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O que é o vitiligo? Como ele surge?

As manchas podem surgir de repente - e a medicina ainda busca explicações. Entenda quais são as teorias, o que acontece no corpo e como é o tratamento

Por Bruna Sanches - Atualizado em 14 fev 2020, 17h31 - Publicado em 24 nov 2017, 17h16

vitiligo é uma doença caracterizada por manchas brancas na pele e nas mucosas. Elas surgem após o desaparecimento de células chamadas melanócitos, que produzem a melanina (substância que dá “cor” à nossa pele). Na verdade, alguns especialistas nem consideram o vitiligo uma doença, porque ele não dói, não coça, não descama e não é contagioso.

A causa ainda não foi esclarecida. A teoria mais aceita é que seja uma síndrome autoimune. É como se o corpo se confundisse e “atacasse” a si mesmo. Segundo Caio Cesar Silva de Castro, doutor em ciências da saúde, não é só uma doença de pele: ela é sistêmica. Alguns pacientes, por exemplo, sofrem perda de audição e inflamação ocular – ouvidos e olhos também têm melanócitos. Outras doenças autoimunes podem surgir associadas ao vitiligo, como psoríase, diabetes, esclerodermia, lúpus e artrite reumatoide.

 

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Erika Onodera/Mundo Estranho

 

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Segundo pesquisas, pessoas com predisposição ao vitiligo têm uma quantidade menor de células da pele conhecidas como TREGS, reguladoras do linfócito T. Sem esse tipo de célula de defesa, o organismo fica mais vulnerável a ataques autoimunes – que, inclusive, podem ser motivados por desgaste emocional. É comum que novas manchas surjam após estresse ou trauma. Devido ao chamado fenômeno de Koebner, tatuagens podem causar estresse na pele e motivar uma nova lesão.

Não há como prever o surgimento e a evolução do problema – numa mesma pessoa, algumas manchas podem regredir e outras aumentar. Recomenda-se evitar desgastes emocionais, roupas apertadas e exposição ao sol (risco de câncer de pele). O tratamento pode envolver pomadas à base de corticoide, terapia com luz, medicamento oral e até cirurgia. A cura total, porém, é rara.

A reportagem, as fotos e o design desta matéria foram feitos pela editora de arte Bruna Sanches, que sofre de vitiligo. Ela conta sobre como aprendeu a aceitar (e até amar!) suas manchas no blog Minha Segunda Pele.

 

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OS DIFERENTES TIPOS

Erika Onodera/Mundo Estranho

1) FOCAL: Poucas pequenas lesões em uma área específica

2) MUCOSAL: Somente em mucosas, como lábios e região genital

3) SEGMENTAR: Lesões em um ou mais dermátomos (áreas da pele servidas pelo mesmo conjunto de nervos vindos da coluna vertebral)

4) ACROFACIAL: Nos dedos e em volta da boca, dos olhos, do ânus e dos genitais

5) COMUM: No tórax, abdômen, pernas, nádegas, braços, pescoço, axilas, além das áreas acometidas pela acrofacial

6) UNIVERSAL: Manchas por quase todo o corpo

 

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FONTES Sites da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Tua Saúde; e livro Vitiligo: Manual Explicativo para Pacientes e Familiares

 

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