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Quais foram os mangás mais importantes da história?

Por André Bernardo Atualizado em 4 jul 2018, 20h27 - Publicado em 19 jun 2012, 13h00
per-124-mangas Quais foram os mangás mais importantes da história?

O primeiro

  • Título: Hokusai Manga
  • Autor: Katsushika Hokusai
  • Lançamento: 1814

Mestre em ukiyo-e (um tipo de pintura típica, com tinta e nanquim sobre tábua de madeira ou papel de arroz), Hokusai foi o criador do termo mangá. Foi unindo os ideogramas “man” (engraçado) e “gá” (desenho) que ele definiu os 15 volumes com cenas divertidas do dia a dia do Japão, produzidos por ele entre 1814 e 1849.

O mais violento

  • Título: Shigurui
  • Autor: Takayuki Yamaguchi
  • Lançamento: 2003

Shigurui (Frenesi da Morte, em japonês) começa com um duelo letal entre os espadachins Fujiki Gennosuke e Irako Seigen. O primeiro não tem um dos braços. O segundo é cego e aleijado. Por que eles se detestam tanto? Para saber a resposta, só devorando os 15 volumes deste mangá para lá de indigesto, que durou até 2010.

O mais duradouro

  • Título: Kochikame
  • Autor: Osamu Akimoto
  • Lançamento: 1976

Quando começou a contar as aventuras do policial Kankichi Ryotsu, há mais de 35 anos, Akimoto nem sonhava que sua obra fosse ficar tanto tempo em circulação. Publicado na revista Weekly Shonen Jump, o mangá já rendeu 1,7 mil capítulos, divididos em 153 volumes, e vendeu 135 milhões de exemplares!

O mais vendido

  • Título: One Piece
  • Autor: Eiichiro Oda
  • Lançamento: 1997

Só em 2011, foram 37 milhões de cópias, enquanto o vice, Naruto, chegou apenas a 6 milhões.

O mais popular

  • Título: Dragon Ball
  • Autor: Akira Toriyama
  • Lançamento: 1984

Escrita e desenhada pelo próprio Toriyama por 11 anos, em 42 volumes, a história de Goku, o menino com cauda de macaco e força sobrenatural, já virou animê, filme, game, álbum de figurinhas e vários outros produtos. Em 2006, rolou até um mangá especial em que personagens de Dragon Ball se encontravam com os de One Piece 48.

O mais polêmico

  • Título: Harenchi Gakuen
  • Autor: Go Nakai
  • Lançamento: 1968

Essa publicação sobre uma escola bem safada teve seu fim decretado em 1972, quando pais e educadores a queimaram em praça pública. O motivo? Em suas páginas, estudantes tiravam a roupa, meninos bolinavam as colegas e professores seduziam as alunas. Indignado com o protesto, Nakai encerrou a trama com o colégio sendo invadido pelo Exército.

O mais revolucionário

  • Título: Shin Takarajima
  • Autor: Osamu Tezuka
  • Lançamento: 1947

Se, quando pensa em mangá, você imagina personagens com olhos grandes, corpos magérrimos e cabelos pontiagudos, é por causa dessa revista. Lançada quando o Japão ainda se recuperava da 2a Guerra Mundial, ela se inspirava abertamente no clássico infanto-juvenil A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson.

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O mais influente no ocidente

  • Título: Lobo Solitário
  • Autores: Kazuo Koike e Goseki Kojima
  • Lançamento: 1970

Acusado de conspirar contra um superior, Itto Ogami se vê obrigado a fugir e vagar pelo Japão como um ronin – um samurai sem mestre. Violenta, reflexiva e bem narrada, essa obra-prima impactou vários autores ocidentais. Frank Miller a citou como uma das inspirações de Batman – O Cavaleiro das Trevas.

O mais safado

  • Título: Futari Ecchi
  • Autor: Katsuaki Nakamura
  • Lançamento: 1997

Não por acaso, ganhou o sugestivo título de Mangá Sutra nos EUA – uma referência ao Kama Sutra, famoso livro indiano sobre sexo. A história acompanha as descobertas amorosas do casal virgem Makoto e Yura, explicando, em tom didático, tudo que rola no corpo durante a transa. O título é um trocadilho com hitori ecchi, “masturbação” em japonês.

O mais assustador

  • Título: Amigara Dansô no Kai
  • Autor: Junji Ito
  • Lançamento: 2002

O trabalho de Ito lembra o terror psicológico perturbador do autor norte-americano H. P. Lovecraft. Em apenas 32 páginas, ele conta uma história poderosa, sobre estranhas fendas com contornos humanos que surgem numa montanha do Japão após um terremoto. Desafiamos você a ler até o final sem pular páginas!

Por que heróis de mangá sempre têm olhos grandes? – Inspiração ocidental ajudou a reforçar a expressividade

É mesmo uma influência do Ocidente. O costume começou com Osamu Tezuka (vide O Mais Revolucionário), que diz ter se inspirado no trabalho de Walt Disney. O cineasta norte-americano gostava de empregar olhos grandes por serem mais expressivos – algo que se provou bem útil nos quadrinhos pequenos do mangá.

Os títulos selecionados nesta lista foram indicados por um júri de especialistas.

Fontes: Cristiane A. Sato, presidente da Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações (Abrademi) e autora do livro Japop – O Poder da Cultura Pop Japonesa; Fábio Shin, diretor da escola de mangá Japan Sunset; Alexandre Lancaster, desenhista, roteirista e editor do blog Maximum Cosmo; e Alexandre Nagado, desenhista e coautor do livro Cultura Pop Japonesa – Histórias e Curiosidades.

Leia também:

– Como surgiram os primeiros mangás e animes?

– Como é a rotina de um autor de mangás?

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