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Qual é o imposto de renda mais caro do mundo?

Muitos brasileiros acham que é o nosso, mas a Suécia é o país onde a alíquota máxima do imposto de renda (IR) para pessoa física é a mais alta do mundo. Os suecos que ganham bem entregam para o governo até 58,2% dos seus rendimentos. No Brasil a taxa máxima está em 27,5%, um patamar […]

Por Rodrigo Velloso Atualizado em 4 jul 2018, 20h28 - Publicado em 18 abr 2011, 18h54

Muitos brasileiros acham que é o nosso, mas a Suécia é o país onde a alíquota máxima do imposto de renda (IR) para pessoa física é a mais alta do mundo. Os suecos que ganham bem entregam para o governo até 58,2% dos seus rendimentos. No Brasil a taxa máxima está em 27,5%, um patamar baixo se comparado ao de nações desenvolvidas e, até mesmo, de países vizinhos como o Chile (45%). Mas isso não quer dizer que nós não temos o direito de reclamar do que pagamos de IR. É que os brasileiros contribuem excessivamente com outros tipos de impostos. “Há três bases para tributação: renda, patrimônio e consumo”, afirma o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel. O que deixamos de pagar sobre nossa renda pagamos sobre nosso patrimônio e, sobretudo, nosso consumo. A maioria das pessoas nem se dá conta disso, mas há impostos nos preços de todos os produtos que são comprados. São impostos cobrados das empresas e embutidos por elas em seus preços.

Por isso, a carga tributária total do Brasil já está entre as mais altas do mundo, no mesmo patamar de países como Alemanha e Canadá, onde o retorno para a população dos impostos pagos – por meio de investimentos em educação e saúde, por exemplo – é bem maior. Neste mês de abril, os 5 milhões de brasileiros que efetivamente pagam imposto de renda terão uma coisa em comum: ao fazerem seus cálculos, chegarão à conclusão de que estão contribuindo demais para o governo. Também, não é à toa: eles representam apenas 7% da população economicamente ativa do país. E aí não tem segredo: quanto menos pessoas existem para pagar a conta, mais cara ela fica…

A mordida do leão
Suécia tem a maior alíquota máxima do tributo

País – Suécia

Alíquota máxima do IR* – 58,2%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 53,2%

País – Alemanha

Alíquota máxima do IR* – 51,2%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 36,4%

País – Espanha

Alíquota máxima do IR* – 48,0%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 35,2%

País – EUA

Alíquota máxima do IR* – 46,1%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 29,6%

País – Japão

Alíquota máxima do IR* – 45,5%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 27,1%

País – Chile

Alíquota máxima do IR* – 45,0%

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Carga tributária total (em % do PIB**) – 17,3%

País – Canadá

Alíquota máxima do IR* – 43,2%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 35,2%

País – Coréia do Sul

Alíquota máxima do IR* – 41,8%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 26,1%

País – México

Alíquota máxima do IR* – 40,0%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 18,3%

País – Argentina

Alíquota máxima do IR* – 35,0%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 17,4%

País – Brasil

Alíquota máxima do IR* – 27,5%

Carga tributária total (em % do PIB**) – 36,4%

* Alíquota máxima combinada, que se refere à soma de alíquotas de todos os níveis de governo

** PIB é o Produto Interno Bruto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no país

Fontes: Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); Secretaria da Receita Federal; Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT)

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