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Como é a votação do Oscar?

Pegue a calculadora e confira o intricado sistema que define o melhor filme do ano.

Por Marcel Nadale Atualizado em 25 mar 2022, 09h42 - Publicado em 22 mar 2016, 15h26

colagem com diversos elementos, como um ingresso de cinema, uma calculadora e um troféu do Oscar

1. O melhor filme (e algumas das outras categorias) é definido com um sistema chamado método preferencial. Até dez podem ser indicados, mas cada membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Ampas) ranqueia só cinco longa-metragens que acha que merecem o prêmio. Na primeira posição, claro, fica o que ele considerou o melhor de todos. O voto pode ser online ou em papel.

2. A votação é auditada por uma empresa terceirizada, a PricewaterhouseCoopers (PwC). Para ter direito a concorrer como melhor filme, um longa-metragem precisa ter sido o primeiro na lista de ao menos um membro da Ampas. Quanto mais vezes aparecer nessa posição, maiores são suas chances de ser indicado.

3. A indicação depende de uma cota determinada de votos, chamada informalmente de “número mágico”. A fórmula é a seguinte: o total de votos dividido pelo total de indicações mais um (+1). Como ninguém é obrigado a votar, digamos que, neste ano, 5.755 membros participaram. Então 5.755 dividido por 11 (10 vagas + 1) dá 523,18.

4. O número mágico é sempre arredondado para cima – neste exemplo, seria 524. Se um filme for listado no primeiro lugar mais de 524 vezes, já garantiu uma das dez vagas na categoria de melhor filme. Mas digamos que só três concorrentes consigam essa nota de corte. Então é hora de fazer uma segunda rodada…

5. Agora, as listas cujo primeiro lugar atingiu o número mágico são desconsideradas. Digamos que sejam 240. Cria-se um novo número mágico: 5.755 menos 240, dividido por 11. O resultado, arredondado,é 502. Se algum novo filme conseguiu esse total de primeiras colocações, garante a indicação.

Colagem com diversos elementos cinematográficos, de filmes como Casablanca, Amelie Poulain e Charlie Chaplin

6. Mas e se algum filme monopolizar os votos? Rola outro cálculo: qualquer um que superar o número mágico em 20% “empresta” esse excedente para filmes que não atingiram a meta. No nosso caso, 20% a mais seria 650. Portanto, um filme com esse valor teria 148 pontos para passar adiante (650 menos 502).

7. Cada ponto excedente é dividido em duas partes. Uma fica com o filme “doador”e outra vai para um “necessitado”. Mas a divisão não é meio a meio. A proporção é definida subtraindo o número mágico (502) do total de votos do doador (650), dividido de novo pelos votos do doador. Ou seja: 650 – 502 / 650 = 0,23 = 0,2.

8. Esse 0,2 é multiplicado pelos 148 pontos excedentes. O resultado arredondado para cima (30) é somado aos 502 pontos do doador. Ele termina então com 532 pontos. O 0,8 restante também é multiplicado por 148, arredondado para baixo (118) e distribuído para quem precisa dessa colher de chá.

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9. Mais rodadas de mudança de número mágico e redistribuição de pontos são feitas até que os votos que podem ser doados acabem (ou até que as dez vagas sejam preenchidas). Os finalistas são anunciados publicamente e, na eleição final, cada membro vota em um só (de novo, em papel ou online). Quem tiver mais votos leva o Oscar. Ufa!

Uma nota, maestro!

Os ramos da Ampas têm liberdade para propor outros métodos. A categoria de melhor canção é bastante curiosa: os membros do setor de Música dão aos concorrentes notas de 6 a 10. Só quem tem média igual ou superior a 8,25 entra na disputa.

Por essa razão, em 2011 a categoria contou com apenas dois indicados (um deles era “Real in Rio”, dos brasileiros Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, da animação Rio). Em consequência, as regras foram alteradas em 2012: o total de indicados agora tem que ser proporcional ao total de inscritos.

Mudança de hábito

Em 2016, a Academia estabeleceu uma série de modificações para incluir perfis mais diversos entre os votantes da premiação. As alterações aconteceram após a polêmica que ficou conhecida como #OscarsSoWhite (#OscarTãoBranco, em inglês). Naquele ano, nenhum ator ou diretor negro entrou na disputa para concorrer aos troféus.

Com a medida, o objetivo era de renovar a lista de votantes com representantes de diversas etnias, culturas e demais minorias, além de alterar as regras de permanência para que uma pessoa esteja apta a votar. A ideia era que membros inativos há muito tempo na votação dessem lugar aos novos integrantes. Em 2018, outra atualização das regras alterou alguns detalhes em categorias como Melhor Animação, Trilha Sonora, Canção Original e Documentário.

Em 2020, a Academia anunciou novas regras de representação e inclusão que as produções terão que seguir para concorrer ao prêmio de Melhor Filme a partir de 2024. Você pode entender melhor neste texto da Super.

FONTES Sites The Independent, Entertainment Weekly, Variety, The Hollywood Reporter TimeOscars.org

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Cultura, Mundo Estranho
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