Mundo Estranho

Quais são as diferenças entre anorexia e bulimia?

por Giselle Hirata |

As principais diferenças são os sintomas. Na anorexia nervosa, a perda de peso é acentuada e, geralmente, deixa a pessoa desnutrida a ponto de correr o risco de morte. Isso acontece porque quem sofre desse distúrbio come muito pouco (ou nada!) para conseguir emagrecer.

Já na bulimia, o peso corporal do paciente é normal ou com sobrepeso, mas ele sofre de compulsão alimentar, com frequentes ataques à comida, seguidos de arrependimentos.

Ambos os transtornos estão ligados ao medo de engordar e atingem, principalmente, as mulheres. A anorexia é mais recorrente em garotas de 12 a 18 anos, enquanto a bulimia é mais comum entre os 16 e 25 anos.

Pesquisas recentes apontam que a preocupação com o corpo também atinge os homens – quase 10% do total de casos são do sexo masculino, seguindo a mesma faixa etária feminina.

Dieta forçada – Saiba as características de cada transtorno alimentar:

Anorexia

Sintomas: Perda de muito peso em pouco tempo, índice de massa corporal abaixo de 17,5, interrupção da menstruação e infertilidade.

Consequências: o risco de morte é grande devido à desnutrição, que pode ocasionar parada cardíaca, falência de órgãos, insuficiência renal, entre outros. É a patologia psiquiátrica que mais mata.

Bulimia

Sintomas: nem sempre há perda de peso significativa. Uso de laxantes para compensar os exageros com a comida ou vômito constante.

Consequências: causa problemas gástricos, como dor de estômago e diarreias, tontura, fraqueza (devido à perda de líquidos), erosão do esmalte dos dentes (por causa da agressão do suco gástrico na boca) etc.

*Como um bulímico ingere comida, o corpo consegue absorver entre 30 a 50% dos nutrientes – evitando a perda brusca de peso.

Tratamento dos dois transtornos:

Tanto a anorexia como a bulimia precisam de acompanhamento de uma equipe composta de psiquiatra, nutricionista, psicólogo e, às vezes, pediatra ou clínico – dependendo da idade do paciente. As estratégias mais comuns utilizam antidepressivos, psicoterapia e orientação nutricional.

Fontes: Niraldo de Oliveira Santos, psicanalista da Divisão de Psicologia do Hospital da Clínicas; Marcel Kaio, psiquiatra do Programa de Atendimento aos Transtornos Alimentares da Unifesp (Proata).

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