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Por que a bebida não é vendida em garrafas plásticas?

Porque o plástico, ao contrário dos metais e do vidro, não é totalmente impermeável. Ele tem poros microscópicos que permitem a entrada de gases no recipiente. E um deles, o oxigênio, detona a oxidação, uma reação química nefasta para os produtos industrializados. “O oxigênio altera o gosto, o aroma e a cor da bebida”, afirma […]

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h19 - Publicado em 18 abr 2011, 18h49

Porque o plástico, ao contrário dos metais e do vidro, não é totalmente impermeável. Ele tem poros microscópicos que permitem a entrada de gases no recipiente. E um deles, o oxigênio, detona a oxidação, uma reação química nefasta para os produtos industrializados. “O oxigênio altera o gosto, o aroma e a cor da bebida”, afirma a mestra cervejeira Cilene Saorin, de São Paulo. Para piorar, um dos ingredientes da cerveja, o lúpulo, é muito sensível a essa armadilha química. Como não têm lúpulo, os refrigerantes não sofrem tanto. Outro problema é que, enquanto o oxigênio entra, o gás carbônico sai. “Isso afeta a bebida porque esse é o gás que forma as bolhas e a espuma da cerveja”, diz o engenheiro de alimentos Roberto Moretti, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Apesar das desvantagens, alguns cervejeiros ainda tentam emplacar as garrafas plásticas. A própria Unicamp patenteou uma embalagem feita com um material alternativo. Para sanar o problema da entrada de oxigênio, os pesquisadores acrescentaram antioxidantes à bebida. E, para compensar o escape de gás carbônico, cada garrafa ganhou 15% a mais do gás. Os puristas podem torcer o nariz para a novidade, mas o resultado das pesquisas é animador. Como o plástico não resiste a temperaturas muito altas, o processo de pasteurização da bebida, que destrói os microorganismos, é feito a 53 graus, contra os 63 graus de quando o produto vai para as garrafas de vidro. Assim, o prazo de validade diminui, mas o sabor fica parecido com o do chope, que nada mais é que a cerveja não pasteurizada. Os custos também seriam menores. “Uma garrafa plástica de 600 mililitros pesa apenas 40 gramas, contra 400 gramas do vidro. Isso facilita o transporte”, diz Roberto.

Loiras para todos os gostos
Não importa a embalagem, os fabricantes garantem: a cerva que está lá dentro é sempre a mesma

Tradicionais

Com 600 a 660 mililitros de cerveja, são as mais antigas. Em países como a Argentina há garrafões de até 1 litro. Essas embalagens são mais econômicas porque, além do volume maior, são retornáveis – depois de esvaziadas, voltam às fábricas, onde são novamente enchidas. A cor marrom das garrafas age como um filtro solar que protege a cerveja da luz

Pescoçudas

Assim como as latas, as embalagens long neck servem para consum o individual. Têm de 300 a 330 mililitros, são descartáveis e recicláveis. Mas cuidado com as garrafas transparentes, pois a cerveja é sensível à luz. O lúpulo, um de seus ingredientes, se transforma em substância de gosto indesejável quando exposto ao sol ou a luzes artificiais muito fortes

Geladíssimas

As latas de alumínio têm a seu favor o fato de serem recicláveis e impermeáveis a gases. E o metal conduz melhor o calor – por isso, as latas gelam mais rápido que as garrafas. Como a luz não penetra na embalagem, há menos alteração de sabor. Isso ajuda a explicar por que consumidores de algumas marcas preferem a versão enlatada

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Por que a bebida não é vendida em garrafas plásticas?
Porque o plástico, ao contrário dos metais e do vidro, não é totalmente impermeável. Ele tem poros microscópicos que permitem a entrada de gases no recipiente. E um deles, o oxigênio, detona a oxidação, uma reação química nefasta para os produtos industrializados. “O oxigênio altera o gosto, o aroma e a cor da bebida”, afirma […]

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