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Como é realizado um teste de visão com analfabetos?

Os oftalmologistas acharam um jeito criativo de fazer essa avaliação

Os oftalmologistas aplicam versões adaptadas dos exames. A diferenciação entre alfabetizados e analfabetos acontece apenas na hora de testar a acuidade visual – a capacidade de perceber detalhes e distinguir figuras. Essa acuidade é medida de 0,1 (pior) a 1 (melhor). Confira abaixo os principais exames.

(Daniela Tiemi/Mundo Estranho)

1) CARTÕES DE TELLER
As listras chamam mais a atenção do que a parte cinza. Mas elas vão ficando menores a cada cartão. O teste prossegue até o paciente não manifestar preferência (não notar as listras). Aí é só ver a estimativa de acuidade naquele cartão

2) TABELA DE SNELLEN
É a mais usada. Para analfabetos, usa-se a versão que traz a letra “E” tombada em várias direções. O paciente vai mostrando com a mão a direção apontada. As linhas vão ficando menores e quanto mais delas a pessoa conseguir identificar, maior a acuidade

3) CARTÕES DE CARDIF
Seguem o mesmo princípio dos de Teller, mas usando figuras. Cada cartão tem uma figura em um dos lados, que diminui nos seguintes. Todo cartão traz uma estimativa de acuidade

4) TABELA DE LANDOLT
É parecida com a de Snellen, mas usa a letra C e tem o dobro de posições possíveis, pois inclui as diagonais. No dia a dia clínico é pouco usada, mas sua precisão é boa para estudos científicos

TdF sugeriu – Kaue Siqueira

CONSULTORIA Keila Monteiro, oftalmologista e membro da diretoria do Conselho Brasileiro de Oftalmologia; Natália Belo Rodrigues, oftalmologista do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Piracicaba; e Carlos Eduardo Leite Arieta, coordenador da disciplina de oftalmologia e responsável pelo ambulatório de externas e catarata da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp / FONTE Artigo Avaliação da Acuidade Visual Snellen (vários autores)

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