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Como seriam os Jogos Olímpicos na Lua?

Jogos lunares

Por Tiago Jokura Atualizado em 4 jul 2018, 20h16 - Publicado em 31 jul 2008, 18h03

OLIMPÍADAS LUA

O fato de a Lua não ter atmosfera mudaria muita coisa, a começar por obrigar os atletas a“respirar através de aparelhos”. Os tais aparelhos pesam, mas, por outro lado, não há resistência do ar, o que praticamente anula a desvantagem. E tem ainda a diferença de gravidade, que, na prática, é o que causa um impacto maior. Na Lua, a força que puxaria os atletas para o solo em provas de salto, por exemplo, é bem menor, o que potencializaria a altura, a distância e a duração dos saltos. Para comparar com os Jogos terrestres, tentamos manter as características de cada modalidade, mas, em alguns casos, algumas coisas tiveram que ser mudadas – você entenderá por quê.

MAIS RÁPIDO, MAIS ALTO, MAIS FORTE

A Olimpíada lunar teria as mesmas modalidades da terrestre, mas nada de gritos da torcida

AJUSTANDO MEDIDAS

Com gravidade menor, atletas com 80 quilos sentem-se mais leves, como se tivessem míseros 13 quilos na Terra, e crescem 4 centímetros, graças ao maior distanciamento entre as vértebras da coluna.

BOLHA AQUÁTICA

Piscina na Lua, só se for dentro de um recinto com atmosfera artificial. No vácuo, à pressão zero, a água passaria para o estado gasoso rapidamente. E seria bom ter proteção contra raios UV para liberar os nadadores do traje de astronauta.

DUODÉCUPLO TWIST CARPADO

Na Lua, o famoso salto de Daiane dos Santos alcançaria mais de 9 metros de altura, quase 8 metros de distância, com tempo suficiente para 12 piruetas em 6,4 segundos de vôo.

MINUTOS DE SILÊNCIO

Na Lua, o som não se propaga pelo ar, afinal não existe atmosfera. Portanto, todo tipo de comunicação aconteceria através de rádios. Já a torcida teria que investir mais em manifestações visuais (bandeiras, cartazes etc.).

FOGO CERRADO

Sem oxigênio, não daria para manter o fogo da pira olímpica aceso. Por isso, na Lua, tanto a tocha quanto a pira precisariam ficar dentro de uma redoma fechada, preenchida com oxigênio.

TIBUM A DISTÂNCIA

Nas provas, a diferença principal seria o mergulho inicial, muito mais longo, o que reduziria o tempo nas provas curtas. Os 50 metros livres, por exemplo, seriam cumpridos quatro segundos mais rápido do que o recorde terrestre.

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TERRA À VISTA

Ver a Terra da Lua não é o mesmo que ver a Lua da Terra, afinal o diâmetro terrestre é 3,5 vezes maior. A vista do globo terrestre, portanto, é muito mais destacada, ainda mais porque não existem nuvens na Lua.

PESO LEVE

Sem atmosfera não há efeito aerodinâmico. Ou seja, a diferença entre dardo, disco e martelo se resumiria ao peso. Por isso, haveria um só tipo de arremesso, e o atleta escolheria o formato do objeto, que voaria seis vezes mais longe.

JORNADA NAS ESTRELAS

No vôlei e no basquete, a bola ficaria bem mais tempo no ar e o vôo dos atletas seria mais alto e duradouro. Conclusão 1: a tabela e a rede seriam bem mais altas. Conclusão 2: o saque jornada nas estrelas atingiria 150 metros de altura e demoraria 24 segundos.

PASSOS LARGOS

Corredores completariam os 100 m com sete passos, em vez dos 45 que dão na Terra. O tempo, contudo, seria maior: 10,4 segundos, contra 9,7 segundos (recorde atual). É que na Lua eles perderiam muito tempo no ar entre uma passada e outra.

PARA O ALTO E AVANTE

Graças à gravidade seis vezes menor, os saltos seriam seis vezes mais altos. No salto com vara, por exemplo, o recordista terrestre chegaria a 36,8 metros. Por isso, não seria má idéia ter um laser no lugar do sarrafo.

UNIFORME HIGH TECH

Traje baseado no BioSuit, protótipo criado no MIT, com lançamento previsto para 2018

O visor do capacete tem filtro contra raios UV, que, sem atmosfera para filtrá-los, iriam do Sol diretamente para à pele do atleta.

Para compensar a ausência de atmosfera, o jeito é levar oxigênio na mochila, dentro de cilindros pequenos para evitar sobrepeso.

Camadas de tecidos, fibras especiais e gel, bem ajustadas ao corpo, controlam a pressurização, a temperatura e dão liberdade de movimentos.

O impacto do solado contra o chão produz energia mecânica, que é transformada em elétrica, usada para suprir as necessidades da roupa.

CONSULTORIA: DULCÍDIO BRAZ JÚNIOR, FÍSICO E AUTOR DO BLOG FISICAMODERNA.BLOG.UOL.COM.BR

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