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O que é o vitiligo? Como ele surge?

As manchas podem surgir de repente - e a medicina ainda busca explicações. Entenda quais são as teorias, o que acontece no corpo e como é o tratamento

vitiligo é uma doença caracterizada por manchas brancas na pele e nas mucosas. Elas surgem após o desaparecimento de células chamadas melanócitos, que produzem a melanina (substância que dá “cor” à nossa pele). Na verdade, alguns especialistas nem consideram o vitiligo uma doença, porque ele não dói, não coça, não descama e não é contagioso.

A causa ainda não foi esclarecida. A teoria mais aceita é que seja uma síndrome autoimune. É como se o corpo se confundisse e “atacasse” a si mesmo. Segundo Caio Cesar Silva de Castro, doutor em ciências da saúde, não é só uma doença de pele: ela é sistêmica. Alguns pacientes, por exemplo, sofrem perda de audição e inflamação ocular – ouvidos e olhos também têm melanócitos. Outras doenças autoimunes podem surgir associadas ao vitiligo, como psoríase, diabetes, esclerodermia, lúpus e artrite reumatoide.

 

(Erika Onodera/Mundo Estranho)

 

Segundo pesquisas, pessoas com predisposição ao vitiligo têm uma quantidade menor de células da pele conhecidas como TREGS, reguladoras do linfócito T. Sem esse tipo de célula de defesa, o organismo fica mais vulnerável a ataques autoimunes – que, inclusive, podem ser motivados por desgaste emocional. É comum que novas manchas surjam após estresse ou trauma. Devido ao chamado fenômeno de Koebner, tatuagens podem causar estresse na pele e motivar uma nova lesão.

Não há como prever o surgimento e a evolução do problema – numa mesma pessoa, algumas manchas podem regredir e outras aumentar. Recomenda-se evitar desgastes emocionais, roupas apertadas e exposição ao sol (risco de câncer de pele). O tratamento pode envolver pomadas à base de corticoide, terapia com luz, medicamento oral e até cirurgia. A cura total, porém, é rara.

A reportagem, as fotos e o design desta matéria foram feitos pela editora de arte Bruna Sanches, que sofre de vitiligo. Ela conta sobre como aprendeu a aceitar (e até amar!) suas manchas no blog Minha Segunda Pele.

 

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OS DIFERENTES TIPOS

(Erika Onodera/Mundo Estranho)

1) FOCAL: Poucas pequenas lesões em uma área específica

2) MUCOSAL: Somente em mucosas, como lábios e região genital

3) SEGMENTAR: Lesões em um ou mais dermátomos (áreas da pele servidas pelo mesmo conjunto de nervos vindos da coluna vertebral)

4) ACROFACIAL: Nos dedos e em volta da boca, dos olhos, do ânus e dos genitais

5) COMUM: No tórax, abdômen, pernas, nádegas, braços, pescoço, axilas, além das áreas acometidas pela acrofacial

6) UNIVERSAL: Manchas por quase todo o corpo

 

FONTES Sites da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Tua Saúde; e livro Vitiligo: Manual Explicativo para Pacientes e Familiares

 

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