Mundo Estranho

Em qual esporte as bolas atingem as maiores velocidades?

por Rodrigo Ratier | Edição 20

Saretta, essa quase ninguém vai acertar, porque o esporte de bola mais rápido que existe é praticamente desconhecido aqui no Brasil. Estamos falando da pelota basca, um jogo que surgiu na Europa, durante a Idade Média, e ganhou fama na Espanha e na França. Por lá, a pelota é quase tão popular quanto o futebol! Entre as 14 modalidades do esporte, a mais veloz é a jai-alai, jogada com uma espécie de cesta para arremessar a bola contra uma parede. Durante a partida, a bolinha de 125 gramas pode atingir velocidades superiores a 300 km/h - o recorde, medido com um radar em um jogo de 1979, é de 302 km/h, segundo o Guinness, o "livro dos recordes". Já o tênis, Saretta, esporte em que você é o número 2 do Brasil no ranking mundial, atrás apenas do Guga, abocanha a medalha de bronze entre os esportes ligeirinhos, logo atrás do golfe.

Por enquanto, dois tenistas dividem o título de mais velozes: o britânico Greg Rusedski, cujo saque chegou a impressionantes 239,7 km/h em 1998, e o americano Andy Roddick, que cravou exatamente a mesma marca neste ano. Os jogos de raquete, aliás, emplacaram mais duas modalidades entre as dez mais rápidas: o squash, cujas bolinhas viajam a mais de 200 km/h, e o tênis de mesa, com rebatidas de até 160 km/h. Entre os esportes em que a bola é impulsionada só pelas mãos ou pelos pés, um dos mais ligeiros é o vôlei, em que saques e cortadas ultrapassam 130 km/h. O futebol é o último do nosso Top 10, mas isso não significa que o esporte seja lento. Pelo contrário: as bombas de até 115 km/h dos chutadores mais potentes do mundo podem machucar de verdade.

Foi o que aconteceu no jogo entre Brasil e Escócia na Copa do Mundo de 1990, quando o lateral brasileiro Branco disparou um petardo em uma cobrança de falta. A pancada atingiu em cheio a cabeça do zagueiro adversário Murdo McLeod, que desmaiou com o impacto e teve de ser substituído. Entretanto, nem sempre a velocidade é o fator mais importante para garantir um grande lance. Em esportes como o tênis de mesa, precisão no ataque e mudanças inesperadas na trajetória da bolinha podem fazer a diferença. A dica é do supercampeão Hugo Hoyama, um dos maiores medalhistas brasileiros na história dos Jogos Pan-americanos - ao todo, o craque das mini-raquetes conquistou 12 medalhas, sendo oito de ouro. "Muitas vezes, é melhor aprender a rotacionar a raquete ou a posicioná-la no ângulo certo para dar mais efeito à bolinha. A jogada pode não ser tão rápida, mas fica mais difícil de defender", diz o mesa-tenista.

Ranking das apressadinhas Em pelo menos dez modalidades, a rapidez dos lances ultrapassa 100 km/h

PELOTA BASCA - 302 km/h*

Na modalidade mais rápida do esporte, conhecida como, cada jogador carrega uma cesta em forma de trilho. Dentro dela, a bola caminha e ganha velocidade até ser impulsionada contra uma parede. Como as bolinhas podem rasgar o ar a mais de 300 km/h, a segurança é um requisito básico. Para se protegerem, os atletas usam capacetes e óculos especiais e a quadra é isolada com grades ou vidro sintético

* Recordes homologados por medições oficiais. Os outros valores são médias entre os lançamentos mais velozes de cada esporte

** Velocidade na rebatida. Durante o arremesso, a bola atinge 160 km/h

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