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Que novelas passaram pelas mudanças de roteiro mais mirabolantes?

Por Artur Louback Lopes - Atualizado em 4 jul 2018, 20h12 - Publicado em 18 abr 2011, 18h47

1. Anastácia, a mulher sem destino

Autor – Janete Clair

Ano – 1967

Por volta do 40º capítulo, a novela já contava com mais de cem personagens e a audiência estava no fundo do poço. A saída foi entregar a bomba escrita pelo ator Emiliano Queiroz nas mãos da jovem autora Janete Clair. Ela não teve dúvidas: criou um terremoto que chacinou o elenco, poupando apenas quatro personagens, e fez a trama correr 20 anos para introduzir novos atores

2. Torre de Babel

Autor – Sílvio de Abreu

Ano – 1998/1999

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O público não precisou nem de um mês para odiar personagens como o drogadaço Guilherme (Marcello Antony) e o casal de lésbicas Rafaela (Cristiane Torloni) e Leila (Sílvia Pfeifer). Como o roteiro já previa a explosão do shopping Tropical Tower, Sílvio de Abreu aproveitou o acidente para empurrar personagens como Guilherme e Rafaela para debaixo do tapete, ou melhor, dos escombros

3. Irmãos coragem

Autor – Janete Clair

Ano – 1970

Parecia um teste para Janete Clair: primeiro, Regina Duarte ficou grávida e a autora teve que inventar uma inesperada gravidez para Ritinha, sua personagem. Para piorar, Glória Menezes teve que se afastar das gravações por causa de uma meningite. Como se não bastasse, o casal Regina Duarte e Cláudio Marzo foi emprestado para outra novela – como o galã era um jogador de futebol, a saída foi vendê-lo para outro time

4. A padroeira

Autor – Walcyr Carrasco

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Ano – 2001

Depois de um mês no ar, a audiência não ia bem das pernas e o diretor Walter Avancini foi afastado por motivos de saúde (faleceu logo depois). Esta foi a deixa para uma grande virada na trama: 13 personagens foram cortados, 8 foram criados às pressas e o figurino ganhou mais cores e decotes. Deu certo: a audiência subiu 6 pontos e a novela ficou no ar um mês além do previsto

5. Pátria minha

Autor – Gilberto Braga

Ano – 1994

No meio da novela, quando a trama começava a esquentar, Vera Fischer e Felipe Camargo, que viviam juntos na vida real, quebraram o pau e se separaram. Os dois trabalhavam na novela e, depois do arranca-rabo, recusaram se encontrar nos estúdios. Gilberto Braga só encontrou uma saída: inventou um incêndio e carbonizou os dois (na novela, claro)

6. Selva de pedra

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Autor – Janete Clair

Ano – 1972

A censura proibiu o casório de Cristiano (Francisco Cuoco) e Fernanda (Dina Sfat), pois o galã já era casado com Simone (Regina Duarte), que todos pensavam estar morta. Mas ela estava viva e os censores ordenaram mudanças no roteiro para evitar a bigamia. Na nova versão, Fernanda é abandonada no altar e, furiosa, vira a grande vilã

7. Véu de noiva

Autor – Janete Clair

Ano – 1970

A morte inesperada do personagem Luciano deixou o público curioso, como em um suspense muito bem bolado. Na verdade, a morte foi a única forma encontrada por Janete Clair (de novo ela!) de eliminar o personagem da trama, depois que o ator Geraldo Del Rey rompeu contrato com a Globo e se transferiu para a emissora rival, a Tupi

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8. O dono do mundo

Autor – Gilberto Braga

Ano – 1991

No dia do casamento de Walter (Tadeu Aguiar) com Márcia (Malu Mader), o poderoso Felipe Barreto (Antônio Fagundes), chefe do noivo, aposta com um colega que possuiria a noiva antes de seu pupilo. Ele ganha a aposta e a audiência despenca. A saída foi inverter o jogo: Márcia tenta acabar com a vida do “Dono do Mundo”. Além disso, personagens como Beija-Flor (Ângelo Antônio) e Taís (Letícia Sabatella) ganham mais destaque na trama

9. Suave veneno

Autor – Aguinaldo Silva

Ano – 1999

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As três filhas do empresário Waldomiro Cerqueira (José Wilker) começam a trama tentando assumir os negócios milionários do paizão. O público não gosta da armação familiar e Aguinaldo Silva é obrigado a mexer às pressas no roteiro: Clarice (Patrícia França), filha bastarda de Waldomiro, morre inesperadamente e as filhas cruéis passam a pensar em outras coisas (além da grana do pai)

10. A próxima vítima

Autor – Sílvio de Abreu

Ano – 1995

O Brasil parou para saber quem era o serial killer da trama. O sucesso foi tanto que Sílvio de Abreu teve que escrever três finais diferentes e gravar todos no dia da exibição do grand finale. Um deles, que apontava Adalberto (Cecil Thiré) como o assassino, foi ao ar naquela noite, mas, cinco anos depois, no Vale a Pena Ver de Novo, a culpa passou para Ulisses (Otávio Augusto)

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