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Quais autores e compositores já usaram pseudônimos? Por quê?

Esse é um recurso comum entre artistas que precisam, por exemplo, se proteger de perseguições políticas graças ao conteúdo de suas obras.

Por Daniela Fescina Atualizado em 28 ago 2020, 15h51 - Publicado em 1 ago 2016, 14h55
Fernanda Manzano/Mundo Estranho

Vários. Esse é um recurso comum entre artistas que precisam, por exemplo, se proteger de perseguições políticas graças ao conteúdo de suas obras. Outros querem testar um novo estilo literário ou temático.

E há ainda autores famosos que desejam que uma nova obra não seja comparada com seus trabalhos anteriores. Foi o caso de J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter, ao lançar o livro adulto O Chamado do Cuco sob o pseudônimo Robert Galbraith. A “farsa”, porém, foi descoberta por um jornalista do periódico britânico The Daily Telegraph. O livro chegou às prateleiras brasileiras em novembro de 2013.

Até dom Pedro I teve um! Ele respondia a seus detratores na imprensa sob os nomes de Aristarco, Duente ou Inimigo dos Marotos. Confira outros casos curiosos.

Fernanda Manzano/Mundo Estranho

Feitiço de transfiguração

AUTORA J.K. Rowling

PSEUDÔNIMO Robert Galbraith

A criadora de Harry Potter queria saber se o romance O Chamado do Cuco poderia ser um sucesso devido a seus méritos literários. Rowling diz que a inspiração do pseudônimo veio do senador dos EUA Robert Kennedy (1925-1968), um de seus ídolos, e do sobrenome que ela desejava ter quando era criança.

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A vida como ela não é

AUTOR Nelson Rodrigues

PSEUDÔNIMO Suzana Flag

O cronista polêmico pernambucano quis provar que podia fazer algo menos pesado e voltado para outro público. O romance Meu Destino É Pecar, publicado em forma de folhetim em um jornal, sob o pseudônimo Suzana Flag, lhe rendeu até um pedido de casamento feito, via carta, por um presidiário!

 

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    Autoconcorrência

    AUTOR Stephen King

    PSEUDÔNIMO Richard Bachman

    O autor de clássicos do terror, como O Iluminado, achou melhor mudar de nome quando criou dramas com zero teor sobrenatural. Seus editores também influenciaram na decisão: segundo eles, não era bom negócio encher o mercado com vários livros de um único autor no mesmo ano.

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    Cadê o sangue?

    AUTORA Agatha Christie

    PSEUDÔNIMO Mary Westmacott

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    Imagine só a “rainha do crime” publicar um livro sem nenhum suspense? Heresia! Foi por isso que Agatha criou outra assinatura. Assim, escreveu seis romances de época, introvertidos, sem assassinatos, focados em conflitos e emoções. A primeira dessas obras foi lançada em 1930 e a última em 1956.

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    Um para cada ocasião

    AUTOR Machado de Assis

    PSEUDÔNIMO Dr. Semana, Boas Noites e Bruxo do Cosme Velho

    O gênio da literatura brasileira queria liberdade para poder criticar fazendeiros poderosos, defender o fim da escravidão e analisar os costumes da época. A lista de alternativas era imensa: desde a óbvia abreviação MA até nomes como Job, Platão, Manassés, Eleazar e Malvolino.

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    “Dom létime crai”

    COMPOSITOR Fabio Jr.

    PSEUDÔNIMO Mark Davis

    Nos anos 70, era comum cantores nacionais usarem pseudônimosestrangeiros e interpretarem músicas em outras línguas. O galã entrou na onda e fez sucesso com a melosa faixa “Don’t Let Me Cry”, composta por Pete Dunaway e George Baby. Detalhe: ele não sabia falar inglês. Só decorava a música foneticamente.

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    Politicamente incorreto

    ARTISTA Di Cavalcanti

    PSEUDÔNIMO Urbano

    O artista, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, retratava a sociedade brasileira em seus quadros. Mas ele também era cartunista e, nesse trabalho, seu alvo era outro: a política! Para se proteger, ele assinava essas ilustrações como Urbano.

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    Dupla personalidade

    COMPOSITOR Chico Buarque

    PSEUDÔNIMO Julinho da Adelaide

    Cansado de ter suas canções barradas pela censura da ditadura militar nos anos 70, Chico assumiu esse outro nome e lançou músicas que fizeram muito sucesso, como “Jorge Maravilha” e “Acorda Amor”. Ele até deu uma entrevista para o jornal Última Hora como se fosse Julinho – e ainda falou mal de Chico!

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    Safadeza oculta

    AUTORA Anne Rice

    PSEUDÔNIMO Anne Rampling e A.N. Roquelaure

    A escritora de Entrevista com o Vampiro usou Anne Rampling em romances comerciais e A.N. Roquelaure na trilogia erótica Os Desejos da Bela Adormecida, na qual ela conta a história da princesa com toques de sadomasoquismo. Anne bolou seus primeiros contos eróticos aos 20 anos.

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