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Extraordinário consegue levar essência do livro para a telona

 (Divulgação/Lionsgate)

Extraordinário, adaptação cinematográfica do bestseller escrito por R.J. Palacio, chegou aos cinemas no dia 7 de dezembro e promete conquistar os fãs do livro.

O filme conta a história de August Pullman (Jacob Tremblay), um menino que nasceu com uma deformidade facial e teve que passar por múltiplas cirurgias, impedindo-o de começar a escola no tempo normal. Quando completa dez anos de idade, seus pais decidem que é a melhor hora de colocá-lo para estudar em Beecher Prep, mas, mesmo disposto a este desafio, ele tem muita dificuldade em ser aceito pelos demais colegas de classe devido à sua aparência.

Assim como o livro, o longa-metragem expõe a discriminação que muitas vezes uma criança deficiente vem a sofrer durante o seu desenvolvimento, tanto dentro das instituições de ensino quanto nos mais variados espaços sociais.

Entretanto, O Extraordinário não cai no clichê dos filmes hollywoodianos que tendem a enfatizar apenas o viés problemático da situação. As complicações que August enfrenta ao longo da trama não são postas em segundo plano em momento algum, mas o objetivo da narrativa é evidenciar a empatia que surge a partir de uma dificuldade, e não a dificuldade em si.

Logo, o mais importante é a relação acolhedora que ele encontra dentro de sua família, a dedicação do corpo estudantil em recebê-lo e o apoio de alguns alunos que decidem ignorar o padrão social e estender a mão para um colega um pouco diferente. Portanto, qualquer criança de dez anos conseguiria se identificar com a trajetória do protagonista.

Assim, a mensagem de solidariedade que R.J. Palacio transmitiu para os seus leitores é impecavelmente bem representada por meio da direção de Stephen Chbosky na sua transformação para o audiovisual. E não foi apenas a essência da história original que foi bem adaptada, mas o livro como um todo. O roteiro de Chbosky, Steven Conrad e Jack Thorne conseguiu contemplar e explorar amplamente os acontecimentos principais, além de reproduzir a linguagem simplista e a troca constante de narradores, mostrando os diferentes pontos de vista dos personagens, como Palacio fez em sua obra.

 (Divulgação/Lionsgate)

O modo de contar a vida de August Pullman não seria tão natural sem a atuação de Jacob Tremblay, ator-mirim que compreendeu a complexidade do seu papel e incorporou o protagonista de maneira fascinante. Julia Roberts, Owen Wilson e Izabela Vidovic também não deixaram a desejar em suas respectivas atuações e trouxeram uma sintonia incrível ao longa-metragem.

O filme inteiro é de uma delicadeza imensurável, sensibilizando profundamente o telespectador. Então, apesar de tratar de crianças, não é voltado somente para o público infanto-juvenil, mas a todos que gostam de se encantar com uma história comovente e um conteúdo de qualidade. É uma produção realmente extraordinária.

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