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10 séries incríveis que foram recusadas por vários canais

Verdadeiros marcos da televisão, estes seriados quase não foram ao ar - porque os executivos de diversos canais não enxergaram seu potencial

Stranger Things

A série de 2016, que combina nostalgia dos anos 1980 e terror, faz sucesso em todo o mundo. Mas não foi fácil chegar ao topo. Antes de ser acolhida pelo Netflix, foi rejeitada mais de 15 vezes por várias emissoras tradicionais de TV. A justificativa dada pelas empresas era quase sempre a mesma: uma série para adultos protagonizada por crianças jamais daria certo. O palpite estava equivocado. Stranger Things já tem uma segunda temporada confirmada, a ser lançada no final de outubro, e ultrapassou Game of Thrones em popularidade ao longo de 2016.

 

(Divulgação/Reprodução/Mundo Estranho)

The Big Bang Theory

Quando o piloto foi exibido para os executivos da rede de TV CBS em 2007, eles simplesmente odiaram. Para ser bancada pelo canal, foram cortadas as atrizes Amanda Walsh e Iris Bahr, colegas de Leonard e Sheldon. Só então foram contratados Simon Helberg (Howard), Kunal Nayyar (Raj) e Kaley Cuoco (Penny). Sheldon tornou-se mais assexuado e a música de abertura foi trocada. Hoje a série está na 10ª temporada e tem os atores mais bem pagos da TV.

 

 

(Divulgação/Reprodução/Mundo Estranho)

Arrested Development

A série, no ar pela Fox de 2003 a 2006, ficou conhecida pela maneira humorística de retratar e criticar o estilo de vida da sociedade americana. A quarta temporada, lançada pelo Netflix, veio depois de sete anos engavetada e enfrentou vários desafios de produção – eles quase não conseguiram recontratar o elenco original. Inicialmente foram encomendados dez episódios que encerrariam a série. No início de 2013, o Netflix elevou o número de episódios para quatorze, chegando a quinze pouco antes da estreia. O protagonista Jason Bateman deu a entender, recentemente, que haverá mais uma temporada.

 

 

Community

Após cinco anos no ar, um pedido de cancelamento deu fim à comédia produzida desde 2009 pela rede de TV NBC, deixando os fãs inconformados. Foi então que o serviço de streaming Yahoo! Screen acolheu a produção para seu acervo. Os novos produtores não só preservaram o elenco original da franquia como também o tempo de exibição dos episódios, que sempre foi de meia hora. Uma última temporada foi ao ar em 2015, dando ao público um digno episódio de despedida. Para os analistas, a série foi ótima para o Yahoo! testar suas novas plataformas.

 

(Divulgação/reprodução/Mundo Estranho)

Sin City Saints

A série, apesar da trama divertida, foi uma das produções originais da emissora NBC a ser cancelada por rupturas no elenco e intrigas entre os roteiristas e diretores. Retomada pelo Yahoo! em 2015, enfrentou inúmeros desafios de desenvolvimento que prejudicaram não só a recuperação de sua audiência, como geraram um rombo de US$ 42 milhões para o setor de vídeos da empresa. De acordo com usuários do site IMDB.com, que avaliaram a versão do Yahoo! com 6 estrelas, faltou à série apenas uma boa divulgação.

 

(Divulgação/Reprodução/Mundo Estranho)

Agente 86

Esse seriado dos anos 1960 reinventou o jeito de fazer comédia televisiva nos EUA. Porém, quando estava perto de estrear, foi barrado pela rede de TV ABC, que rejeitou o roteiro por achá-lo sem graça e antiamericano. Assumida pela concorrente NBC, a série foi ao ar em 1965 e fez tanto sucesso que foi reprisada até 1980. Ainda muito querida por fãs saudosistas, ganhou um filme com Steve Carrell e Anne Hathaway em 2008.

 

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Black Mirror

Lançada em 2011 pela emissora Channel 4, essa série britânica teve duas temporadas produzidas (com apenas três episódios cada) e mais um especial de Natal, exibido no final de 2014. Ambientada em um futuro próximo, explora os males da tecnologia de uma maneira muito perspicaz, mas foi cancelada por falta de patrocínio. Descoberta, outra vez, pelo Netflix, foi relançada mundialmente este ano e com orçamento maior. Viralizou de tal maneira que a frase “Isso é muito Black Mirror” virou meme nas redes sociais.

 

(Divulgação/Reprodução/Mundo Estranho)

Unbreakable Kimmy Schmidt

Bastou um único “não” para que a comédia produzida por Tina Fey fosse rejeitada. Pouco antes de estrear, a rede de TV NBC alegou que a produção não se encaixava muito bem em sua grade. O jogo virou quando um executivo do Netflix assistiu cada um dos episódios de 30 minutos e decidiu levar a sitcom para o serviço de streaming. Com a mudança, até cenas censuradas pela NBC foram resgatadas. Hoje já são duas temporadas. A terceira estreia agora, em 19/5.

 

(Divulgação/Reprodução/Mundo Estranho)

Buffy: a Caça-Vampiros

A ideia de colocar uma mulher no papel principal de um seriado não agradou os executivos das principais emissoras dos EUA. Após vários “nãos”, Buffy foi acolhida pela WB – uma rede de TV recém-criada que estava disposta a se arriscar. E a aposta valeu a pena: a série estreou em 1997 com a maior audiência das segundas-feiras e conquistou vários anunciantes para o canal.

 

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(Divulgação/Reprodução/Mundo Estranho)

The Walking Dead

Quem vê o sucesso da série de zumbis, já em sua sétima temporada, não imagina que ela foi rejeitada por várias emissoras, incluindo as gigantes NBC e HBO. As redes de televisão por assinatura acharam o enredo violento demais – e seriados de terror não davam certo há muito tempo. A única a aprovar o projeto foi a AMC. Somente os desfechos da 2a e da 1a temporadas renderam ao canal US$ 9 milhões e US$ 6 milhões, respectivamente.

 

FONTES Livro Cult Telefantasy Series, de Shue Shorts; sites IMDb e Huffington Post, e revistas Rolling Stone e Vanity Fair