) durante a Segunda Guerra Mundial. Colocando sua vida em risco, conseguiu tirar 106 fotos. Mas só 11 imagens borradas sobreviveram. O motivo: um técnico do laboratório que recebeu os filmes ficou ansioso para ver as imagens, acelerou a revelação e estragou o material.

 

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Quem quer queijo?

Em 1835, o fazendeiro Thomas S. Meacham mandou ao presidente dos EUA, Andrew Jackson, um presente inusitado: uma peça de cheddar com mais de 600 kg. Todos na Casa Branca tiveram que comer o queijo por dois anos e as visitas ainda levavam grandes pedaços para casa. Para se livrar do presente, Jackson teve que fazer uma festa regada a queijo para 10 mil pessoas.

 

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A falta que faz um GPS

Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro do Império Austro-Húngaro, visitava Sarajevo quando seu motorista se confundiu e foi parar na rua errada. Enquanto manobrava lentamente na marcha a ré, um nacionalista sérvio atirou em Ferdinand e o matou. Esse assassinato, causado pela trapalhada do motorista, levou à 1a Guerra Mundial.

 

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Deus mandou trair

A mais importante tradução da Bíblia para o inglês em todos os tempos foi lançada em 1611. Houve diversas reimpressões e uma delas, de 1631, veio cheia de erros. O mais grave: nos Dez Mandamentos, o texto dizia “Cometerás adultério” em vez de recomendar o contrário. Os editores tiveram que recolher os exemplares às pressas e queimá-los. Apenas 11 ainda existem.

 

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Socorro incendiário

Em outubro de 2003, um caçador perdido em um bosque de San Diego, na Califórnia, resolveu usar um sinalizador para buscar ajuda. Errou o tiro e atingiu um grande aglomerado de árvores. Começava assim, no dia 25, o maior incêndio da história do estado. Ao longo de cinco dias, ele causou 14 mortes e destruiu mais de 3.600 casas, um prejuízo estimado em US$ 1,5 bilhão.

 

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PARTE 4: FALARAM MAIS DO QUE DEVIAM

Quem tem boca vai a Roma? Só se não abri-la para falar abobrinha como esta turma

 

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Nada a esconder

Em 1987, o senador norte-americano Gary Hart tentava se candidatar à presidência, mas tinha que lidar com os boatos a respeito de casos extraconjugais. Em maio, desafiou os jornalistas a investigar sua vida: “Me sigam à vontade”. Eles cumpriram a ordem e a revista National Enquirer publicou uma foto de Hart em um iate com uma modelo no colo. O falastrão desistiu da pré-candidatura.

 

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Olhos de águia

Sarah Palin, candidata a vice-presidente dos EUA em 2008 e governadora do Alasca, deu uma entrevista à TV em que falou da Rússia e dos perigos que o país representava. E se justificou dizendo que conhece muito bem a nação: “São nossos vizinhos, para ver a Rússia daqui do Alasca”. Os pontos mais próximos dos dois lugares estão a mais de 100 km de distância.

 

 

PARTE 5: ENTROU POR UM OUVIDO…

Estas falhas de comunicação custaram caro a muita gente

 

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Um erro, duas medidas

A sonda espacial Mars Climate Orbiter era uma das maiores conquistas daNasa, mas, em 23 de setembro de 1999, ela desapareceu no espaço. A causa do problema foi uma trapalhada dos engenheiros: parte deles fez seus cálculos usando um padrão métrico diferente dos demais. O erro custou US$ 125 milhões à Nasa, que nunca recuperou o equipamento.

 

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Revolução na lixeira

Em 1832, o filósofo escocês Thomas Carlyle enviou os originais da obra A Revolução Francesa para o amigo e escritor John Stuart Mill ler e dar sua opinião. Mill pediu à governanta da casa que limpasse sua mesa de trabalho. Ela entendeu errado, achou que tinha que jogar tudo fora e lançou o manuscrito no lixo. Carlyle teve que reescrever toda a obra e o livro só saiu em 1837.

 

FONTES Livros 100 Mistakes that Changed History, de Bill Fawcett, Life of Andrew Jackson, de James Parton, The Queen: A Biography of Elizabeth II, de Ben Pimlott