Mundo Estranho

Se tanto o Pateta quanto o Pluto são cachorros, por que só o primeiro fala?

por Marina Motomura | Edição 16

Porque no mundo de fantasia criado por Walt Disney os personagens principais - como Mickey, Donald e Pateta - são animais que se comportam como seres humanos. Por isso, esses protagonistas podem falar, usar roupas, dirigir carros e até ter animais de estimação (é só lembrar que o Pluto é o cachorro do Mickey, um rato). Nas histórias em quadrinhos, essa semelhança entre homens e animais gerou algumas situações inusitadas. "O Mickey, por exemplo, já apareceu caçando patos mesmo sendo amigo do Donald. E o Horácio, que é um cavalo com hábitos humanos, participou de uma trama montando a cavalo. Nos desenhos animados, esse tipo de personagem representa uma caricatura do ser humano, um meio-termo entre o homem e o animal", afirma o jornalista Roberto Elísio dos Santos, professor do Centro Universitário Municipal de São Caetano do Sul (SP). Mas os astros da Disney não abriram a galeria de animais falantes.

Os primeiros tagarelas do mundo animal apareceram em várias fábulas do século 6 a.C. Em forma de quadrinhos, eles surgiram em 1895, com as histórias do Pequeno Urso, personagem criado pelo americano James Swinnerton. O desajeitado Pateta estreou em um desenho animado de 1932, Mickey’s Revue, fazendo companhia a Mickey e Donald. Nessa época, ele ainda se chamava Dippy Dawg. O batismo atual só aconteceu em 1934, quando ele passou a atender pelo nome de Goofy, em inglês. Mesmo contando com a aprovação imediata do público, o divertido personagem só chegou ao estrelato com seu primeiro longa-metragem nos cinemas, Goofy and Wilbur, de 1939. Já Pluto era apenas um cachorro sem nome em The Chain Gang, seu desenho de estréia, de 1930. Apesar do início discreto, a fama veio ainda no mesmo ano, quando o cãozinho foi adotado pela Minnie e logo depois tornou-se o inseparável companheiro de Mickey.

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