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Como funciona um remédio efervescente?

Os ingredientes básicos são, normalmente, um ácido orgânico e uma base carbonada.

Por Juliana Sayuri Atualizado em 4 jul 2018, 20h19 - Publicado em 11 set 2015, 18h00

REMEDIO EFERVESCENTE REMEDIO EFERVESCENTE

TdFsugeriuMatheus Albuquerque foto Daniel Ozana/Studio Oz edição Felipe van Deursen

A fórmula do comprimido efervescente pode variar de acordo com o remédio, mas os ingredientes básicos são, normalmente, um ácido orgânico e uma base carbonada. As características bolhinhas são o resultado do contato do tablete com a água, o que gera várias reações químicas. A maior vantagem desse tipo de medicamento é que seu princípio ativo é absorvido muito mais rapidamente. Mas ele também é uma alternativa para quem não consegue engolir comprimidos. Por isso a indústria investiu em versões efervescentes de produtos que existem em outros formatos, como a aspirina e a vitamina C. Além disso, essas drágeas dissolvidas resultam num líquido com sabor agradável, mascarando o gostinho ruim de alguns remédios.

FÓRMULA BÁSICA

O comprimido efervescente normalmente é a compressão de um medicamento (como paracetamol e aspirina) com misturas de ácidos orgânicos fracos (ácido ascórbico, cítrico e tartárico, por exemplo) e bases carbonadas (principalmente bicarbonato de sódio e carbonato de sódio). A água quebra as moléculas do ácido fraco, no processo conhecido como ionização. Isso gera pedacinhos carregados eletricamente, os íons

NÃO É SÓ ÁGUA

Qualquer bebida com água reagirá com o comprimido, produzindo CO2 e, portanto, bolhas. Ou seja, vai haver efervescência, mas fatores como viscosidade e pH podem interferir na reação química e no gosto final. Na prática, tomar esses remédios com chás, sucos ou refris não faz muita diferença

ORA, BOLHAS

A ionização provoca a formação de ácido carbônico (H2CO3), que é muito instável e se decompõe. Um dos componentes resultantes são as bolhas de gás carbônico. Uma dica: elas são sinal de que a reação química está a pleno vapor. Ou seja, o ideal é esperar que o comprimido desapareça na água – e não tomar enquanto a borbulhação acontece, como muitos acreditam

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Não abuse!

Consumo excessivo pode causar vários problemas

Um estudo de 2013 da Universidade Dundee, na Inglaterra, indicou que o consumo excessivo de medicamentos efervescentes pode causar hipertensão e elevar riscos cardiovasculares, por causa do alto teor de sódio. É sempre bom lembrar: antes de tomar qualquer remédio, consulte um médico e leia a bula

UMA ÚLTIMA CURIOSIDADE: Como a saliva é 99% água, o efeito efervescente também funciona dentro da boca. Mas, além de ser mais devagar, você vai babar espuma

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Fontes Marcelo Polachini, autor do projeto QuimicAtual e professor dos cursinhos Aeon Vestibulares, Anglo Leonardo da Vinci, Central de Concursos e V8 Bragança Paulista; Honério Coutinho, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e autor do projeto Show de Química

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