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Quem foram os argonautas?

Conheça uma das maiores aventuras da mitologia grega, que reuniu heróis como Jasão, Hércules e Teseu

Os argonautas foram os marinheiros que, na mitologia grega, acompanharam o herói Jasão em sua jornada até a Cólquida (onde fica hoje a Geórgia) para resgatar o Velocino de Ouro. A história faz parte do mito grego Jasão e os Argonautas, e eles eram assim chamados porque o navio no qual eles embarcaram para essa aventura foi construído por Argos, um dos heróis da história. O mito chegou na sua forma mais completa na obra Argonáutica, de Apolônio de Rodes, escrita no século 3 a.C.

1) A volta dos que nunca foram
Filho de Esão, rei de Iolcos, Jasão não teve uma infância feliz. Ainda quando pequeno, Pélias, meio-irmão de seu pai, destronou o rei e exilou Jasão para uma ilha, onde o garoto foi criado pelo centauro Quíron. Aos 20, vestindo só um pé de sandália e uma pele de pantera, Jasão voltou a Iolcos e reivindicou o trono. O tio concordou em ceder, desde que o jovem trouxesse o Velocino de Ouro.

2) Viagem turbulenta
Jasão encomendou um navio a Argos e convocou os mais corajosos heróis da Grécia, como Hércules e Teseu, para atravessar o Mar Negro em busca do Velocino. Em uma longa viagem, passaram por várias aventuras, de tempestades a uma ilha cheia de viúvas que mataram seus maridos, de lutas de boxe a uma caçada a harpias. Depois de enfrentarem diversos perigos e cruzarem o estreito de Bósforo, os heróis chegaram à Cólquida.

 

 (Gustavo Pelissari/Mundo Estranho)

3) Missão impossível
O rei Eetes, de Cólquida, concordou em entregar o talismã, desde que Jasão executasse algumas tarefas absurdas. Entre elas, arar um campo com touros que cospem fogo, semear neles os dentes de um dragão, lutar contra um exército que nasceria desses dentes, e, enfim, matar o dragão que guardava o Velocino. Jasão teve a ajuda de Medeia, filha do rei e sua admiradora.

4) Prenda-me se for capaz
Chocado com a conclusão das tarefas, Eetes descumpriu a promessa e prendeu o herói dentro da cidade. Medeia ajudou Jasão novamente, com a condição de que ele se casasse com ela e a levasse embora de lá. Para distrair a atenção do rei, Medeia sequestrou seu próprio irmão, despedaçou-o e espalhou os pedaços pela cidade. Enquanto o rei juntava os restos, ela fugiu de Cólquida com Jasão.

5) Vingança dos deuses
A viagem de volta foi ainda mais emocionante do que a de ida. Revoltados com os crimes de Medeia, os deuses tornaram a jornada uma tormenta. Em meio a lutas com gigantes e mares revoltos, o navio passou por vários perigos, enfrentou tempestades e errou muitas vezes o seu destino até, finalmente, chegar a Iolcos, onde os marinheiros consagraram a nau a Poseidon, deus dos mares.

6) Um novo reinado
O final do mito tem muitas versões, mas a mais conhecida conta que o rei Pélias quebrou a promessa e se recusou a ceder o trono a Jasão. Medeia, então, matou-o envenenado. Acasto, filho do finado rei, assumiu o poder, enquanto Jasão e Medeia fugiram para Corinto com seus dois filhos. Lá, o rei Creonte ofereceu o trono ao herói, desde que ele se casasse com sua filha, Glauce. Decidido a ser rei, Jasão aceitou.

 

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 (Gustavo Pelissari/Mundo Estranho)

7) Final infeliz
Só que, ferida pela traição, Medeia teceu um véu de presente para a noiva, que entrou em combustão espontânea quando o colocou na cabeça. Glauce e seu pai também morreram queimados. Medeia ainda matou seus próprios filhos, aniquilando a linhagem de Jasão. Ele, por sua vez, teve uma morte nada digna ao tirar uma soneca sob a nau Argo e ser atingido por uma viga que se desprendeu do navio.

 

 (Gustavo Pelissari/Mundo Estranho)

OURO EM PELE DE CARNEIRO
O que é e como surgiu o Velocino de Ouro, objetivo da jornada

Capaz de trazer poder e prosperidade a quem o possuísse, o Velocino era a pele de um carneiro dourado e voador, presenteado por Zeus (ou Poseidon, em outras versões) a Frixo e Hele, filhos da deusa Nefele, para que pudessem fugir de sua madrasta má. Após a fuga, Frixo alcançou a Cólquida, onde sacrificou o animal. Então, o rei da cidade, Eetes, pendurou a pele dourada em uma árvore protegida por várias criaturas mágicas

FONTES Livros Mitologia Grega, de Junito de Souza Brandão, e Dicionário da Mitologia Grega e Romana, de George Hacquard; tese Desmistificando Medeias: Um Olhar Crítico sobre a Representação Feminina em Obras Dramatúrgicas, de Luiz Gustavo Marques Ribeiro

 

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