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Para onde vão os espermatozóides de quem faz vasectomia?

Para lugar nenhum. Presos na metade do caminho, eles morrem e são absorvidos pelo corpo. A “tragédia” acontece nos canais deferentes, tubinhos que levam os espermatozóides dos testículos, onde são produzidos, até o ducto ejaculatório, onde se misturam ao sêmen e são expelidos para fora do pênis. Na vasectomia, os canais deferentes são cortados, amarrados […]

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h26 - Publicado em 18 abr 2011, 18h48

Para lugar nenhum. Presos na metade do caminho, eles morrem e são absorvidos pelo corpo. A “tragédia” acontece nos canais deferentes, tubinhos que levam os espermatozóides dos testículos, onde são produzidos, até o ducto ejaculatório, onde se misturam ao sêmen e são expelidos para fora do pênis. Na vasectomia, os canais deferentes são cortados, amarrados e cauterizados. Os espermatozóides saem dos testículos e encontram o bloqueio, onde resistem por algumas horas antes de desaparecer para sempre, sem ver a luz do óvulo. “É o mais seguro método anticoncepcional masculino”, diz o urologista Sami Arap, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo. Como não cumprem sua missão, com o tempo os espermatozóides param de ser produzidos. Nos primeiros 30 dias após a cirurgia, no entanto, ainda é preciso se prevenir contra uma gravidez indesejada, já que alguns espertinhos podem sobrar pelo caminho. Dois meses após ser vasectomizado, o homem deve fazer um espermograma, exame que verifica a quantas andam os espermatozóides presentes no sêmen – se a cirurgia deu certo, não haverá nenhum. Eles se vão, mas a vida continua. “A vasectomia não causa impotência nem interfere na atividade sexual”, diz o médico. Arrependidos podem tentar uma cirurgia de reversão, mais cara e complexa, e nem sempre bem-sucedida. Não à toa, os adeptos desse método anticoncepcional costumam ser maiores de 35 anos de idade que já têm filhos.

Encanamento entupido
Após a vasectomia, os espermatozóides ficam presos nos canais e morrem

1. Sob anestesia local, é feito um corte de 1 cm no escroto. Os canais deferentes, que saem dos testículos, são cortados, amarrados e bloqueados. A cirurgia leva cerca de 30 minutos. Nem se vê a cicatriz e o paciente sai do hospital no mesmo dia. Depois de sete dias, pode voltar a transar

2. Os espermatozóides produzidos nos testículos não conseguem passar adiante e ficam presos no interior dos canais deferentes. Depois de algumas horas, eles se degeneram e são absorvidos pelo corpo. O processo é indolor e não causa nenhum dano ao organismo

3. Com o passar dos anos, os testículos ficam levemente inchados e param de produzir os gametas masculinos. Na ejaculação, é liberado somente o líquido seminal (aquela gosma esbranquiçada), que é produzido nas vesículas seminais e na próstata. A vasectomia não altera sua quantidade.

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