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O que são desertos verdes?

Essas grandes áreas com um único tipo de vegetação cultivada pelo homem parecem "cheia de vida", mas não servem de suporte para a fauna e deterioram o solo

São grandes áreas cobertas por vegetação introduzida artificialmente pelo homem, seja por reflorestamentos com espécies não nativas, seja por plantações em larga escala.

Os exemplos mais típicos de desertos verdes, de acordo com os ambientalistas, são as florestas plantadas pelas indústrias de papel e celulose (com eucaliptos e pínus) e as extensas lavouras de cana e soja.

Não há uma extensão mínima para determinar um deserto verde, mas o que os ambientalistas defendem é que essas monoculturas deterioram o solo. Além do mais, esses ecossistemas não seriam capazes de sustentar uma comunidade de animais e outras formas de vida.

 

 

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Nas plantações em larga escala, como as de cana e soja, é comum serem utilizadas técnicas intensivas de manejo, como agroquímicos, que são capazes de esterilizar o solo e impedir a colonização por outras plantas e animais. Mesmo assim, esses desertos ainda podem funcionar como corredores entre florestas, permitindo o intercâmbio das espécies que nelas vivem.

Os desertos de pínus e eucaliptos, criados, principalmente, pela indústria de papel e celulose, possuem um ciclo de vida extenso. Depois de plantados, têm de sete a 20 anos de vida até serem cortados, o que, de acordo com Vera Lex Engel, professora do Departamento de Recursos Naturais da Unesp, é tempo suficiente para a regeneração de espécies nativas e até a colonização por animais.

CONSULTORIA Vera Lex Engel, professora do Departamento de Recursos Naturais da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu)

 

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