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Como era uma expedição dos bandeirantes?

Patrocinados por fazendeiros ou comerciantes, os bandeirantes partiam para descobrir novas terras, arranjar escravos e descobrir depósitos minerais

Eram viagens arriscadas, e muitas vezes sangrentas, organizadas para explorar o território brasileiro à procura de riquezas minerais, novas terras e escravos. As grandes expedições começaram em 1554, tendo como principal ponto de partida a vila de São Paulo de Piratininga, a atual cidade de São Paulo. A princípio essas viagens eram chamadas de entradas e contavam com financiamento e apoio do governo colonial. Já as bandeiras eram empreendimentos particulares, financiados por fazendeiros ou comerciantes que esperavam lucrar com os resultados da empreitada. Os motivos que moviam os bandeirantes eram três. Primeiro, a riqueza: comerciantes endinheirados organizavam bandeiras para descobrir novas minas e depósitos de ouro, prata e pedras como a esmeralda. Em segundo, a propriedade: fazendeiros financiadores usavam as expedições para ampliar suas terras, aumentando o território para cultivo ou criação de gado. Por fim, a mão de obra: muitas viagens tinham como objetivo recapturar escravos fugitivos ou então encontrar índios que pudessem ser escravizados.

Vale-tudo colonial

Índios foram as principais vítimas das expedições

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

TROPA SEM ELITE
As expedições tinham umas 50 pessoas e contavam tanto com homens livres – por exemplo mateiros que conheciam a região a ser explorada – como com escravos negros e índios. Os escravos ficavam com o trabalho duro, como arrastar as canoas fora dos rios

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

ARTILHARIA
No arsenal dos bandeirantes, a arma principal era o arcabuz, uma espingarda carregada pela boca e que disparava pequenas bolas de ferro ou até mesmo pedregulhos recolhidos pelo caminho. Os homens tinham ainda pistolas, facões, machados e foices

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

CARDÁPIO LIMITADO
Para comer, os homens caçavam, pescavam e coletavam frutas. Outro item básico era a farinha-de-guerra, feita de mandioca cozida. A comida era preparada em fogueiras, onde os homens se reuniam para comer duas vezes por dia

Veja também

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

SIGAM O LÍDER!
Conhecido como “capitão”, o líder do grupo recrutava os integrantes e mantinha a disciplina dos homens. Em geral, usava um colete sem mangas feito de couro acolchoado – chamado de estupil – que protegia as costas e o peito de flechas lançadas por índios

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

DUAS CARAS
Pelo caminho, os bandeirantes encontravam aldeias indígenas. Os desbravadores, heróis para muita gente, não faziam questão de ser simpáticos: aprisionavam e escravizavam índios, que ainda eram obrigados a revelar os locais de minas de metais preciosos

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

GOLPE DO BAÚ
Baús de madeira serviam para levar a bagagem e também para erguer o acampamento. Cabanas eram improvisadas usando os baús como “paredes”. Os bandeirantes também podiam agrupar os baús em círculo, dormindo no interior dele

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

SE A CANOA NÃO VIRAR…
Burros com cangas – armações onde eram presos os baús – ajudavam a levar as cargas. Mas o principal meio de transporte eram as canoas. Com fundo chato, elas podiam navegar por rios de pouca profundidade e eram tão largas que acomodavam até os animais de carga

De norte a sul

Rotas dos bandeirantes foram do Pará ao Uruguai

Seguindo o curso dos grandes rios, as bandeiras costumavam iniciar suas viagens percorrendo o rio Tietê, no estado de São Paulo. Rumo ao sul, algumas chegaram até o Uruguai. Na direção norte, bandeirantes alcançaram até o atual estado do Pará.

(Renato Guedes/Mundo Estranho)

1) Fernão Dias Pais (cerca de 1608-1681)
2) Raposo Tavares (1598-1658)
3) Manuel de Borba Gato (1649-1718)
4) Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera (1672-1740)