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O que foi o crime da “Dália Negra”?

Um dos assassinatos mais famosos da história dos Estados Unidos nunca foi solucionado

Por Danilo Cezar Cabral Atualizado em 15 jan 2021, 18h07 - Publicado em 22 jun 2016, 19h05

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Ilustrações: Felipe Martini

Trata-se de um dos assassinatos mais famosos da história dos EUA, sem solução até hoje. A “Dália Negra” é a vítima, Elizabeth Short, uma aspirante a atriz de 23 anos que foi brutalmente assassinada e teve seu corpo deixado em um terreno na cidade de Los Angeles, em 1947. Pouca coisa foi descoberta a respeito do crime. A investigação policial apontou que a garota passou seus últimos seis meses na zona sul da cidade, mas nunca conseguiu descobrir exatamente como nem quando foi capturada (estima-se que tenha sido entre 9 e 15 de janeiro). O cadáver foi encontrado em 15 de janeiro e, apesar da atenção massiva da mídia e de uma investigação com auxílio de autoridades federais, o responsável nunca foi descoberto ou capturado. A história, porém, ganhou o mundo, ficcionalizada em romances, filmes e até games. Elizabeth Short apareceu, por exemplo, como personagem na primeira temporada de American Horror Story.

ACHADO MACABRO

O corpo foi encontrado numa valeta de uma obra de um condomínio. A dona de casa Betty Bersinger passeava a pé com a sua filha de 3 anos quando avistou o cadáver, que, a princípio, ela acreditou ser um manequim de loja. Ao se aproximar e constatar que se tratava de um corpo mutilado, Betty tapou os olhos da filha e acionou a polícia

AS PISTAS

De evidências materiais concretas, a perícia achou somente uma trilha de pneus daindo do local de desova e pegadas de botas nas imediações. A profundidade das marcas na região do calcanhar indicava que alguém pudesse ter carregado o corpo. Um saco de cimento vazio com sangue aguado dentro foi encontrado a alguns metros do cadáver. Nenhuma dessas evidências levou a um suspeito e a falta de tecnologia forense na época também não ajudou

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A IMPRENSA SE ESBALDOU

O caso ganhou atenção imediata da mídia – muitas fotos foram tiradas do corpo. Mesmo com a investigação em curso, a imprensa tratou tudo com especulação e tom de tabloide. O nome “Dália Negra” foi dado por um repórter do L.A. Herald Express, Bevo Means, inspirado no filme Blue Dahlia, do ano anterior. Ele citava o crime como Black Dahlia em suas matérias. As outras publicações acabaram adotando

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EM PEDAÇOS

A garota estava nua com os braços para cima e as pernas abertas. Uma blusa preta foi encontrada embaixo de seu tronco, que estava partido ao meio na altura da cintura. Os intestinos foram posicionados por baixo das nádegas. Os punhos, tornozelos e pescoço tinham lacerações bem aparentes

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PROCURA-SE ASSASSINO

Devido à popularidade do crime, a polícia de Los Angeles pediu ajuda estadual e federal para o caso. Atraídas pelo caos midiático, 60 pessoas confessaram ser o assassino, mas todas foram descartadas. No total, foram investigados 25 suspeitos (alguns confessos, outros não)

CONEXÃO FORÇADA

A mídia sensacionalista propôs ligações com outros casos famosos. Uma delas foi com os crimes do Assassino do Torso. Apesar da similaridade entre o estado de Elizabeth e o das vítimas daquele serial killer, ele havia estado em atividade quase uma década antes e já havia sido preso

PROVÁVEL ASSOCIAÇÃO

O caso do Assassino do Batom (Willian Hereins) teve ligações mais prováveis. Uma das cartas enviadas à polícia e de suposta autoria do assassino de Elizabeth (o autor assinava como Dahlia Avenger) tinha grafia e estilo similares aos das cartas enviadas por Hereins. Mas a ligação foi descartada porque a área de ação e o perfil de vítimas do Assassino do Batom eram diferentes

FONTES Livros Black Dahlia – The Whole Story: The Murder of Elizabeth Short, de Charles Scott, Black Dahlia Avenger – A Genius for Murder, de Steve Hodel; sites Time.com, NY Daily News, Daily Mail, Gizmodo e vault.fbi.gov

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