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Por que às vezes nos lembramos de nossos sonhos e outras vezes não?

Entenda também todas as fases do sono

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 14 fev 2020, 17h48 - Publicado em 18 abr 2011, 18h56

Toda vez que um sonho termina, a pessoa permanece em sono profundo, sem acordar.

Só nos lembramos do sonho se despertarmos até dez minutos depois que ele acabou. “Esse é o tempo em que o cérebro ainda consegue ativar a memória, no estado de sonolência, quando a pessoa está um pouco acordada. Como a memória é uma função do consciente e os sonhos, do inconsciente, ela não pode captá-lo se se passar muito tempo”, diz o neurofisiologista Katsumasa Hoshino, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O sono tem diferentes fases. A primeira é a citada sonolência, na qual o mínimo ruído faz acordar. A segunda é a do sono leve, seguida do médio e do profundo. Nessas quatro fases do chamado ciclo do sono, a pessoa ainda não sonha. “Depois de cerca de 90 minutos, inicia-se a fase REM (sigla do inglês rapid eye movement, “movimento rápido dos olhos”).

É somente nesse estágio que podemos sonhar. Numa noite de descanso, é normal ter cerca de quatro a seis fases REM. “A pessoa, porém, só vai se recordar do último sonho. Mas nos lembramos de mais de um, quando há microdespertares depois que o sonho acabou, ativando a memória no meio da noite”, afirma Katsumasa. As pessoas que mais se lembram de seus sonhos são, portanto, as de sono leve, que despertam facilmente. Pesadelos têm mais chances de serem lembrados, já que geralmente fazem as pessoas acordarem assustadas. Para a psicologia, esse tipo de sonho, assim como a lembrança e a repetição dos sonhos em geral, está relacionado a problemas emocionais. “Muitas pessoas sonham com o que as incomoda. É uma forma de trabalhar e vencer os desafios que, acordadas, têm dificuldades em resolver.

O contrário também acontece. Muitas vezes, a pessoa sabe que sonhou mas não se lembra, ou nem chega a sonhar, pois trata-se de um problema que ela se julga incapaz de resolver”, afirma a psicóloga Vânia Sartori, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mesmo depois de lembrar-se do sonho, uma boa dica é fazer anotações, pois o cérebro dispensa as informações que julga desnecessárias. Assim, após horas ou dias, sua lembrança logo se evapora.

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