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Quais medicamentos compõem um coquetel contra Aids?

São 19 tipos de drogas indicadas para inibir o avanço do vírus HIV sobre as células CD4 do sistema imunológico. Os compostos e a dosagem variam de acordo com o estágio da doença. Um paciente em fase inicial da Aids toma três medicamentos por dia, mas a conta pode triplicar se ele estiver muito debilitado.

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“Quando o HIV invade a célula, o vírus altera seu material genético, comprometendo seu funcionamento e a imunidade do organismo, que acaba ficando vulnerável a doenças oportunistas”, explica Marise Fonseca, infectologista e professora da UFMG. “O coquetel não cura a doença, já que não elimina o HIV do organismo. Ele atua em diferentes etapas da invasão do vírus nas células de defesa, diminuindo sua intensidade de reprodução”, esclarece Rodrigo Zilli, infectopediatra e assessor técnico do Departamento de DST/Aids/Hepatites virais do Ministério da Saúde.

UM BELO EXEMPLO

Brasil luta para baratear o coquetel

No governo Lula, nosso país quebrou a patente do importado (e caro!) Efavirenz, usado por quase 80% dos pacientes em início de tratamento. Além de passar a fabricar o remédio por conta própria, o Brasil também tem utilizado genéricos para compor o coquetel – outra opção para driblar os preços dos medicamentos distribuídos de graça pelo governo federal aos cerca de 200 mil portadores do HIV no país.

DROGAS DO BEM

Remédios tentam inibir expansão do vírus no organismo

TENOFOVIR

Inibe a alteração de DNA celular pelo HIV. Foi aprovado em 2001, nos EUA, e passou a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro em 2003. Em 2010, um gel vaginal com tenofovir foi testado em mulheres africanas, mostrando-se eficaz na redução do contágio.

LAMIVUDINA

Serve para evitar que o RNA do vírus se integre ao DNA celular e foi aprovado em 1995 para atuar em conjunto com a zidovudina (AZT). Começou a ser oferecido pelo SUS em 1999. Dá-se preferência para a terapia conjunta, já que a combinação entre os dois remédios aumentou o êxito do tratamento.

DARUNAVIR

Esse medicamento atua inibindo uma enzima chamada protease, interrompendo a produção de novas células infectadas com o vírus. Mas pode provocar efeitos colaterais como náusea e dor de cabeça.

RALTEGRAVIR

Este é um inibidor de integrase. Ele impede que o material genético do vírus se ligue ao da célula. É um remédio relativamente novo, aprovado em 2007. Em dezembro de 2011, seu uso foi autorizado para o tratamento de pacientes de 2 a 18 anos. Entre os efeitos colaterais, estão diarreia, náusea e fadiga.

RITONAVIR

Também é um inibidor de protease que deve ser ingerido a cada 12h. Para potencializar o tratamento, o paciente deve tentar ter a vida mais saudável possível, evitando álcool, fumo e outras drogas que possam interferir na ação dos medicamentos do coquetel.

ENFUVIRTIDA

É um inibidor de fusão, impedindo a entrada do HIV em uma célula sadia. A droga é dissolvida em água e administrada por via subcutânea (por baixo da pele), com uma injeção na barriga, no braço ou na perna. Sugere-se que seja aplicada em áreas com mais gordura, para evitar dor e reações alérgicas.