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No atletismo, como é feita a cronometragem?

Tudo começa no revólver do juiz. Logo que ele aperta o gatilho para dar a largada, um sensor ativado por som faz a contagem começar. Aí, quando o corredor atravessa um sensor que detecta movimento, localizado na linha de chegada, seu tempo é marcado. Mas esse sistema é “cego”. Não serve para dizer quem chegou […]

Por Yuri Vasconcelos Atualizado em 4 jul 2018, 20h24 - Publicado em 18 abr 2011, 18h49

Tudo começa no revólver do juiz. Logo que ele aperta o gatilho para dar a largada, um sensor ativado por som faz a contagem começar. Aí, quando o corredor atravessa um sensor que detecta movimento, localizado na linha de chegada, seu tempo é marcado. Mas esse sistema é “cego”. Não serve para dizer quem chegou na frente de quem. Para isso, existe uma câmera que tira 2 mil fotos da linha de chegada por segundo. Ou seja: mesmo diferenças de tempo na casa dos milésimos de segundo, invisíveis a olho nu, podem ser detectadas. Versões mais rudimentares do sistema, chamado de “photofinish”, existem desde Los Angeles-32. No começo, ele era usado só como um tira-teima. Ninguém, afinal, acreditava que uma parafernália elétrica pudesse contar o tempo melhor do que cronometristas experientes. Mas nos próprios Jogos de 1932 ela mostrou do que era capaz. A diferença entre o primeiro e o segundo colocados nos 100 metros rasos era tão minúscula que não havia como apontar o vencedor a olho nu. E o resultado estava lá no photofinish: 5 centímetros a favor de um deles. A maquininha, de cara, já deixava os cronômetros manuais várias voltas para trás.

Precisão absoluta
Gatilho serve como botão do cronômetro

1. O juiz usa um revólver de espoleta na hora de dar a partida, para manter a tradição. O som é reproduzido por alto-falantes em vários pontos da pista, para que todos os atletas ouçam na mesma fração de segundo. Acoplado à arma, fica um sensor ligado ao sistema de cronometragem. Quando ele “ouve” o estampido, dispara o cronômetro

2. Aqui, onde os competidores apóiam os pés, ficam os sensores que acusam se algum atleta queimou a largada. Se isso acontecer, uma buzina dispara automaticamente. O bloco não é fixo, claro, mas preso temporariamente ao chão por pregos de 5 milímetros

3. O piso é aderente e macio, para ajudar tanto na impulsão das passadas como para absorver o impacto. O que cobre a superfície da pista é uma camada de borracha granulada com 13 milímetros de espessura. E a base para esse revestimento é uma camada de asfalto

4. São quatro árbitros principais: o geral, o de partida, seu assistente e o juiz do photofinish. Ainda há uma série de auxiliares para verificar se ninguém queimou mesmo a largada ou invadiu a raia vizinha (o que só pode acontecer em provas de 400 metros para cima). Para garantir, cada atleta tem seu tempo medido por três cronometristas

5. Esses sensores eletrônicos marcam o tempo extra-oficial. Eles criam um campo magnético que cruza a pista, servindo como uma linha de chegada virtual. Quando um atleta passa por ela, esse campo é perturbado. E o cronômetro pára, indicando instantaneamente o tempo do primeiro colocado

6. Para saber quem terminou em primeiro numa chegada parelha, há o photofinish: duas câmeras filmam a linha de chegada e mandam a imagem para um computador. A máquina divide a imagem em linhas. E cada uma indica visualmente um intervalo de tempo de até 0,5 milésimo de segundo. Aí não tem como não ver quem ganhou

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