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Bichos vão para o céu?

O que as principais religiões falam sobre o assunto

Por Rafael Farias Teixeira Atualizado em 14 fev 2020, 17h44 - Publicado em 17 ago 2015, 16h44

Pergunta da leitora – Gabrielly Faccinelli, São Paulo, SP

Segunda chance

O catolicismo acredita que bichos foram criados com o mesmo sopro de vida dado ao homem e, por isso, têm alma. Segundo Mattias Grenzer, professor de teologia da PUC-SP, os textos bíblicos não especulam sobre para onde vão após a morte. Mas, recentemente, o papa Francisco disse que “o paraíso está aberto a todas as criaturas do Senhor”

Sob julgamento

O islamismo propõe um pós-vida similar ao do homem. “Os bichos serão julgados por Alá no Juízo Final, conforme realizaram ou não seu propósito na Terra”, diz Sheikh Juma, do Centro de Divulgação do Islã para a América Latina. Depois, Alá transformará tanto os bons quanto os maus em pó e suas almas retornarão para sua companhia

In memorian

Para o judaísmo, depois que um animal morre, seu ciclo está terminado e, portanto, ele não vai para nenhum lugar específico. “Mas o amor transcende a morte. Se você preservar a lembrança do bichinho, o manterá presente”, propõe Cecília Ben David, coordenadora pedagógica do Centro da Cultura Judaica (SP)

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Teoria da evolução

Marta Antunes, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, explica que todos os seres, incluindo animais, renascem em um ciclo contínuo até que o espírito atinja um novo plano, mais elevado. Embora não haja dados precisos sobre o tema, um animal até poderia reencarnar como um ser humano, mas levaria muito tempo

Pausa para a reflexão

A umbanda também prega que eles morrem e renascem. “Cada ser reencarna no mesmo grupo de animais a que pertence”, afirma Pai Guimarães, presidente da Associação Brasileira dos Templos de Umbanda. Mas, antes desse retorno, há um intervalo para que a energia do ser passe por um período de reflexão e aperfeiçoamento

A passo de tartaruga

Segundo o budismo, bichos também buscam a iluminação, com diversas mortes e reencarnações em níveis superiores ou inferiores, determinados por suas virtudes na vida anterior. “Mas, para eles, essa evolução é mais difícil, já que não compreendem suas próprias ações”, afirma Priscila Veltri, praticante do Templo Odsal Ling

 

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