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Jogamos Club Penguin por um mês para poder dizer adeus

(ME/Mundo Estranho)

(Bruna Sanches/Mundo Estranho)

Não é só a era da TV analógica que acabou na última quarta-feira, dia 29 de março de 2017. Outro marco na vida de muitas pessoas também acabou, o jogo online Club Penguin. Foi o fim de algo que fez parte da infância de muita gente.

Nós, da Turma do Fundão, jogamos Club Penguin durante um mês e revivemos os velhos tempos para dar a você um chacoalhão nostálgico. Nossa história é uma mistura de ficção e informação. Acompanhe os passos do nosso pinguim, victorsensei, durante um dia inteiro na ilha.

1) IGLU – Victorsensei levantou cedo com os latidos de seus Puffles, pois eles queriam brincar. Espreguiçou-se e pegou ração e biscoitos para alimentá-los. Depois, brincou com os seus fofinhos, até que eles voltaram a dormir. “Preciso de uma reforma”, constatou ele após olhar o seu iglu. Victorsensei então começou a olhar as revistas de casa, buscando algumas ideias inovadoras. Mas não teve muito tempo para pensar, ver TV ou ler jornal: era hora de trabalhar e ganhar moedas para o sustento.

2 ) O CAFÉ – Todo pinguim amava ir ao café. Era o lugar ideal para encontros românticos. Porém, Victorsensei trabalhava como entregador de saco de café nos fundos do estabelecimento havia anos e sua coluna já apresentava problemas devido ao excesso de peso e à quantidade de horas que passava tentando ganhar algumas moedas no jogo Empilha a Pilha. Isso sem falar quando os entregadores atiravam peixes e bigornas por acidente!

3) LOJA DE ROUPAS – Para quem não era assinante, a loja de roupas era um lugar de desespero e ilusão. Roupas caríssimas definiam quem era bem sucedido e quem não era. Isso era o que Victorsensei mais odiava na ilha: os não assinantes viviam à margem da sociedade e cercados de preconceitos e limitações.

Naquele dia, a loja estava cheia e muitos pinguins atraentes lotavam o local. Infelizmente, ele não teve muita sorte no amor durante a sua vida. Em desespero por encontrar seu par ideal para dividir com ele um iglu, colecionou apenas foras e desilusões. Isto é, até a hora em que, na fila, avistou a pinguim mais charmosa que já tinha visto em seus anos de existência. Ele quis se aproximar, mas estava sem peças de roupa para comprar. Então esperou até que seu novo amor saísse da loja para segui-lo. A pinguim foi direto à Discoteca.

4) DISCOTECA – A Discoteca era o lugar mais famoso de toda ilha. Com a DJ Candece, os pinguins realizavam disputas de dança. Victorsensei descobriu algo naquele dia: tinha duas patas esquerdas. De longe, avistou sua pinguim amada, vermelha como a paixão. Não sabia o que fazer, mas a ideia de que o fim do Club Penguin estava próximo lhe dava coragem. Seus Puffles o apoiavam, até dançavam à sua volta. Ninguém parecia se importar com assinatura naquele lugar. Os pinguins queriam aproveitar os momentos que lhes restavam.

5) PIZZARIA – Que tarde ele e os Puffles passaram juntos! Nosso querido pinguim caiu da prancha durante a descida e engoliu muita neve, e depois pôde sentar-se à mesa da pizzaria com tranquilidade enquanto preparava uma pizza de algas com camarão no jogo Pizzatron 3000. Depois foram à Prainha, onde sentaram num tronco perto da fogueira e ouviram o som das ondas e do violão, o luau estava encantador. Mas começavam a se cansar da vida boêmia. Queriam descanso, meditação. Victorsensei olhou para cima e teve uma ótima ideia.

6) O DOJO – A neblina que envolvia o Dojo era misteriosa, assim como o mestre que estavam prestes a conhecer. Quando abriram a porta, ele estava lá, no meio da sala, meditando.

“Sejam bem vindos, gafanhotos”, disse o Sensei. “O treinamento de vocês começa com uma simples meditação e um jogo de cartas. Ainda há muito por vir.” Os pinguins sentaram no tatame e começaram a competir.

Victorsensei tinha muitas cartas boas, os elementos de fogo eram altos e poderosos e ele jogou todos que podia. Mas o seu rival tinha elementos de gelo e água mais poderosos. Victorsensei ainda estava com frio por causa da derrota. A maior ambição de um pinguim era atingir a faixa preta e conseguir derrotar o sensei.

7) JOGOS – O que Victorsensei realmente fazia de bom era jogar os games que ficavam rodeados pela ilha. Nosso pinguim navegava por submarinos no jogo do Aquagrabber e voava pelo ar no jogo Aventura a Jato. Como não se lembrar do jogo Boiacross? Isso sem contar os jogos de fliperama! Além de diversão, rendiam dinheiro. O qual podia ser gasto com roupas e no iglu.

8) AGENTE SECRETO – Victorsensei tinha um segredo final. Ele era agente secreto! Depois de passar por várias provas, ele foi convocado pela agência secreta para fazer parte de seu time. Todos os pinguins tinham vontade de ser espiões e desvendar mistérios, mas poucos conseguiam!

Antes de 2010, o jogo não tinha a Agência Secreta dos Pinguins (ou Elite Penguin Force, em inglês). Quando esse recurso surgiu, a antiga loja de esportes foi substituída por uma loja chamada Estranha Parafenalha Falante, na verdade uma fachada para a agência secreta. Naquele lugar, os pinguins faziam testes para se tornarem agentes secretos, tendo acesso à sala de comando e a uma espécie de celular personalizado. Por meio do telefone, era possível realizar missões, ganhar itens e teletransportar-se para diversos locais do mapa.

9) ROMANCE – Quando passou pela praça, Victorsensei observou uma pinguim, chamada Teobcleiton, levando um fora. Nada que não tenha acontecido com ele antes. Apostamos que muitos dos jogadores tiveram seus primeiros namoradinhos no Club Penguin. Era normal avistar casais ao redor da ilha trocando juras de amor online.

10) FESTAS – As festas eram eventos temáticos que balançavam tudo na ilha. Do centro aos catálogos das lojas, o assunto em questão ficava presente na decoração e nas roupas dos pinguins. Nesses períodos com datas definidas, era possível pinguinar em busca de itens grátis e novos pins. Os usuários dispunham de ambientes totalmente recriados para explorar, como acontecia, na maioria das vezes, com o centro e o plaza. Nessas épocas, era possível também encontrar novos itens de decoração para iglus, além de músicas criadas especialmente para eles. As chances de encontrar celebridades pinguins também aumentava.

Algumas festas, como a Music Jam (uma espécie de festival), a de Halloween e a Festa Medieval aconteciam com certa frequência. Já outras, como Teen Beach Movie: Na Onda Pinguim e Star Wars: A Invasão (ambas de 2013) serviam para promover filmes da Disney, trazendo o fantástico universo dos mesmos para dentro da ilha. Houve também festas com temáticas exclusivas, como a Festa Subaquática, ocorrida em 2008. A última festa foi Pinguinado, uma comemoração para relembrar os bons tempos.

11) PUFFLES – Victorsensei adotou o puffle vermelho. Os puffles são pequenas criaturas de estimação nativas de áreas desconhecidas da ilha. Cada espécie possui cor e traços de personalidade diferentes. Eles necessitam de cuidados especiais dos pinguins, como alimentação e lazer. Alguns deles podem, inclusive, acompanhar seus donos em minigames, como o puffle rosa e o preto. Após o descobrimento, novas espécies surgiram com o passar do tempo. Existem também seres puffísticos, que são puffles híbridos, lembrando animais reais.

Estas criaturas tiveram impacto significativo nas paisagens virtuais do Club Penguin. No Plaza, havia um pet shop dedicado a elas. Lá, era possível jogar Pega-Puffle, jogo onde os bichos estavam presentes. Mas os locais mais prováveis de se encontrar esses bichinhos eram os próprios iglus dos pinguins.

12) ICEBERG – No último dia do Club Penguin, nosso pinguim realizou um sonho: conseguiu virar o iceberg! Todos se juntaram no canto do enorme pedaço de gelo, pegaram suas britadeiras e bateram no gelo até ele virar do avesso! Esse era o easter egg favorito do jogo. Do outro lado, havia uma enorme festa. Foi uma ótima maneira de se despedir da ilha para sempre.

A infância de muitos morreu dia 29 de março. Mas as lembranças permanecerão conosco. Agradecemos ao Club Penguin pela aventura que tivemos por esses 12 longos anos!

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