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Como funcionam as forquilhas para achar água?

Na teoria, a técnica é bem simples. Basta segurar a forquilha, de madeira ou de outro material, com as palmas da mão para cima, fazendo uma pequena pressão para entortar as extremidades para fora. Quando a ponta da vareta se mexer é porque você está passando por cima de água subterrânea. Bem, pelo menos é nisso que acreditam o adeptos da chamada radiestesia, palavra que significa "sensibilidade às radiações" em sua origem grega. "Isso funciona porque todas as pessoas têm a capacidade de perceber, inconscientemente, as radiações do ambiente, como as que são produzidas pela água em movimento. Elas geram impulsos musculares que acabam se refletindo na forquilha", afirma Sérgio Areia, presidente da Associação Brasileira de Radiestesia (Abrad).

O problema é que a ciência até hoje não conseguiu comprovar se essa técnica realmente funciona. Mesmo assim, quem bota fé no método acha que as pessoas podem aperfeiçoar sua sensibilidade natural a ponto de fazerem descobertas cada vez mais precisas. Seria possível, por exemplo, estabelecer a profundidade do lençol freático a partir do número de vezes que a forquilha se mexe. Os céticos duvidam. "Como não é difícil encontrar água a profundidades de até 200 metros, fica parecendo que o método funciona. Mas já fizemos vários experimentos e a forquilha nunca deu resultado", diz o engenheiro Daniel Sottomaior, da USP. Também vale lembrar que, até agora, ninguém conseguiu medir o campo magnético que emana da água em movimento, nem demonstrar que a sensibilidade humana para essa radiação realmente existe.

Energia misteriosa Objeto indicaria o campo magnético de lençóis freáticos, o que a ciência não consegue comprovar

1. Os adeptos da radiestesia, ciência oculta que investiga a suposta sensibilidade humana às radiações, dizem que a água em movimento, é capaz de formar um campo eletromagnético. Ele seria tão fraco que é impossível medi-lo por aparelhos convencionais. Mas pode ser percebido com a ajuda da forquilha

2. Supostamente, todos nós temos uma capacidade inconsciente de perceber fontes de energia radioativa e de detectar campos eletromagnéticos ocultos. Essa energia seria captada por biossensores, ainda não identificados no organismo, que em tese transmitiriam a informação para os músculos do corpo

3. Os músculos passariam a fazer movimentos imperceptíveis a olho nu. A vareta tornaria essas microvibrações visíveis, indicando a localização de um lençol freático subterrâneo. Segundo os defensores da técnica, quem manipula a forquilha é capaz de associar esse movimento com a presença de água com 100% de acerto após algum tempo de prática

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