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Quais são os movimentos separatistas da Espanha?

Movimentos não estão concentrados em Barcelona

ILUSTRA Juliana Caro
EDIÇÃO Felipe van Deursen

O País Basco e a Catalunha concentram os principais grupos que lutam pela independência. O desejo de se separar surgiu no século 19 e ganhou força na ditadura de Francisco Franco, entre 1939 e 1975, que impôs sanções aos dois povos, como a proibição de seu idioma.

A Catalunha, cuja capital é Barcelona, é uma comunidade autônoma com autossuficiência legislativa e o seu próprio idioma, o catalão. Já o País Basco engloba a comunidade autônoma de mesmo nome, além de Navarra e outras três províncias na França (veja no mapa). Essa falta de unidade territorial motivou o surgimento, em 1959, do grupo separatista ETA (Euskadi Ta Askatasuna, ou “País Basco e liberdade”), que cometeu atentados no país.

“Após a morte de Franco, em 1975, membros do ETA foram para a política, renunciando às armas”, diz o historiador de origem basca Julian Bilbao. Mas o processo de desarmamento chegou ao fim somente este ano. Em outubro de 2017, a Catalunha realizou um conturbado plebiscito que reafirmou o desejo de independência. Porém, a Constituição da Espanha prevê que o governo em Madri tem poder de veto sobre o resultado. O governo catalão caiu, e a situação segue instável.

 (Juliana Caro/Mundo Estranho)

Espanha partida
Outros movimentos separatistas

Galícia
Uns defendem autonomia maior dentro da Espanha, já outros querem a cisão total. A Galícia é uma região autônoma na fronteira com Portugal. Há até os que defendem a sua inclusão na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, dada a semelhança do galego com o português

Valença
A região também fala catalão, então há os que defendem o pancatalanismo, que uniria Valença e Catalunha, além das Ilhas Baleares. Mas também existem os que pregam o valencianismo, que defende uma comunidade valenciana totalmente independente

Ilhas Canárias
A falta de identificação com Madri é um dos principais combustíveis desse movimento. O arquipélago no Atlântico fica muito mais perto do Marrocos e do norte da África do que da Espanha, o que reflete nas relações internacionais

CONSULTORIA Julian Abascal Sguizzardi Bilbao, bacharel e licenciado em história pela USP
FONTES Estadão, Exame, El País, History Channel e The New York Times

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