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Como é feita a segurança nos aeroportos?

Detector de metais, raio X e detector de traços: saiba como funcionam essas máquinas fundamentais para a segurança nos aeroportos

Por Tarso Araújo Atualizado em 22 nov 2018, 14h42 - Publicado em 18 abr 2011, 18h34

Para detectar substâncias proibidas, como explosivos e drogas, existem três equipamentos básicos: detector de metais, raio X e detector de traços, que indica vestígios de explosivos e drogas no corpo e nas roupas dos passageiros. “Na Europa e nos Estados Unidos, o foco desse aparelho é a detecção de explosivos, mas aqui eles são úteis principalmente no combate ao tráfico internacional de drogas”, explica o especialista em equipamentos de segurança Luiz Góes, da Ebco Systems.

A marcação cerrada nos aeroportos é um fenômeno iniciado nos anos 70, quando os terroristas começaram a sequestrar aviões, e intensificado em 2001, após os atentados terroristas em Nova York. Entenda como funcionam os “farejadores” tecnológicos da seção de embarque.

Visão além do alcance

A combinação entre três aparelhos não permite que nada passe despercebido

Detector de metais

Como é feita a segurança nos aeroportos?
Gabriel Silveira/Mundo Estranho

Campo invisível

Em cada lado do portal há uma bobina de fios de cobre.

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Gabriel Silveira/Mundo Estranho

Na figura 1, ela está ligada na corrente elétrica, que liga e desliga 60 vezes por segundo. Cada vez que ela liga, forma-se um pulso eletromagnético, que induz a formação de outro pulso no lado 2 do portal.

O campo eletromagnético induzido na bobina do lado 2 gera uma corrente elétrica nos fios de cobre. Quando alguém atravessa o portal carregando um objeto metálico, ele interfere no campo eletromagnético e, consequentemente, na corrente do lado 2. Os fios de cobre presentes ali estão conectados em um equipamento sonoro, abastecido pela corrente elétrica, que pulsa 60 vezes por segundo.

Se em um dos pulsos da corrente se altera (pela presença do metal), o aparelho percebe a mudança e apita.

Raio X

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Gabriel Silveira/Mundo Estranho
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Os raios X são partículas com um alto grau de energia, capaz de atravessar qualquer material orgânico e vários materiais mistos (parte orgânico, parte inorgânico). O aparelho do aeroporto emite dois feixes de raios X, finos o suficiente para “fatiar” os objetos em um ângulo que permita a leitura de objetos sobrepostos.

A intensidade com que os raio X atravessam cada objeto depende do material de que ele é feito. Materiais orgânicos deixam passar praticamente toda a radiação, enquanto os metálicos bloqueiam a maior parte dela. Essa radiação é medida por duas camadas de receptores (1 e 2, no desenho abaixo).

Depois de passar pelos objetos, as radiações de diferentes intensidades chegam aos receptores da primeira camada. A radiação fraca (bloqueada por algum objeto) é captada por ela, mas não passa do filtro de cobre que separa as camadas 1 e 2. Já a radiação forte atravessa o filtro de cobre e chega aos receptores da segunda camada.

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Gabriel Silveira/Mundo Estranho

O computador interpreta os dados recebidos pelos receptores de 1 e 2. Se a radiação não chegou nem à camada 1, significa que há um metal na mala. Se chegou à camada 1, mas não à 2, há um material misto. Se chegou à camada 2, é orgânico. O computador pinta os objetos com cores diferentes, de acordo com o material.

Detector de traços

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Gabriel Silveira/Mundo Estranho

Tudo o que tocamos deixa micropartículas presas em nosso corpo. Moléculas dessas sujeiras estão sempre voando ao nosso redor. Quando o passageiro passa pelo detector de traços, ele sopra um ventinho que empurra parte dessas moléculas na direção de um coletor.

O coletor bloqueia as partículas maiores, levando apenas algumas moléculas para a câmara de ionização, onde elas recebem uma carga elétrica positiva e se grudam a um eletrodo com carga negativa. Em seguida, a câmara inverte a carga do eletrodo e as moléculas correm em direção a outro eletrodo instalado na mesma câmara.

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Gabriel Silveira/Mundo Estranho

Como cada molécula tem um peso diferente, cada uma completa a corrida entre um eletrodo e outro num tempo diferente: as leves chegam mais rápido. Como o aparelho já tem na memória o tempo de corrida das substâncias proibidas, ele apita quando o tempo de uma molécula bate com a lista negra.

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Cachorro

Apesar de todo aparato tecnológico, as 240 milhões de células olfativas (20 vezes mais do que as nossas) de um cão farejador não são desprezadas no sistema de segurança. Treinados desde o nascimento para encontrar drogas, eles vasculham as bagagens despachadas e, em alguns aeroportos, também as embarcadas.

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