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Como foi o caso de espionagem industrial entre Microsoft eOracle?

A Oracle revirou o lixo da Microsoft. Mas não é tão simples identificar mocinhos e bandidos neste caso de espionagem industrial

Espionagem entre marcas

ILUSTRA Victor Beuren

 

ESTA MATÉRIA INTEGRA A REPORTAGEM DE CAPA ESPIONAGEM INDUSTRIAL. CONFIRA AS OUTRAS PARTES:

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1) Em 2000, a empresa de software Oracle admitiu publicamente que contratou detetives e subornou funcionários de limpeza para revirar o lixo da Microsoft. O objetivo era “nobre”: achar indícios de acordos ilegais com o Congresso dos EUA, que asseguravam um monopólio à empresa de Bill Gates. Os produtos Windows eram usados em cerca de 90% de todos os PCs.

2) Naquela época, o patrimônio da Microsoft crescia ao ritmo de US$ 35 mil por minuto! Mas a Oracle tinha razão para suspeitar: igualmente impressionantes eram as despesas da empresa com política. Nos últimos dois anos da presidência de Bill Clinton, a Microsoft havia gasto US$ 4,6 milhões com doações para campanhas e US$ 12 milhões com lobistas.

 

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3) O tiro da Oracle, porém, saiu pela culatra. Desde o início do escândalo, o presidente da companhia, Raymond Lane, se posicionou contra a decisão de espionar a Microsoft. Mas, no auge da crise, preferiu se desligar da empresa. Com a notícia, a Oracle viu sua credibilidade ameaçada e suas ações despencaram. Mas Bill Gates não riu por último nessa história…

4) Em apoio à Oracle, outras empresas de informática passaram a denunciar a dona do Windows, que foi condenada pela Justiça por violar a lei antimonopólio, em vigor nos EUA há 110 anos. Para não ver sua empresa repartida, Gates se viu obrigado a liberar parte do código-fonte de alguns de seus programas e permitir que as rivais criassem softwares tão bons quanto os seus.

 

CONSULTORIA Eugênio Moretzsohn, ex-integrante da Inteligência das Forças Armadas, palestrante e consultor de práticas de segurança para empresas, e Instituto Euvaldo Lodi: Gerência Executiva de Competitividade Empresarial

FONTES Livros A Elite do Crime, de James William Coleman, The Spycraft Manual, Barry Davies, Sticky Fingers: Gerenciamento de Risco Global, de Steven Fink; sites G1, UOL, Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo,The New York Times, The Huffington Post, BBC, Daily Mail, The Guardian,FBI, TV Globo, Record; revistas EXAME, VEJA e Época Negócios