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O que é distúrbio bipolar?

O distúrbio era relacionado à família da depressão e quem sofria dele era diagnosticado como maníaco-depressivo

Bipolar Bipolar

É uma condição com sintomas de mania e depressão, muitas vezes em uma mesma janela de tempo. Mania e depressão são opostas: a primeira é um período de humor continuamente elevado, expansivo ou irritadiço, com alta energia. A segunda tem humor e energia abaixo do normal. O distúrbio era relacionado à família da depressão e quem sofria dele era diagnosticado como maníaco-depressivo. Hoje, ele é visto como uma ponte entre a depressão e a esquizofrenia e é considerado uma classe própria de distúrbio.

SÉRIE DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS

1 – O que é TOC?

2 – O que é esquizofrenia?

3 – O que é distúrbio bipolar?

4 – O que é distúrbio de déficit de atenção?

5 – O que é psicopatia?

NOTÁVEIS BIPOLARES

Incluindo um gênio e um tirano

Ernest Hemingway

Em seus momentos de mania, o autor americano escrevia textos inteiros em pé, de madrugada. Em 1960, foi diagnosticado maníaco-depressivo

Carrie Fisher

A princesa Leia de Star Wars teve um episódio de mania em 2013 em que cortou o cabelo sozinha, fez uma tatuagem e tentou se converter ao judaísmo

Adolf Hitler

Segundo especialistas, ele era bipolar. O Putsch da Cervejaria, tentativa de golpe político, seria decorrência de um episódio de mania de Hitler

Catherine Zeta-Jones

Os episódios de bipolaridade da atriz pioraram quando ela soube que o marido, Michael Douglas, tinha câncer na garganta

MUITA ENERGIA

No distúrbio bipolar, o estágio da depressão ocorre no máximo duas semanas após a mania, que tem dois níveis: hipomania e mania

Sintomas

– Autoestima inflada

– Pouco sono

– Muito falante

– Percepção de que as ideias correm muito e não têm foco

– Prestar muita atenção em detalhes irrelevantes

– Aumento de atividades com meta (sexo, trabalho, estudo etc.) ou sem meta

Consumismo, desinibição sexual, investimentos furados e outras atividades de risco

Mania

Nível intenso dos sintomas acima

E mais:

– Severo o suficiente para impedir o funcionamento normal na sociedade, gerar perigo ao paciente ou a pessoas a seu redor e necessitar internação

– Persistência dos sintomas: sete dias

Hipomania

Nível brando dos sintomas acima

E mais:

– Não é severo

– Mudança de comportamento clara e perceptível

– Persistência dos sintomas: quatro dias

ENERGIA DE MENOS

No estágio de depressão, há uma mudança notável no comportamento da pessoa. Cinco destes sintomas devem aparecer:

1. OBRIGATÓRIO Humor depressivo na maior parte do dia

2. OBRIGATÓRIO Interesse diminuído em obter prazer

3. Perda de apetite

4. Falta ou excesso de sono

5. Excesso de gestos involuntários ou retardação de atividade física e mental

6. Fadiga ou falta de energia

7. Sentimentos de culpa, depreciação, inapropriação

8. Dificuldade de concentração

9. Pensamentos recorrentes sobre morte

E mais:

– A depressão é severa o suficiente para impedir o funcionamento normal na sociedade

MANIA (IN)COMPLETA

As diferenças entre os dois principais tipos

O distúrbio bipolar de tipo 1 foca em episódios intensos de mania, que podem ou não ser acompanhados por episódios depressivos. A regra é: se fica claro que o episódio é de mania completa, o diagnóstico é bipolar de tipo 1. Já o distúrbio bipolar de tipo 2 apresenta uma mania mais branda (hipomania) e, obrigatoriamente, um episódio depressivo. Se a pessoa tem hipomania, mas não tem depressão, o diagnóstico não é bipolar

O QUE CAUSA DISTÚRBIO BIPOLAR?

Fatores genéticos e ambientais colaboram

Os dois tipos do distúrbio têm influência genética. Parentes de pessoas diagnosticadas têm em média dez vezes mais chances de desenvolvê-lo, e há evidências de que esquizofrenia e distúrbio bipolar compartilhem a mesma origem genética. A bipolaridade é mais comum em países desenvolvidos (1,4% da população) do que em subdesenvolvidos (0,7%) e também entre aqueles divorciados e enviuvados

Fontes: Student Companion to Ernest Hemingway, de Liza Tyler; Manic-Depression and Creativity, de Julian Lieb e D. Jablow Hershman

Consultoria: Leda Arruda Chaves, psicóloga graduada pela PUC-SP